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Precisamos ter a clareza produtiva

por Raquel Pires
7 de junho de 2019
em Artigos, Colunistas
Tempo de Leitura: 3 mins
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Dados da ONU indicam que a indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo. Isso representa algo em torno de 10% do total de emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa no planeta. Sendo, esta mesmo indústria avaliada em cerca de US$ 2,4 trilhões e emprega mais de 75 milhões de pessoas internacionalmente. Um dado impressionante é que se perde cerca de US$ 500 bilhões ao ano com o descarte de roupas que vão direto para aterros e lixões e sequer são recicladas.

Entender de forma sistêmica nossa sociedade é fundamental. Estudos demonstram que hoje nossas roupas ficam à disposição em nosso guarda roupa pela metade do tempo que ficavam a 15 anos atrás. Mais do que isso, também consumimos em números absolutos 60% mais roupas do que no passado.

Com o estímulo ao consumo desenfreado e com as lindas e milionárias campanhas das marcas que conseguem alavancar o consumo com a falsa relação de homogeneidade entre os conceitos de necessidade e desejo, estamos poluindo muito mais que indústrias convencionais como a da aviação ou marítima, por exemplo. Se quisermos um mundo melhor, precisamos trabalhar por ele. Precisamos ter a clareza do quanto somos responsáveis pela degradação ambiental por causa de nossas ações e omissões.

A indústria da moda produz cerca de 20% das águas residuais do mundo, liberando 500 mil toneladas de rejeitos sintéticos nos oceanos todos os anos. Para reverter esta tendência, tornar o setor ambientalmente adequado e com melhores práticas sociais, a ONU lançou a “Aliança das Nações Unidas para a Moda Sustentável“. A ideia é colocar holofotes nesta indústria, identificar desafios, gargalos, estudar soluções e políticas.

O embrião da iniciativa foi em dezembro, quando se criou a “One UN Voice“, um alerta para o problema aos funcionários das diversas agências da ONU. Sendo o primeiro passo para impulsionar esta agenda de modo global e, em algum momento, desenhar soluções multilaterais. “O primeiro passo é alertar para a questão dentro do sistema das Nações Unidas, onde há especialistas que podem ter soluções e ideias em uma ação integrada”, diz Michael Stanley-Jones, da ONU Meio Ambiente, o artífice do esforço.

Ele diz, por exemplo, que técnicos da Convenção sobre Mudança Climática (UNFCCC) têm a perspectiva da emissão de gases-estufa. Os da Convenção da Biodiversidade (CBD), pensam em termos de perdas de espécies por poluição e várias outras ameaças. Outros conhecem os danos ambientais de produtos químicos lançados no ambiente. “A indústria da moda tem uma cadeia extensa e complicada. Os impactos vão desde o uso de agrotóxicos nas colheitas de algodão ao consumo excessivo de itens e acessórios”, segue Stanley-Jones. “É preciso integrar todos estes especialistas para encontrar saídas”.

O tema foi debatido em Nairóbi, durante a Assembleia Ambiental das Nações Unidas (Unea). A espinha dorsal do evento era discutir soluções inovadoras para a produção e o consumo sustentáveis. “As pessoas não sabem como as roupas e os acessórios de moda são feitos, onde, em quais condições, com quais recursos“, diz Stanley-Jones. “As estatísticas indicam que 1/3 das roupas são descartadas no primeiro ano da compra“, segue.

Ele atuou durante cinco anos na ONU Meio Ambiente em Genebra, junto ao secretariado das convenções de Basileia (que controla o movimento de resíduos perigosos), Roterdã (que regula o comércio internacional de produtos químicos perigosos) e Estocolmo (sobre Poluentes

Orgânicos Persistentes). Na Unea foram vários painéis reunindo estilistas, divulgando modelos reciclados ou redesenhados. Uma das iniciativas é a “I was a Sari“, que recicla e redesenha os saris indianos e os transforma em bolsas, lenços, blusas, cachecóis e até gravatas.

O setor privado já tem exemplos importantes de empresas tomando a dianteira. A gigante sueca Hennes & Mauritz – conhecida pelas lojas com a marca H&M -, tem várias metas de sustentabilidade no horizonte. Pierre Borjesson, que responde pela marca na África, lembrou que a intenção é não utilizar mais tecidos feitos de algodão convencional em 2020 – hoje o grupo já comercializa 95% de itens com algodão orgânico ou reciclado. O objetivo é usar apenas materiais reciclados ou de produção sustentável em 2030.

Na Unea, o eixo da discussão era promover a economia circular. “A estratégia pode ajudar a recuperar químicos, não contaminar água, solo e ar e não utilizar excessivamente recursos naturais“, diz Stanley-Jones, co-secretário da Aliança para a Moda Sustentável.

O compromisso da ONU é de alterar a rota de danos ambientais da indústria da moda e transformar o setor em um dos vetores de implementação das metas globais acordadas pelos países para 2030.

Tags: consumismoindustriasModaONU
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