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Home Enogastronomia

Space-aged wine!

por Liz Elaine
20 de janeiro de 2021
em Enogastronomia
Tempo de Leitura: 4 mins
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A cápsula Dragon, da SpaceX, mergulhou no Golfo do México no dia 11 de janeiro de 2021, trazendo a bordo doze garrafas de vinhos elaborados na região de Bordeaux/França, que ficaram 438 dias e 19 horas no espaço a bordo da Estação Espacial Internacional, a cerca de 300.000.000 km da Terra, orbitando numa velocidade de 28.800 km/h em volta do globo terrestre.

Para o azar dos astronautas, cada uma das garrafas de vinho foi lacrada individualmente em cilindros de aço, onde ficaram intactas. Em março serão abertas somente duas das doze garrafas para degustação exclusiva pelos mais conhecidos enólogos da França, que farão avaliação organoléptica. Serão analisados em laboratório os componentes do vinho como os polifenóis, os taninos, os açucares, a cor, a sedimentação, os efeitos da radiação cósmica, enfim, como as condições extremas afetam o envelhecimento do vinho.

Foram enviadas, também, mudas de videiras, das variedades Merlot e Cabernet Sauvignon com o objetivo de determinar se o “stress” da viagem e da estadia em condições de gravidade zero podem resultar em plantas mais resistentes para o cultivo aqui na Terra. Nicolas Gaume, CEO da Space Cargo Unlimited disse que “o objetivo é encontrar uma solução para ter no futuro uma agricultura que é tanto orgânica quanto saudável e capaz de alimentar a humanidade, e acreditamos que o espaço tem a chave para isso.”

Essa experiência espacial não é inédita. Em 17 de junho de 1985 o vinho Château Lynch-Bages da safra 1975, foi enviado a bordo do ônibus espacial STS-51-G Discovery, da NASA, que orbitou ao redor da Terra por uma semana. Essa missão foi a primeira colaboração franco-americana. Segundo Jane Anson, além de seus objetivos científicos e comerciais, a missão Discovery, em particular, era excepcionalmente gourmet, porque os astronautas e tripulação comeriam os alimentos que eles mesmos haviam selecionado previamente. O astronauta Patrick Baudry optou por levar o vinho de Bordeaux. Isso só foi possível porque seu amigo e estilista André Courrèges intercedeu junto a Jean-Michel Cazes proprietário do Château Lynch Bages que separou o citado vinho e mais dez pequenos frascos de outra safra (para a tripulação). Foi junto, também,  uma folha de videira (dizem que a folha da videira foi colhida do parreiral do Château Mouton Rothschild). O vinho permaneceu fechado durante a viagem espacial, e Jean-Michel Cazes teve que assinar uma declaração garantindo que ele não teria nenhum ganho comercial ou publicidade em torno da inclusão do seu vinho na missão espacial. Naquela época, foi divulgado a notícia que um vinho da região de Bordeaux estava no ônibus espacial, mas não revelaram de qual Château. E a história se repete: novamente, não foi divulgado qual Château elaborou o vinho das 12 garrafas que passaram mais de um ano orbitando ao redor da Terra.

Inovações não param por aí. No Chile, a Viña Tremonte Boutique Vineyard elabora o “Vinho Meteorito Cabernet Sauvignon”, um vinho maturado em barris de carvalho com fragmento de meteorito de 4,5 bilhões de anos que se formou com o nascimento do Sistema Solar e orbitou no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

Na França, a Maison Mumm lançou o “Mumm Grand Cordon Stellar” para ser apreciado no espaço em ambiente de gravidade zero. Esse vinho champagne ficou conhecido como “bolas de espumas” porque é assim que saem da garrafa quando aberta e flutuam até serem recolhidas por taças com hastes afuniladas e sem a base, especialmente projetadas para tal fim. Na boca essas bolas de espumas derretem instantaneamente. Resultado: embora haja menor efervescência, o vinho champagne Mumm Grand Cordon Stellar é encorpado com grande preenchimento de boca e muito bem refrescante.

Na Geórgia, a enóloga Baia Abuladze, envelhece seus vinhos nas ânforas tradicionais da região, chamada de Qvevri. São grandes vasos de barro que têm formato de ovo e não têm alças. São enterrados por até 1 ano, produzindo o vinho georgiano,   igualzinho ao produzido pelos seus antepassados. Resultado: Carlie Steiner, diz “O vinho é diferente de tudo que já provei, no que diz respeito ao perfil de sabor”.

No sul de Portugal foram envelhecidas na Baía de Sines, a 17 metros de profundidade, nada menos que 700 garrafas de vinho. As garrafas foram seladas com cera especial e colocadas na vertical sobre estruturas metálicas para impedir que sejam arrastadas pelo mar. O resultado: José Mota Capitão, um dos produtores, diz “comparei o vinho do mar com o mesmo vinho que estava envelhecendo nas adegas e pode comprovar que suas qualidades de aroma e sabor tinham melhorado muitíssimo. As condições do fundo do mar são mais favoráveis, sobretudo, por causa da temperatura que fica em torno de 15ºC.”

Na cidade de Boticas, norte de Portugal, ressuscitaram uma tradição do século XVIII: “Vinho dos Mortos” que é a ação de enterrar os vinhos para envelhecimento. Prática usada para os vinhos não serem saqueados em tempos de guerra. O resultado: segundo o viticultor Armindo Sousa Pereira o vinho ficou “apaladado, palhete, com graduação de 10 a 11 % de alcool e leve gás natural”.

E o Brasil não ficou de fora dessas inovações com vinhos. A Quinta do Olivardo em São Roque/SP enterra, por 6 meses, os vinhos elaborados pelos seus clientes durante a festa da vindima.

A vinícola Miolo imergiu no mar, por período de um ano, 500 garrafas do vinho espumante “Miolo Cuvée Tradition Brut”.  Diz um dos diretores da vinícola que “a cave submarina mantém os espumantes em condições ideais para envelhecerem: escuridão, umidade total, pressão constante e temperatura que varia entre 11 e 13 ºC. Os espumantes submersos apresentaram complexidade, frescor e apuradas notas de manteiga e castanha.”

Bem, envelhecer vinhos de forma não tradicional não é uma prática recente. São técnicas que estão em estudos mundo afora, inclusive no espaço sideral. Concluo, notoriamente afirmando que, à medida que envelhecem, os vinhos sofrem alterações físico-quimicos complexos, isto é, apresentam compostos moleculares diferentes que refletem nos aromas, nos sabores, nas cores e em seus taninos.

rachel.alves.bsb@gmail.com

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Tags: BourdeauxDragonEstação Espacial InternacionalMéxicoSpace XVinho
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