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Home Destaque 3

 ‘Nossa reivindicação não é territorial, é de autodeterminação’, afirma embaixador da Armênia

por Liz Elaine
16 de outubro de 2020
em Destaque 3, Entrevistas
Tempo de Leitura: 4 mins
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Thayz Guimarães

Uma disputa histórica entre armênios étnicos e azerbaijanos na região separatista de Nagorno-Karabakh virou uma guerra aberta no final de setembro, tendo como novo elemento o forte apoio da Turquia ao Azerbaijão. É o pior confronto na região desde os anos 1990, quando cerca 30 mil pessoas foram mortas no enclave de população armênia em território azeri.

Líderes internacionais, entre eles o presidente russo, Vladimir Putin, apelaram por um cessar-fogo imediato, que só foi assinado no último sábado. Porém, desde então, Baku e Ierevam se acusam de violar o acordo, e a guerra parece longe do fim.

Qual é a reivindicação da Armênia em Nagorno-Karabakh?

Nossa reivindicação não é territorial, embora o Azerbaijão esteja tentando retratar a disputa dessa forma. Não queremos anexar nenhuma das terras azeris. A questão é de autodeterminação das pessoas que vivem lá, um direito garantido pelas leis internacionais. Por que o povo de Nagorno-Karabakh deveria ser diferente, por exemplo, do povo de Kosovo, Timor Leste, Sudão do Sul ou Eritreia? Todas essas pessoas têm a oportunidade de exercer seu direito à autodeterminação. Portanto, os armênios daquela região também deveriam ter o direito de decidir seu próprio destino por meio de um referendo pacífico. Mas isso é algo que o Azerbaijão está tentando evitar, e é por isso que eles começaram essa nova guerra, para expulsar essas pessoas.

O Azerbaijão alega que os cidadãos de Nagorno-Karabakh são cidadãos azerbaijanos…

Veja bem, embora digam que as pessoas que vivem em Nagorno-Karabakh são cidadãos azeris, eles bombardeiam as cidades e aldeias de Nagorno- Karabakh. Se os que estão lá são cidadãos azeris, por que eles os bombardeiam? Eles querem a terra, não querem as pessoas.

… por outro lado, autoridades azerbaijanas também dizem que os armênios étnicos de Nagorno-Karabakh deveriam voltar para “casa”.

Os armênios de Nagorno-Karabakh não vieram do que hoje é conhecido como Armênia, elas vivem nessa região há quase 3 mil anos. Eles não deveriam voltar para a Armênia, porque sua terra natal não é a Armênia, é onde eles vivem. O território de Nagorno-Karabakh é mencionado como uma província armênia desde antes de Cristo, com o nome de Artsaque. Esse território, bem como o Naquichevão, foi transferido para o Azerbaijão no início dos anos 1920 pelo governo soviético, visando ganhar o apoio da Turquia  — azeris e turcos dizem que são uma nação dividida entre dois Estados.

Qual é a posição do governo armênio sobre Nagorno-Karabakh?

A posição da Armênia não é apenas a posição da Armênia, é a posição de toda a comunidade internacional. Se você olhar as afirmações que foram feitas até agora, verá que todos enfatizaram que esse conflito não tem solução militar. Exortamos o lado azeri a parar esta guerra insana sem qualquer razão e a voltar à mesa de negociação, mediada pelo Grupo de Minsk. Os azeris estão perdendo milhares de soldados, porque o lado atacante sempre perde mais do que o lado defensor, é uma regra da guerra.

Qual seria uma solução possível para o conflito?

Não é fácil encontrar uma solução para este difícil conflito. Eles (os azeris) querem uma solução rápida, mas não existe uma solução rápida. Temos que continuar conversando. Nossa posição é que o Azerbaijão é um país vizinho e temos experimentado boas tradições de viver em paz com eles por muitos séculos. E, mais cedo ou mais tarde, teremos que encontrar uma solução pacífica, uma forma de coexistirmos  na mesma região. Não precisamos de uma guerra. Devemos isso às gerações futuras, que não deveriam ser condenadas a novas guerras e conflitos. Precisamos parar com isso agora mesmo. Civis estão morrendo, não apenas militares, essa é a parte mais triste desse conflito.

O que teria levado o conflito a avançar para além da linha de contato?

A Turquia está por trás dos atos do Azerbaijão (no conflito) e deu a eles esse mau conselho de começar uma guerra no modelo do que chamam em alemão de “blitzkrieg”, um trabalho muito rápido de destruição. Eles esperavam que fossem recapturar a zona de segurança em torno de Nagorno-Karabakh em um ou dois dias, mas já estamos no 12º dia de confronto (a entrevista foi realizada no dia 8 de outubro) e eles não conseguiram alterar a configuração básica da linha de contato, por isso estão tentando contrabalançar suas perdas no campo de batalha atacando os civis. Eles querem expulsá-los de Nagorno-Karabakh.

A Turquia estaria dificultando um acordo de paz na região? Em troca de quê?

Erdogan (o presidente turco) usa o Azerbaijão em prol de sua própria política. Todo mundo sabe que ele está tentando restaurar de alguma forma o Império Otomano e tem se envolvido em operações em diversos lugares, no Oriente Médio, na Síria, na Líbia, nas áreas habitadas por curdos. E agora ele envolveu o Azerbaijão, porque vê a Armênia como um obstáculo no caminho para a criação do Império Otomano. Ele recruta terroristas islâmicos na Síria e os transporta para o Azerbaijão para lutar contra os armênios. Há inúmeras evidências disso.

Que implicações tem essa interferência turca no conflito?

Essa interferência é muito perigosa, no sentido político, porque cria a falsa impressão de que se trata de uma guerra religiosa entre a Armênia cristã e o Azerbaijão muçulmano, Definitivamente não é isso, mas, levando terroristas islâmicos para o confronto, eles querem criar essa ilusão de que é uma guerra entre cristãos e muçulmanos. Isso pode desestabilizar toda a região.

Tags: Arman AkopianArmêniaNagorno-KarabakhreivindicaçãoTurquia
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A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
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