• Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato
quinta-feira, 16 abril , 2026
22 °c
Brasília
26 ° sáb
27 ° dom
26 ° seg
25 ° ter
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
Home Entrevistas

Mauro Vieira: “Estamos sempre dispostos a ajudar”

por Embassy News
7 de junho de 2024
em Entrevistas
Tempo de Leitura: 7 mins
A A
Mauro Vieira: o ministro já visitou países árabes neste ano, como Palestina, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano e Marrocos, e deverá intensificar encontros bilaterais no segundo semestre
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mauro Vieira: o ministro já visitou países árabes neste ano, como Palestina, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano e Marrocos, e deverá intensificar encontros bilaterais no segundo semestre Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista exclusiva à ANBA, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fala sobre o conflito na Palestina e manifesta sua preocupação com a questão humanitária. Ele também aborda a ampliação da diplomacia, dos investimentos e do comércio entre Brasil e nações árabes e asiáticas.

São Paulo – Desde que assumiu o Ministério das Relações Exteriores em sua segunda passagem pela pasta, o chanceler Mauro Vieira já esteve em diversas cidades do mundo inteiro. Como parte do seu trabalho, participou de eventos e encontros na Etiópia, Egito, Líbano, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Bélgica, apenas para citar alguns dos destinos em que esteve.

Uma parcela significativa dos seus discursos e reuniões foi consumida pelo desafio em levar a mensagem de solução de conflitos a partir do diálogo. Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense, em 1973, e Diplomacia pelo Instituto Rio Branco no ano seguinte, Vieira é também doutor honoris causa em Letras pela Universidade de Georgetown, em Washington.

Mauro Vieira (à esq.) com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas: “Qualquer solução de longo prazo deve ocorrer no marco de fórmulas já acordadas pelas partes mas nunca implementadas, como é o caso da solução de dois Estados”
Khalil Bayadi/Divulgação/MRE

Fluminense de Niterói, no Rio de Janeiro, Vieira, de 73 anos, já comandou o mesmo ministério entre 2015 e 2016 e foi, entre outras atividades, embaixador do Brasil na Argentina (2004-2010), Estados Unidos (2010-2015), representante permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York (2016-2020), e embaixador do Brasil na Croácia, entre 2020 e 2022, até ser empossado novamente como titular do Itamaraty em 1º de janeiro de 2023 pelo atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Vieira tem cumprido também agenda recorrente nos países árabes, onde um dos principais – mas não o único tema – de suas visitas é o conflito na Palestina.  Na entrevista a seguir, concedida à ANBA por e-mail em 6 de junho, Vieira fala sobre as relações entre Brasil e países árabes, sobre os objetivos do País na busca de dois Estados soberanos no Oriente Médio – Palestina e Israel – e sobre uma possível intensificação da sua agenda aos países do Golfo já no segundo semestre.

ANBA – Recentemente, o senhor visitou Cisjordânia, Líbano, Jordânia e Arábia Saudita. Poderia comentar a impressão que teve ao visitar essas nações árabes? Deverá retornar a estes ou ir a outros países árabes ainda em 2024?

Mauro Vieira – Além de tratar da grande diversidade da agenda diplomática bilateral, nas quatro visitas, fiquei muito impressionado com a ampla repercussão das posições do Brasil sobre a tragédia de Gaza. Uma tragédia causada pela ação humana, é importante que se diga sempre. Me impressionou muito também a gratidão das autoridades dos quatro países pela liderança do Presidente Lula no debate sobre o conflito israelo-palestino e também sobre a necessidade urgente de atenção aos civis em Gaza. Na Palestina, no Líbano e na Jordânia fui recebido por chefes de Estado e de governo, e todos eles, em uníssono, nos mesmos termos, manifestaram reconhecimento pela coragem do Presidente Lula e da diplomacia brasileira ao assumir a defesa dos civis palestinos, e a necessidade da retomada das negociações de paz na região, tendo como objetivo a consecução da solução de dois Estados. A atuação diplomática do Brasil no sentido de obter a admissão da Palestina como membro pleno da ONU e de ampliar o número de países que a reconhecem como Estado, também foi muito elogiada. Para os líderes com quem conversei, é fundamental o engajamento de países do peso do Brasil no esforço por um cessar-fogo em Gaza, no debate sobre o conflito e na busca de soluções diplomáticas que contemplem o reconhecimento do Estado palestino por toda a comunidade internacional.

Os países árabes e os países asiáticos, com destaque para a China e para a ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático], constituem uma nova fronteira que já é uma realidade em matéria de parcerias.

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil

Desde que regressei, o diálogo com a região continua estreito, e terá sequência nos próximos dias. Nesta sexta-feira [07] farei visita bilateral ao Marrocos, farei também, na semana seguinte, uma visita bilateral à Turquia, e também participarei de reunião de chanceleres dos BRICS [grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e os novos integrantes que Vieira cita a seguir, além da Etiópia], nos dias 10 e 11 deste mês, na Rússia, já com a participação dos cinco novos membros do grupo, entre eles a Arábia Saudita, o Egito, os Emirados Árabes Unidos e o Irã. O formato ampliado dos BRICS oferece também uma oportunidade de estreitamento ainda maior das relações com os novos países membros, tendo em conta o fato de que o Brasil presidirá o agrupamento no ano que vem.

A Palestina passa, atualmente, por um conflito de diversas proporções, principalmente humanitárias. E até no Líbano cidadãos brasileiros foram recentemente atingidos. Qual o caminho que o Brasil entende ser o ideal para o fim deste conflito e para a paz de longo prazo? E como trilhar este caminho?

A dimensão humanitária é a mais dramática, e a história será implacável com os responsáveis por ela, não tenho dúvidas. O primeiro passo a ser dado agora é o da cessação de hostilidades e o da prestação adequada de auxílio humanitário aos civis de Gaza. Diante da tragédia que testemunhamos todos os dias desde outubro do ano passado, é um passo indispensável, ainda que saibamos que chega com grande atraso. Qualquer solução de longo prazo deve ocorrer no marco de fórmulas já acordadas pelas partes mas nunca implementadas, como é o caso da solução de dois Estados. E na visão do Brasil, o pleno reconhecimento da Palestina como Estado, agora, e sua admissão como membro pleno da ONU, são componentes importantes para uma negociação que possa ter êxito e que seja sustentável. Houve avanços importantes na questão nas últimas semanas, com votações que evidenciaram expressivo apoio à Palestina tanto no Conselho de Segurança quanto na Assembleia Geral da ONU, e já são 146 dos 193 membros da ONU os países que reconhecem o Estado da Palestina. O recente reconhecimento da Palestina como Estado pela Espanha, Noruega e Irlanda foi um avanço relevante, e esperamos que abra caminho para que novos países, especialmente na Europa, sigam esse exemplo.

Em um mundo em que há uma crescente reação ao estrangeiro, como é para o senhor ver que o Brasil continua a ser um país que recebe as pessoas de outras nações e permite que elas possam construir suas vidas aqui? É um diferencial do nosso país?

Esse traço positivo do Brasil é muitas vezes destacado por meus interlocutores no mundo como fator que credencia o País a ter uma política externa na qual o diálogo e o respeito ao direito internacional se destacam. Nos meus contatos com importantes interlocutores da região, também se ressalta com frequência o papel acolhedor do Brasil em relação a cidadãos e cidadãs de países que enfrentaram e enfrentam turbulências políticas e crises humanitárias. Essa contribuição é muito valorizada, ao lado do reconhecimento pelas posições assumidas pelo Brasil em questões como a do conflito em Gaza e a crise humanitária que se arrasta e se agrava desde outubro do ano passado.

Muitos dos imigrantes árabes que chegaram ao Brasil no começo do século XX, e mais recentemente buscaram refúgio aqui, deixaram suas casas em razão de conflitos. O Brasil tem o desejo, ou mesmo tem o papel, de ser um intermediador de acordos de paz?

O papel de facilitador ou de mediador não é algo que se busque, nenhum país pode ser candidato a mediador. As coisas não funcionam assim na política internacional. Essa escolha sempre depende das partes envolvidas em um determinado conflito. Pela reputação de equilíbrio que construiu ao longo da História, o Brasil é constantemente citado e mesmo solicitado a desempenhar papéis como facilitador, tanto na América Latina quanto em outras regiões. Estamos sempre dispostos a ajudar e a desempenhar um papel construtivo, mas isso sempre depende das partes.

No atual contexto mundial, quem são os árabes para o Brasil em termos de parcerias diplomáticas, trocas comerciais e investimentos?

Os países árabes e os países asiáticos, com destaque para a China e para a ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático], constituem uma nova fronteira que já é uma realidade em matéria de parcerias. Os números de crescimento do comércio e dos investimentos com esses novos parceiros nos últimos anos já foram assimilados pelos formuladores de estratégias do governo e do setor privado e se refletem em um diálogo cada vez mais intenso e produtivo. O crescimento dos contatos e das missões comerciais e “road shows” para atração de investimentos, envolvendo os países árabes, chamam a atenção e conferem um grande dinamismo a essas relações.

Quais os próximos passos do governo em relação aos países árabes?

São muitos os passos, começando pelos contatos que manterei nos próximos dias, com diferentes países, em uma rede de relacionamentos que já é muito densa e madura, com forte protagonismo do setor privado. Há expectativa de que a agenda se intensifique no próximo semestre, inclusive com a possibilidade de visitas a países do Golfo.

Tags: ANBAEntrevistaExterioresMauro Vieiraministropalestinarelações
Notícia Anterior

Dominicanos conhecem os sabores da Amazônia

Próxima Notícia

Belarus participa do programa “Embaixadas de Portas Abertas”

Notícias Relacionadas

Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara
Entrevistas

Embaixador cubano classifica bloqueio de Trump como “política genocida”

19 de fevereiro de 2026
Entrevistas

“Compartilhamos desafios”, diz embaixador do México no Brasil

24 de janeiro de 2026
Entrevistas

Mauro Vieira: ”Defendemos nossa soberania’

21 de dezembro de 2025
Próxima Notícia

Belarus participa do programa "Embaixadas de Portas Abertas"

Tags

Acordo Alemanha argentina Azerbaijão Brasil Brasília Cazaquistão China comércio Cooperação Coronavírus Covid-19 Diplomacia eleições Embaixada Embaixador Embaixadora EMBAIXADORES Estados Unidos EUA Exposição França India Irã Israel Itamaraty iTália Japão Joe Biden MERCOSUL ministro ONU palestina pandemia Portugal presidente reino unido russia São Paulo Turismo Ucrânia UE UNIÃO EUROPEIA Vacina Venezuela

CONTATOS • Contacts

+55 61 999873033

contato@embassynews.info

SIGA-NOS • Follow Us

Sobre a embassy • About Us

A Embassy é um moderno e dinâmico veículo de comunicação e business, cujo objetivo é divulgar as ações/projetos das embaixadas e organismos internacionais, de comércio exterior, intercâmbios bilaterais, missões diplomáticas, turismo, tecnologia, cultura e ambientais. São ainda nosso foco de divulgação, iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais de âmbito mundial.
A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
Acompanhe.
Post do Instagram 17993623085937448 Post do Instagram 17993623085937448
✨🎧 Justiça também se traduz. Entre vozes, idiomas ✨🎧 Justiça também se traduz.

Entre vozes, idiomas e silêncios históricos, a exposição “1 Julgamento, 4 Línguas – Os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg” revela quem tornou possível um dos momentos mais decisivos da humanidade — o Tribunal de Nuremberg.

Eles não estavam nos holofotes.
Mas sem eles, nada teria sido compreendido.
Nada teria sido julgado.

Quatro idiomas.
Uma verdade em construção.
E profissionais que sustentaram o peso da história… em tempo real.

A realização desta mostra reúne nomes que seguem sustentando o diálogo global hoje:
🤝 Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC)
🤝 Associação Profissional de Intérpretes de Conferência (APIC)
🇩🇪 Embaixada da Alemanha no Brasil, representada pelo Encarregado de Negócios a.i., Sr. Wolfgang Bindseil

📍 Biblioteca Nacional de Brasília
🗓️ Até 10 de abril
🎟️ Entrada gratuita

Se você nunca parou para pensar no poder de uma tradução… talvez essa seja a sua chance.

💬 Você já tinha imaginado o impacto desses intérpretes na história?

#brasíliacultural
#nuremberg
#revistaembassy
#interpretaçãosimultânea
#comunicaçãoglobal
Post do Instagram 17853929589631895 Post do Instagram 17853929589631895
Post do Instagram 18523781110069486 Post do Instagram 18523781110069486
A milonga uruguaia animou a festa nacional do Urug A milonga uruguaia animou a festa nacional do Uruguai em Brasília. A reportagem você vai poder ler na Embassy
Seguir no Instagram
  • Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In