• Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato
terça-feira, 28 abril , 2026
22 °c
Brasília
26 ° sáb
27 ° dom
26 ° seg
25 ° ter
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
Home Entrevistas

Governo palestino responderá se Brasil transferir embaixada em Israel

por Embassy News
18 de dezembro de 2018
em Entrevistas
Tempo de Leitura: 4 mins
A A

Uma das principais disputas entre palestinos e israelenses é justamente o status de Jerusalém, uma cidade reivindicada por ambos como sua capital

O governo palestino já se prepara para responder caso o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), cumpra a sua proposta de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

“Esperamos que isso não aconteça. Mas, se acontecer, iremos tomar medidas políticas e econômicas em coordenação com nossos aliados, incluindo a Liga Árabe e a Organização para a Cooperação Islâmica”, afirma à Folha de S.Paulo o negociador-chefe palestino Saeb Erekat, 63.

Erekat é há décadas um dos principais políticos palestinos. Ele lidou com Israel durante as negociações de Madri e de Oslo, nos anos 1990, para tentar encerrar o conflito árabe-israelense -ainda em andamento.

Uma das principais disputas entre palestinos e israelenses é justamente o status de Jerusalém, uma cidade reivindicada por ambos como sua capital. Por isso, uma convenção da ONU pede que nenhum país tenha embaixada ali. Os EUA e a Guatemala desafiaram a regra neste ano, os únicos por enquanto. No sábado (15), a Austrália reconheceu Jerusalém como capital de Israel, mas disse que não vai transferir sua embaixada.

Caso o Brasil decida se unir ao grupo, Erekat prevê boicotes a produtos brasileiros. Diz também que o país pode perder o seu “peso moral” no mundo. “Haverá consequências em diversos níveis, incluindo seu status nos fóruns internacionais e suas relações com os países árabes.”

PERGUNTA – Jair Bolsonaro pode transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv a Jerusalém. O que isso significa para o governo palestino?

SAEB EREKAT – O presidente eleito sabe bem qual é a nossa posição. Sabe, aliás, que isso não é só sobre a nossa posição, mas também sobre como o Brasil quer aparecer diante da comunidade internacional. Esperamos que isso não aconteça. Mas, se acontecer, iremos tomar medidas políticas e econômicas em coordenação com nossos aliados, incluindo a Liga Árabe e a Organização para a Cooperação Islâmica.

P – Outros presidentes brasileiros foram tidos no passado como favoráveis a palestinos. Surpreende que o Brasil mude de posição?

SE – O que é surpreendente é escutar que o Brasil pode mudar seu apoio histórico pelo multilateralismo e pela lei internacional. Foi triste, para dizer o mínimo, ouvir menções ao nosso povo como terroristas, que não merecemos ter relações diplomáticas. Por que alguém diria algo assim?

P – Quando propôs encerrar a representação diplomática palestina no Brasil, Bolsonaro disse que não negocia com “terrorista”.

SE – Ele estava falando sobre os terroristas [israelenses] que queimaram a família Dawabsheh viva em 2015? Sobre os extremistas que entram nos vilarejos palestinos todas as noites para aterrorizar a população civil?

Se ele realmente estava falando do povo palestino, talvez queira conversar com alguns dos mais de 100 mil brasileiros de origem palestina. Ou talvez queira ouvir os milhões de libaneses e sírios que também são cidadãos brasileiros. Eles são terroristas? Quiçá ele queira escutar suas histórias e, então, poderá perceber que os palestinos são como qualquer outro povo que quer viver com liberdade e dignidade.

P – O Brasil não é um dos grandes atores no Oriente Médio. O senhor acredita que a transferência da embaixada pode ter um impacto real?

SE – Eu tendo a discordar do seu comentário. O Brasil teve um papel grande na criação do Estado de Israel e teve também um papel fundamental na onda de reconhecimento ao Estado da Palestina por países latino-americanos entre 2010 e 2011. Se o Brasil tomar a decisão ilegal de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, certamente haverá consequências em diversos níveis, incluindo seu status nos fóruns internacionais e suas relações com os países árabes.

P – Historicamente, o Brasil tem uma relação próxima com países árabes, tanto econômica quanto cultural. Esses países podem passar a ter uma imagem negativa do Brasil, como têm dos EUA?

SE – Definitivamente. Ao assumir essa posição sobre a embaixada, o Brasil pode perder sua ferramental internacional mais potente: o peso moral.

P – O senhor crê que pode haver boicote a produtos brasileiros?

SE – Precisamos esperar para ver o que vai acontecer. Mas, nesse caso, sim.

P – Algumas pessoas se dizem preocupadas que o Brasil possa ser alvo de um ataque terrorista. Isso é um resultado de preconceito?

SE – É a primeira vez que ouço isso. Claramente me parece algo baseado em preconceitos e estereótipos. Tudo o que dissemos é que tomaremos medidas diplomáticas, legais e econômicas com os nossos aliados.

P – O que o senhor diria à população brasileira sobre a embaixada?

SE – Nós adoramos os brasileiros. Os palestinos torcem para a seleção brasileira quase como se fosse o nosso próprio time. Precisamos da sua ajuda para termos uma paz justa e duradoura. Sei que a maior parte dos brasileiros apoia o direito do povo palestino de ser livre.

Notícia Anterior

Mercado de vinhos americanos cresce

Próxima Notícia

Costa da Califórnia é atingida por ondas gigantes

Notícias Relacionadas

Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara
Entrevistas

Embaixador cubano classifica bloqueio de Trump como “política genocida”

19 de fevereiro de 2026
Entrevistas

“Compartilhamos desafios”, diz embaixador do México no Brasil

24 de janeiro de 2026
Entrevistas

Mauro Vieira: ”Defendemos nossa soberania’

21 de dezembro de 2025
Próxima Notícia

Costa da Califórnia é atingida por ondas gigantes

Tags

Acordo Alemanha argentina Azerbaijão Brasil Brasília Cazaquistão China comércio Cooperação Coronavírus Covid-19 Diplomacia eleições Embaixada Embaixador Embaixadora EMBAIXADORES Estados Unidos EUA Exposição França India Irã Israel Itamaraty iTália Japão Joe Biden MERCOSUL ministro ONU palestina pandemia Portugal presidente reino unido russia São Paulo Turismo Ucrânia UE UNIÃO EUROPEIA Vacina Venezuela

CONTATOS • Contacts

+55 61 999873033

contato@embassynews.info

SIGA-NOS • Follow Us

Sobre a embassy • About Us

A Embassy é um moderno e dinâmico veículo de comunicação e business, cujo objetivo é divulgar as ações/projetos das embaixadas e organismos internacionais, de comércio exterior, intercâmbios bilaterais, missões diplomáticas, turismo, tecnologia, cultura e ambientais. São ainda nosso foco de divulgação, iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais de âmbito mundial.
A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
Acompanhe.
Post do Instagram 17993623085937448 Post do Instagram 17993623085937448
✨🎧 Justiça também se traduz. Entre vozes, idiomas ✨🎧 Justiça também se traduz.

Entre vozes, idiomas e silêncios históricos, a exposição “1 Julgamento, 4 Línguas – Os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg” revela quem tornou possível um dos momentos mais decisivos da humanidade — o Tribunal de Nuremberg.

Eles não estavam nos holofotes.
Mas sem eles, nada teria sido compreendido.
Nada teria sido julgado.

Quatro idiomas.
Uma verdade em construção.
E profissionais que sustentaram o peso da história… em tempo real.

A realização desta mostra reúne nomes que seguem sustentando o diálogo global hoje:
🤝 Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC)
🤝 Associação Profissional de Intérpretes de Conferência (APIC)
🇩🇪 Embaixada da Alemanha no Brasil, representada pelo Encarregado de Negócios a.i., Sr. Wolfgang Bindseil

📍 Biblioteca Nacional de Brasília
🗓️ Até 10 de abril
🎟️ Entrada gratuita

Se você nunca parou para pensar no poder de uma tradução… talvez essa seja a sua chance.

💬 Você já tinha imaginado o impacto desses intérpretes na história?

#brasíliacultural
#nuremberg
#revistaembassy
#interpretaçãosimultânea
#comunicaçãoglobal
Post do Instagram 17853929589631895 Post do Instagram 17853929589631895
Post do Instagram 18523781110069486 Post do Instagram 18523781110069486
A milonga uruguaia animou a festa nacional do Urug A milonga uruguaia animou a festa nacional do Uruguai em Brasília. A reportagem você vai poder ler na Embassy
Seguir no Instagram
  • Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In