O fluxo comercial entre Brasil e o Irã apresenta oscilações, com saldo comercial favorável, de maneira consistente, ao Brasil. Apesar de persistirem entraves, o Irã é expressivo mercado — um dos maiores do Oriente Médio — para as exportações brasileiras.
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, defendeu o fortalecimento das relações com o Brasil em reunião, nesta quarta-feira, 6, com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). O deputado Claudio Cajado (PP-BA), também participou do encontro.
De acordo com Ghadiri, “temos um relacionamento de mais de 120 anos e que nunca foi afetado pelas mudanças de governos, no Brasil ou no Irã. São relações sólidas que se baseiam no interesse comum, principalmente no comércio”, afirmou.
No ano passado, o comércio Brasil-Irã atingiu cerca de US$ 3 bilhões, com forte superávit brasileiro impulsionado pelo agronegócio. Desta forma, o Irã consolidou-se como o 5º maior parceiro do Brasil no Oriente Médio. De acordo com o embaixador, o Brasil compra US$ 500 milhões em fertilizantes e ureia.
“Do ponto de vista econômico e social, o que for bom para os povos do Brasil e do Irã, terão sempre o nosso apoio. O atual conflito não nos diz respeito e é algo que deve ser resolvido entre o Irã, EUA e Israel. O Brasil não tem nada a ganhar ou contribuir”, ressaltou Luiz Philippe.
Ghadiri enfatizou que “muitas coisas que estão acontecendo com o nosso país, está relacionado com a nossa busca por independência dos EUA. Nós queremos criar uma ponte firme com o Brasil e não é do nosso interesse, gerar custos adicionais para os países amigos”, assegurou.
O presidente da CREDN afirmou que “há muita animosidade contra o regime iraniano, mas uma grande amizade com o povo do Irã. Devemos separar o que é o regime e o que é o povo e focarmos no que nos beneficia mutuamente”, defendeu.
Fonte: Assessoria de Imprensa CREDN





