Na sua vigésima edição, o concurso acontece em 21 cidades simultaneamente e em todas as regiões do Brasil. O evento de lançamento da competição aconteceu em Brasília e contou com a preparação de alguns pratos
Raquel Pires
Em 2019, o concurso que elege o melhor boteco do Brasil chega à sua 20ª edição trazendo novidades e novos patrocinadores, como Ambev, BRF, Santander, Coca-Cola e McCain. O Comida di Buteco, começou nos anos 2000 em Belo Horizonte, considerada a capital dos botecos. Esse ano, o concurso acontece de 12 abril a 12 de maio em mais de 600 estabelecimentos de 21 cidades brasileiras, entre elas, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Belo Horizonte, Manaus, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Florianópolis.
No evento de lançamento do Comida di Buteco, o coordenador regional do evento, Elmo Santos explicou que a disputa acontece em duas etapas. Na primeira, os bares criam petiscos especiais para a ocasião com o preço R$ 20, em homenagem aos 20 anos da competição. “Eles serão avaliados por um corpo de jurados formados por comunicadores, especialistas em gastronomia e o próprio público, em quatro categorias: petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida”, contou Elmo.
O petisco leva 70% do peso da nota e as demais categorias 10% cada uma. O voto do público vale 50% do peso total e dos jurados 50%. Nesta etapa, cada cidade elege um campeão, que participa da fase final junto aos 21 campeões, em junho. Nessa etapa, eles serão visitados por um juri extra que não participou da primeira etapa.

Segundo Elmo, o Comida di Buteco não é festival e sim uma competição onde os votos definem um ranking dos participantes e cujos 20% últimos colocados perdem o direito de participar no ano subsequente. “É concurso porque tem regra, classificados e esse é o jeito mais simples de explicar”.

De acordo com esse estudo, eles perceberam que cada espectro tinha características diferentes. “O multifuncional tem a comida e bebida como foco, mas também tem entretenimento. O intencional tem o intuito de parecer informal. O dono de uma empresa dessa não está todo os dias na casa e administra tudo de longe”, conta.
Dentro disso, eles viram que o espontâneo era o que mais identificava o concurso. “Os bares do Comida di Buteco estão concentrados no espontâneo, pois encontramos estruturas familiares dentro do boteco, o dono está ali, se faltar um garçom ele vai cobrir e servir as mesas, se faltou cozinheiro, ele irá cozinhar”.
Sendo assim, muitas vezes não existe um plano de gestão dentro desses bares, e o comércio existe para a subsistência. “E esse é o modelo de negócio que nós estamos procurando por vários e vários motivos”, salientou XX. Segundo o organizador, a ideia é que expandir a competição cada vez mais e fazer com que “abril seja o mês do bar no Brasil e que as pessoas identifiquem isso logo de cara”, pontuou.







