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O que importa ao Brasil: prestigiar a corrupção ou ingressar na OCDE?

por Liz Elaine
6 de dezembro de 2020
em Artigos, Destaque 3
Tempo de Leitura: 3 mins
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Trinta e sete países fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecida como o grupo dos países desenvolvidos que tem como principal missão incentivar o progresso econômico e o comércio mundial. Das nações que pleiteiam uma vaga no organismo internacional o Brasil é, atualmente, o país que atende ao maior número de requisitos para ingresso. Porém, existe um grande entrave: um dos requisitos fundamentais para entrada é o combate à corrupção, que não é visto por aqui.

É comum vermos na mídia notícias de corrupção que atingem de governos municipais, estaduais até a Presidência da República. E toda essa má fama é exportada para o resto do mundo. Já não se fala do “ jeitinho brasileiro”. Agora, a frase que se houve é que “ a cultura brasileira é corrupta”. E não dá para julgar quem assim fala. Basta ver os noticiários recentes. Durante a pandemia, por exemplo, os governantes se mostraram corruptíveis.

A cartilha da OCDE, com recomendação do conselho sobre integridade pública é clara: “A corrupção é uma das questões mais corrosivas do nosso tempo. Destrói recursos públicos, amplia as desigualdades econômicas e sociais, cria descontentamento e polarização política e reduz a confiança nas instituições. A corrupção perpetua a desigualdade e a pobreza, impactando o bem-estar e a distribuição da renda e prejudicando oportunidades para participar igualmente na vida social, econômica e política”.

Para a OCDE, a corrupção está sendo relatada como a preocupação número um dos cidadãos, causando mais preocupação do que a globalização ou a migração.No começo deste ano, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial de percepção da corrupção em relação a 2019 e repetiu sua pior nota no estudo elaborado pela organização Transparência Internacional divulgado em janeiro. Outro baque.

O país teve o 5º recuo seguido e passou a ocupar a 106ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), o que representa o pior resultado desde 2012. Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto.

A nota é a mesma da Albânia, Argélia, Costa do Marfim, Egito, Macedônia e Mongólia. Entre os países da América do Sul, o Brasil está atrás de Uruguai, Chile e Argentina, e à frente da Bolívia, Paraguai e Venezuela. E esse ranking divulgado para todo o mundo prejudica a imagem de qualquer país.

Mas como, então, o Brasil poderia se destacar e conseguir ser o 38º país membro da OCDE, já que está queimado pela corrupção? O incentivo ao combate desse crime. Bom exemplo é a Lei Anticorrupção (12.846/2013), que representa importante avanço ao prever a responsabilização objetiva, no âmbito civil e administrativo, de empresas que praticam atos lesivos contra a administração pública nacional ou estrangeira.

Além de atender a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, a lei fecha uma lacuna no ordenamento jurídico do país, ao tratar diretamente da conduta dos corruptores. A Lei Anticorrupção prevê punições como multa administrativa – de até 20% do faturamento bruto da empresa – e o instrumento do acordo de leniência, que permite o ressarcimento de danos de forma mais célere, além da alavancagem investigativa. Punição, principalmente no bolso, gera resultados.

É verdade que a cada dia que passa vemos que existe interesse de acabar com a corrupção entranhada nos setores público e privado. Mas a passos lentos. Um ponto interessante é o “Compliance”, termo inglês que foi adotado para o Brasil e está em forte crescente nas empresas. No âmbito institucional e corporativo, compliance é o conjunto de disciplinas a fim de cumprir e se fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar quaisquer desvios ou inconformidades que possam ocorrer.

O termo tem origem no verbo em inglês to comply, que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido. Advogados dessa área estão usando o compliance em contratos com o governo em todas as esferas e querem a entrada do Brasil na OCDE, pois esse feito é uma porta de entrada também para o crescimento do setor privado e possíveis parcerias internacionais.

Mas não basta apenas uma lei ou pequenas ações. É preciso haver fiscalização, cortar na raiz, e, ao descobrir algum caso, punir na forma da lei. Assim, uma onda de honestidade irá se espalhar tanto nos governos municipais, estaduais e no federal, quanto na administração privada, e nas grandes corporações. O brasileiro e o Brasil precisam e merecem isso.

*Marcelo Lucas é advogado de direito preventivo empresarial, tributário, aduaneiro e trabalhista, presidente da Comissão de Integração com a Sociedade Civil da OAB-DF. Proprietário do escritório Marcelo Lucas Advocacia

Tags: BrasilCorrupçãoMarcelo LucasOSDE
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Brasileiros no exterior: Governo reduz pela metade Brasileiros no exterior: Governo reduz pela metade taxa de passaporte -

A medida foi divulgada nesta terça-feira (05), em comunicado do Itamaraty

A partir de 1º de junho de 2026, brasileiros que vivem no exterior terão acesso a passaportes com custo reduzido em 50 por cento. A medida, publicada pela Portaria MRE nº 664/2026, equipara as taxas consulares aos valores cobrados no Brasil.

O governo destacou que a iniciativa beneficia especialmente famílias binacionais e crianças nascidas fora do Brasil, facilitando a regularização de documentos essenciais ao exercício dos direitos dos cidadãos brasileiros no mundo.

A redução também pretende aproximar o preço da emissão no exterior aos valores cobrados em território nacional. Hoje, o custo da obtenção de um passaporte no Brasil varia de R$ 257,25 a R$ 514,50.

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info
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Evento realizado na sede da ApexBrasil reuniu especialistas, diplomatas e representantes dos dois governos para debater parcerias estratégicas no setor. Representando a Embaixada do Reino Unido, participou a ministra conselheira Sarah Clegg

O Brasil tem ampliado sua atuação no debate global sobre minerais críticos, insumos essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias. Nesse contexto, o país avança na construção de uma política nacional para o setor e busca fortalecer parcerias internacionais.

Foi com esse objetivo que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) sediou, no dia 29 de abril, a Mesa Redonda de Especialistas em Minerais Críticos Reino Unido–Brasil, encontro de alto nível que reuniu representantes de governos, setor produtivo, instituições finance...

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Bahia se posiciona como parceira estratégica da UE Bahia se posiciona como parceira estratégica da UE na indústria sustentável e transição energética -

Estado vem se consolidando como um parceiro estratégico da União Europeia no avanço da indústria sustentável, da transição energética e da inovação tecnológica, em um momento de fortalecimento das relações bilaterais após a entrada em vigor provisória do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu, em 1º de maio.

Entre os dias 4 e 6 de maio, o estado recebeu uma delegação de adidos comerciais europeus no âmbito do programa “Conhecendo a Indústria”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa tem como objetivo apresentar o potencial produtivo e tecnológico brasileiro, além de ampliar a cooperação econômica e atrair investimentos estrangeiros.

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🔗 Link Completo da Matéria:

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Diplomata diz que reforma da cidadania italiana era necessária e aponta vantagens

O embaixador Alessandro Cortese comentou a nova lei da cidadania italiana durante entrevista ao JR Entrevista, da TV Record, na última sexta-feira (30). Ele abordou a decisão da Corte Constitucional relacionada ao decreto-lei nº 36/2025, convertido na lei nº 74/2025, e destacou pontos que, segundo ele, podem beneficiar ítalo-descendentes.

Ao tratar da validade da norma, o embaixador afirmou que a legislação já está em vigor.

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Ele também mencionou ...

Link completo da matéria:

https://embassynews.info/era-necessaria-embaixador-lamenta-impacto-e-aponta-vantagens-na-nova-lei-de-cidadania

#AlessandroCortese #cidadania #Embaixador #impacto #iTália #Lei #necessária #vantgens
A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
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