País que abrigou ex-governador Miguel Arraes e é contemplado com obras de Niemeyer está em festa pelo 64º aniversário do início de sua autonomia
Súsan Faria/ Liz Elaine Lôbo
Fotos: Eliane Loin

No anos 80, de acordo com o embaixador, foram assinados vários acordos de cooperação econômica, comercial, científica, tecnológica, técnica e cultural. O diplomata lembrou ainda que foram realizadas duas visitas de estado, a primeira em 1983 do presidente brasileiro João Figueiredo, seguida de uma visita de retorno do presidente Chadli Bendjedid. Anos depois, com a vinda do chefe do Executivo argelino Abdelaziz Bouteflika ao Brasil, em 2005, e a ida do presidente Lula à Argélia em 2006 oportunizou a assinatura de novos tratados de parceria bilateral e deu novo impulso à amizade entre os dois países.
SegundoToufik, as obras do arquiteto brasileiro Oscar Neimeyer na Argélia também testemunham os laços de amizade bilateral. Em seu discurso, ele lembrou que seu país acolheu refugiados brasileiros no período militar como o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, que viveu lá por 14 anos.
A Argélia é uma potência regional e média. O país fornece grandes quantidades de gás natural para a Europa. A capital Argel tem quase 3 milhões de habitantes. A maioria dos argelinos, 99% seguem a religião islâmica, com 1% de cristãos e judeus.

Em 1865, Napoleão III concedeu cidadania francesa aos nativos da Argélia e em 1870 deu estatuto civil aos judeus que migraram para a região. Em 1881 foi publicado um código de leis que distinguia os cidadãos franceses (de origem europeia), com os da população nativa (que havia ganhado cidadania), estes últimos foram privados de seus direitos políticos. Como forma de dominação da sociedade argelina, os colonos impuseram o francês como língua oficial e única de ensino, o idioma árabe foi tratado como língua estrangeira e ocorreu proibição de livros nesta linguagem.

Fonte: https://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/FILOGENESE/thiagosampaio.pdf




























