Cynthia McLeod é homenageada em evento literário histórico na embaixada do país

Por iniciativa da embaixadora Angeladebie Ramkisoen, a embaixada do Suriname no Brasil promoveu, na terça-feira (5), uma palestra da renomada escritora surinamesa Cynthia McLeod, autora do célebre romance histórico Hoe duur was de suiker? (O Preço do Açúcar), primeiro livro do Suriname traduzido para o português. O evento literário foi considerado de grande relevância cultural e diplomática.
A palestra reuniu membros do corpo diplomático, acadêmicos, representantes do Clube Internacional de Brasília e convidados especiais, vindo do Suriname, para prestigiar a autora, considerada uma das principais vozes da literatura surinamesa.
Em discurso de abertura, a embaixadora Angeladebie Ramkisoen ressaltou o simbolismo do momento: “Hoje nos reunimos não apenas para celebrar nossa cultura e história, mas também para homenagear uma das vozes literárias mais potentes do Suriname. Cynthia McLeod é mais do que uma escritora — é uma historiadora, uma educadora e uma embaixadora cultural, que nos conecta ao passado e projeta nossa identidade para o mundo.”
Segundo Ramkisoen, o livro hoje atravessa fronteiras, conecta nações e ilumina histórias que não podem ser esquecidas. “Cynthia McLeod é, sem dúvida, uma Grande Filha do Suriname”, afirmou a diplomata.
“O Preço do Açúcar”, ambientado nas plantações do período colonial, tornou-se leitura obrigatória nas escolas do Suriname e já ultrapassou a marca de 150 mil exemplares vendidos. Com sua recente tradução para o português, a obra amplia a presença da literatura surinamesa no Brasil — o maior país da América do Sul. O lançamento oficial da versão em português foi no dia 7 de agosto, na Biblioteca Nacional de Brasília.
Cynthia McLeod, em sua palestra, fez um detalhado relato de como nasceu seu livro, suas abordagens, deu um panorama histórico do período em que foi escrito e sem modestia, falou da importância da obra para os surinameses .
“Escrevi este livro há 40 anos para mostrar como a exploração do açúcar moldou nossa história — e como as vozes silenciadas pela escravidão precisavam ser ouvidas. Muitos europeus vieram em busca de ouro e prata, mas foi o açúcar que definiu o destino de milhares de vidas”, afirmou a autora.





