• Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato
sábado, 9 maio , 2026
22 °c
Brasília
26 ° sáb
27 ° dom
26 ° seg
25 ° ter
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
Home Destaque 2

Por que a Otan passa pelo seu pior momento, 70 anos após sua criação

por Raquel Pires
4 de dezembro de 2019
em Destaque 2, Mundo
Tempo de Leitura: 8 mins
A A

Setenta anos de existência é, sem dúvida, um marco a ser celebrado. Mas, curiosamente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não está fazendo alarde sobre o encontro de líderes, que acontece entre esta terça e a quarta-feira nos arredores de Londres, para comemorar o aniversário da aliança militar.

Porta-vozes da organização rejeitam o rótulo de “cúpula”, insistindo que se trata de uma versão reduzida; argumentam que houve uma cúpula no ano passado e que este encontro não será encerrado com o tradicional (e extenso) comunicado de conclusões e planos futuros.

Mas por que a organização está sendo tão reticente? Afinal, como muitos defensores da Otan ostentam, com alguma razão, é a aliança militar mais bem-sucedida da história.

A Otan é uma aliança político-militar entre Estados Unidos, Canadá e países europeus e serve, principalmente, para defesa coletiva dos Estados-membros.

Foi fundada em 1949 durante a Guerra Fria — e o maior objetivo, na época, além da proteção mútua, era inibir o avanço do bloco socialista no continente europeu.

A organização testemunhou o fim do comunismo, derrotando o bloco soviético.

Foi à guerra pela primeira vez nos Bálcãs nos anos 1990. E, em seguida, entrou em uma nova fase — por meio das chamadas operações “fora de área”, além das fronteiras da Otan, marcadas pelas intervenções no Afeganistão e pela guerra contra o terror de uma maneira mais ampla.

Também iniciou um programa de expansão, quase dobrando de tamanho. Hoje, possui 29 Estados-membros, e a Macedônia do Norte está prestes a ingressar na aliança.

A Otan — aliança tanto diplomática quanto militar — desempenhou um papel fundamental na estabilização das novas democracias da Europa, seja no Báltico ou nos Bálcãs, renovando a autoconfiança desses países e envolvendo-os em uma estrutura formidável de segurança.

Mas será que isso realmente deixou a Otan mais forte?

O professor Michael Clarke, um respeitado analista de defesa britânico, diz que não.

“A Otan é, de fato, a maior aliança que o mundo já viu”, ele disse, mas “hoje com cerca de trinta membros, tem menos da metade da força que possuía quando tinha metade desse tamanho”.

“A Otan está em apuros”, ele argumenta, “apesar de ainda ter muitos recursos”.

A expansão da Otan é vista dentro da aliança como um fator positivo. O secretário-geral, Jens Stoltenberg, descreveu como um “sucesso histórico” o fato de a aliança estar ajudando a disseminar a democracia e o Estado de Direito.

Uma nova Guerra Fria?

A expansão levou as fronteiras da Otan para mais perto de Moscou, mais precisamente 1.600 km.

Países outrora ocupados pelo Exército Vermelho e incorporados à União Soviética, como as três repúblicas bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia), ou ex-aliados de Moscou no Pacto de Varsóvia, como a Polônia, estão agora categoricamente na órbita da Otan — e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não gosta disso.

A Rússia está resistindo de todas as maneiras possíveis, reforçando seu arsenal nuclear e tentando restabelecer sua influência internacional. A campanha controversa, mas bem-sucedida de Putin para apoiar o regime de Bashar al-Assad na Síria é um exemplo disso.

Na Europa, a Rússia é acusada de ataques cibernéticos, de operações para tentar influenciar eleições e até mesmo de assassinatos políticos na esteira de ataques com armas radiológicas e químicas — sendo o primeiro em Londres, e o segundo em Salisbury, no sul da Inglaterra.

O ataque em Salisbury — no qual Moscou nega veementemente qualquer envolvimento — provocou a expulsão em massa de diplomatas e agentes de inteligência russos de países da Otan.

Muita gente fala sobre uma nova Guerra Fria. Mas o cenário é muito diferente das décadas de 1950 e 1960.

O poder e a influência da Rússia hoje são apenas uma sombra da antiga União Soviética. É um tipo de conflito oculto travado abaixo da linha de combate, no que os analistas chamam de “zona cinzenta”, onde é difícil atribuir a culpa por ações intrusivas, como ataques cibernéticos ou invasão de computadores.

“Há um problema de consenso político no mundo ocidental e, portanto, facilitamos as coisas para Putin”, diz Clarke.

“A Rússia vai ser um verdadeiro estorvo para a Otan pelos próximos dez ou vinte anos.”

“Mas eles não devem ser um desafio estrategicamente importante para nós, a menos que a gente deixe”, completa.

Segundo ele, a Rússia está simplesmente se aproveitando das fraquezas intrínsecas do Ocidente para promover seus próprios objetivos.

“Se o mundo ocidental e as democracias do ocidente não forem suficientemente coesas para lidar com essa ameaça — e, no momento, devo dizer que não são —, os russos vão realmente desempenhar um papel importante na segurança europeia no futuro.”

“Eles vão dominar a agenda. Vão restringir as escolhas das pessoas. Vão intimidar e usar uma certa dose de chantagem nada sutil”, acrescenta.

00:00/02:27

Esta “cúpula” da Otan tem como objetivo demonstrar solidariedade e determinação, além de traçar um caminho para o futuro. Mas nos dias que antecederam o encontro surgiram diversos indícios dos problemas que estão por trás da cerimônia.

A Otan anunciou orgulhosamente novas projeções de gastos que mostram que os orçamentos de defesa de seus aliados europeus vão crescer ainda mais nos próximos anos.

Também aprovou uma nova fórmula para repartir as despesas do orçamento central da organização entre os países-membros; um orçamento que cobre a sede em Bruxelas e outros programas comumente financiados.

Os EUA, nesse caso, vão pagar menos; e a Alemanha, que está aquém na proporção de recursos que destina à defesa, pagará mais.

O esforço é voltado para aplacar o presidente americano, Donald Trump, e evitar outro discurso constrangedor dirigido a seus parceiros da Otan. O debate sobre a partilha de encargos perturba a organização há muito tempo. Não foi Trump que o inventou.

Mas ele parece adotar uma abordagem peculiarmente transacional em relação à aliança e, muitas vezes, não parece compartilhar do senso comum de que a manutenção saudável da Otan é tanto do interesse de Washington quanto de seus aliados europeus.

No entanto, os governos da Otan se comprometeram a gastar pelo menos 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa; e muitos deles ainda estão longe dessa meta.

‘Morte cerebral’?

Mas esse foco no financiamento ofusca outros problemas. A frustração está crescendo e foi isso que levou o presidente francês, Emmanuel Macron, a afirmar recentemente que a Otan estava “com morte cerebral”.

Longe de se arrepender do comentário, Macron intensificou a crítica na semana passada, insistindo que a aliança precisava parar de falar o tempo todo sobre dinheiro e passar mais tempo lidando com problemas estratégicos fundamentais.

Poucos dias antes da “cúpula” desta semana, houve um desentendimento entre a França e a Turquia, o que ilustra como os acontecimentos no nordeste da Síria estão prejudicando as relações dentro da Otan.

Macron vem criticando repetidamente tanto a retirada abrupta do apoio de Washington aos curdos, quanto a ofensiva turca na Síria — duas decisões estratégicas que foram tomadas sem consultar outros aliados da Otan.

A Turquia vê, por sua vez, a França amigável demais com os curdos. E quer que a Otan como um todo apoie seu posicionamento na Síria.

Este episódio revela outro problema fundamental da aliança: o que, na visão de muitos, seria a Turquia se afastando da Otan e do Ocidente.

O fato de Ancara ter comprado um sofisticado sistema de defesa aérea russo foi um passo controverso para um aliado da Otan.

O problema é que o tamanho e a localização geográfica da Turquia fazem dela uma parceira importante — e, para muitos, problemática —, apesar de alguns analistas questionarem se o país ainda deveria fazer parte da aliança.

Bifurcação à vista?

Sendo assim, do unilateralismo turco e americano; às brigas por dinheiro; e à ameaça russa ressurgente, mas indefinida — não vai faltar assunto para o encontro dos líderes da Otan em um resort de luxo perto de Watford, cidade da Inglaterra conhecida pelas rodovias repletas de entroncamentos.

A Otan também está em uma espécie de bifurcação.

Muitas das decisões tomadas — a expansão para atrair tantos novos membros, por exemplo — foram impulsionadas tanto por questões políticas quanto estratégicas.

Mas o mundo mudou dramaticamente desde a fundação da Otan. Mais uma vez, é muito diferente do mundo da década de 1990, quando a Otan se deleitava com sua vitória na Guerra Fria.

A “morte cerebral”, decretada pelo presidente francês, pode ser um pouco exagerada. Mas tem alguma razão.

Os líderes da Otan precisam se voltar para questões estratégicas, aos grandes pensamentos sobre os rumos que a aliança deve tomar.

Como a organização vai enfrentar a ameaça russa? Precisa repensar sua estratégia? A Otan deveria ter uma abordagem comum para o crescimento da China? Quais devem ser as prioridades da aliança no mundo do século 21?

 

Notícia Anterior

Presidente eleito da Argentina diz que gabinete “já foi escolhido”

Próxima Notícia

Mais Bio Conecta: valorização da biodiversidade na cozinha

Notícias Relacionadas

Mundo

Teatro Bolshoi comemora 250 anos de fundação

28 de março de 2026
Mundo

Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em maio

24 de março de 2026
Mundo

Liga dos Estados Árabes celebra seu 81º Aniversário

21 de março de 2026
Próxima Notícia

Mais Bio Conecta: valorização da biodiversidade na cozinha

Tags

Acordo Alemanha argentina Azerbaijão Brasil Brasília Cazaquistão China comércio Cooperação Coronavírus Covid-19 Diplomacia eleições Embaixada Embaixador Embaixadora EMBAIXADORES Estados Unidos EUA Exposição França India Irã Israel Itamaraty iTália Japão Joe Biden MERCOSUL ministro ONU palestina pandemia Portugal presidente reino unido russia São Paulo Turismo Ucrânia UE UNIÃO EUROPEIA Vacina Venezuela

CONTATOS • Contacts

+55 61 999873033

contato@embassynews.info

SIGA-NOS • Follow Us

Sobre a embassy • About Us

A Embassy é um moderno e dinâmico veículo de comunicação e business, cujo objetivo é divulgar as ações/projetos das embaixadas e organismos internacionais, de comércio exterior, intercâmbios bilaterais, missões diplomáticas, turismo, tecnologia, cultura e ambientais. São ainda nosso foco de divulgação, iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais de âmbito mundial.
Embaixadores e Câmara Árabe discutem projetos - Embaixadores e Câmara Árabe discutem projetos -

Conselho dos Embaixadores Árabes e Câmara de Comércio Árabe Brasileira avaliam iniciativas para engajar a comunidade árabe no Brasil, além de realização de eventos.

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira apresentou as atividades realizadas em 2025 pela instituição na quinta-feira (7), na Embaixada do Marrocos, em Brasília. Na ocasião, diplomatas de 16 países árabes e o chefe da missão da Liga Árabe no Brasil, Ibrahim Alzeben, discutiram sobre iniciativas e eventos para promover o diálogo e engajar a comunidade árabe no País.

De acordo com o vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara Árabe, Mohamad Orra Mourad, depois que o presidente da instituição, William Adib Dib Junior, apresentou o relatório de atividades de 2025, os diplomatas fizeram propostas à instituição.

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info
Embaixador da Belarus destaca papel histórico e co Embaixador da Belarus destaca papel histórico e contemporâneo das mulheres bielorrussas -

Em encontro com jornalistas, Andrey Andreyev lembrou da importante participação feminina no país em diferentes setores

Embaixador Andrey Andreyev 

O embaixador da Belarus, Andrey Andreyev, reuniu-se nesta sexta-feira com 12 jornalistas em um encontro promovido pela Embaixada da República da Belarus para apresentar reflexões sobre o papel das mulheres bielorrussas na história, na sociedade contemporânea e nas relações internacionais.

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info
Embaixador do Cazaquistão é recebido no Ministério Embaixador do Cazaquistão é recebido no Ministério da Agricultura -

Bolat Nussupov avalia visita de missão cazaque e a participação do Brasil em mesa-redonda em Astana na próxima segunda-feira (11).

O embaixador do Cazaquistão no Brasil, Bolat Nussupov, visitou o Ministério da Agricultura do Brasil, onde participou de uma reunião, dia 06, com o Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Renato de Alcântara Rua. No encontro, foi avaliada positivamente os resultados da visita da delegação de produtores rurais do Cazaquistão, liderada pelo Vice-Ministro da Agricultura Amangali Berdalin, durante a qual foram apresentadas 14 empresas do setor agroindustrial do Cazaquistão.

Foram discutidas ainda alguns aspectos do Memorando de Cooperação na área de pecuária entre o Ministério da Agricultura da República do Cazaquistão e o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info
Brasil suspende exigência de visto para chineses a Brasil suspende exigência de visto para chineses até dezembro -

Medida entra em vigor na próxima segunda-feira (11) e vale para viagens de até 30 dias. Decisão foi tomada em reciprocidade à China, que suspendeu o visto para brasileiros em junho de 2025

O Brasil dispensará a exigência de visto para cidadãos chineses a partir do dia 11 de maio de 2026. O anúncio foi feito pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin nesta quinta-feira (7), durante o Salão do Turismo, realizado em Fortaleza, no Ceará. Medida vale por viagens de até 30 dias, não prorrogáveis, e se aplica também a viagens de negócios, turismo, atividades artísticas ou esportivas e tem prazo até 31 de dezembro deste ano..

O governo brasileiro dá continuidade a iniciativas anteriores de facilitação de mobilidade, como a implementação do visto eletrônico para cidadãos chineses ao Brasil. A decisão segue o princípio da recipr...

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info 

#Alkimin #Brasil #China #decisão #exigência #suspensão #visto
Embaixador de Chipre se reúne com o senador Carlos Embaixador de Chipre se reúne com o senador Carlos Viana -

Vasilios Philippou apresentou as prioridades do seu país e sublinhou a importância da diplomacia parlamentar

O embaixador da República de Chipre no Brasil, Vasilios Philippou, reuniu-se hoje, 07 de maio, com o Senador Federal Carlos Alberto Dias Viana, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Chipre. O encontro sublinhou a importância da diplomacia parlamentar como pilar essencial para o estreitamento das relações entre as duas nações. Durante a reunião, o embaixador apresentou as prioridades e os resultados alcançados pela Presidência de Chipre no Conselho da União Europeia. O senador Viana, por sua vez, enalteceu a atuação da embaixada e reafirmou o compromisso do Grupo Parlamentar em promover uma agenda de cooperação cada vez mais sólida e diversificada.
...

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info 

#CarlosAlbertoDiasViana #embaixdador #senador #VasiliosPhilippou
Tarcila do Amaral é tema de conversa no TCU - Pr Tarcila do Amaral é tema de conversa no TCU -

Protagonismo feminino será tópico de encontro do “Prêmio Engenho Mulher”

O Tribunal de Contas da União, em Brasília sediará, neste sábado, dia 9/5, o encontro do 4º Prêmio Engenho Mulher – Reconhecimento a Quem nos transforma”, vai reunir lideranças femininas para uma Roda de Conversa sobre protagonismo feminino. A conversa será às 10h, durante visita mediada à exposição inédita na capital brasileira "Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral". A mostra reúne mais de 60 obras originais, entre elas Operários, além de uma sala imersiva com projeções de pinturas icônicas da artista, como Abaporu.

Tem se tornado uma tradição do “Prêmio Engenho Mulher” reunir lideranças para debater sobre temas que impulsionam a equidade de gênero. “Tarsila nasceu ainda no século 19 e há mais de cem anos se projetou como uma...

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info 

#Engenho #Exposição #mostra #mulher #prêmio #Tarciladoamaral #TCU
Seguir no Instagram
  • Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In