• Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato
quinta-feira, 16 abril , 2026
22 °c
Brasília
26 ° sáb
27 ° dom
26 ° seg
25 ° ter
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
Home Mundo

Perda de apoio força palestinos ao diálogo

por Liz Elaine
20 de setembro de 2020
em Mundo
Tempo de Leitura: 6 mins
A A

Até pouco tempo atrás, a causa palestina era praticamente unânime no Oriente Médio e no mundo muçulmano. À exceção de Egito e Jordânia, todos os países árabes denunciavam a ocupação de Israel, visto como inimigo comum. Na última terça-feira, em evento na Casa Branca, os chanceleres Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan (Emirados Árabes Unidos) e Abdullatif bin Rashid Al Zayani (Bahrein) assinaram, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um pacto para a normalização de relações. Os chamados Acordos de Abraão foram mediados pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Os palestinos reagiram com indignação à ofensiva diplomática. O líder Mahmud Abbas advertiu que “não haverá paz, segurança ou estabilidade” no Oriente Médio enquanto durar a ocupação. O movimento fundamentalista islâmico Hamas advertiu que “a força de ocupação pagará o preço de qualquer agressão contra nosso povo ou locais de resistência”. A aliança entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein aponta para nova mudança de prioridades na região.

Professor de relações internacionais da Universidade de Nova York, o iraquiano Alon Ben-Meir entende que a dinâmica da geopolítica no Oriente Médio mudou de forma dramática e irreversível. “A partir de agora, haverá uma tremenda pressão sobre os palestinos para encontrarem a maneira de retornar à mesa de negociações com Israel, numa conjuntura em que perderam muito do apoio árabe”, disse ao Correio. “Nenhum outro país é capaz de ajudá-los na aspiração de uma solução baseada em dois Estados”, acrescentou. Ele aposta que Omã e Sudão serão as próximas nações árabes a se aproximarem de Israel. “Os palestinos foram deixados à própria sorte para encontrarem o caminho de volta à mesa de negociações , caso queiram pressionar uma paz com Israel baseada na solução de dois Estados autônomos”, lembrou Ben-Meir.

O norte-americano Richard Falk — professor de direito internacional pela Universidade de Princeton e ex-relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Palestina Ocupada (2008-2014) — aponta que os Acordos de Abraão sugerem uma transformação em relação à percepção de ameaça regional. “Houve o deslocamento de Israel como adversário e inimigo, papéis agora preenchidos pelo Irã”, observou.

Traição – O estudioso não interpreta essa decisão dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein como uma traição à causa palestina, mas como um meio de abrir caminho para uma cooperação regional mais robusta na confrontação com o Irã. “O impacto disso para o Oriente Médio dependerá dos eventos prováveis para os próximos meses, como uma renovação da resistência palestina, e até mesmo algo da ordem de uma terceira intifada.”

Para Ibrahim Alzeben (foto), embaixador da Palestina em Brasília, o acordo tripartite assinado em Washington viola a Iniciativa de Paz Árabe endossada por todos os países árabes e islâmicos e pelo Conselho de Segurança da ONU. “Isso não trará paz e segurança, nem contribuirá para a solução do conflito israelense-palestino”, alertou o diplomata ao Correio (leia Depoimento). “Este acordo recompensa a instransigência de Israel, além de suas ações e políticas ilegais. O governo de Netanyahu está dizendo, abertamente, que não permitirá a existência de um Estado palestino soberano e viável, e continuará a expandir assentamentos e anexar terras palestinas”, acrescentou. O embaixador acredita que o acordo mediado por Trump “recompensa Israel por cometer crimes de guerra com impunidade”.

“O único caminho tangível é aquele que respeita os direitos inalienáveis do povo palestino, considera seu direito à autodeterminação e à independência, e reforça a ordem internacional baseada em regas, normas e resoluções”, sublinhou Alzeben. Ao ser questionado pela reportagem se os palestinos veem uma traição árabe, ele respondeu: “Prefiro usar a palavra ‘abandono’, em lugar de traição. Nós nos sentimos abandonados.” O embaixador palestino explicou que a conduta política de seu governo envolve a aposta na paz e o apelo à legitimidade internacional. “Nós iremos a todos os fóruns para conquistar nossos direitos. No terreno, seguiremos com a luta popular pacífica, mas não descartamos a desobediência civil. A luta pela independência é um processo que sempre culmina com o triunfo do direito e da razão”, disse.

“O mundo tolera um regime de apartheid”

Em entrevista exclusiva ao Correio, Saeb Erekat — negociador-chefe palestino e secretário-geral da Organização para a Libertação Palestina (OLP) — acusou Estados Unidos, Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein de tentarem “normalizar” um regime de “apartheid” na Palestina. De acordo com ele, as duas nações árabes cometem o “engano” de atribuir ao Estado judeu a proteção à segurança regional. “Qualquer tipo de ameaça estratégica a um país árabe, independentemente de onde venha, deveria ser atendida com um consenso árabe”, afirmou, referindo-se ao perigo representado pelo Irã aos interesses regionais. Erekat acredita que a nova aliança forjada na Casa Branca afasta Israel de qualquer perspectiva de paz para o Oriente Médio.

De que maneira os acordos firmados entre Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Israel podem prejudicar a causa palestina?

De várias maneiras, seus danos não deveriam ser subestimados. Esses acordos minam a Iniciativa de Paz Árabe e encorajam o governo israelense a continuar com seus crimes, pois os recompensa por isso. Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein reconheceram, de fato, a anexação ilegal de Jerusalém ocupada, por parte de Israel, e suas tentativas de mudar o status quo dos Locais Sagrados. Isso não pode ser considerado um passo rumo à paz.

A Organização para a Libertação da Palestina considera tomar alguma medida contra essas duas nações árabes?

Nós temos deixado nossa posição clara e veremos como a situação se desenvolve. O que nós sabemos, porém, é que ambos países não fazem mais parte do consenso árabe sobre a Palestina e que, agora, tomaram partido daqueles que tentam normalizar um regime de apartheid na Palestina.

O senhor vê um esforço dos países árabes de tentarem punir o Irã, mesmo “traindo” a causa palestina?

O Irã faz parte de nossa região maior e defendemos relações pacíficas, baseadas na não interferência em questões internas de cada Estado. O problema com alguns países árabes é que eles creem que podem encontrar entidades externas para proteger a segurança regional árabe, o que não passa de engano. O núcleo de sua normalização é a fórmula de pagar pela proteção; embora nenhum deles, nem os EUA e certamente nem Israel, vá à guerra por eles. Qualquer tipo de ameaça estratégica a um país árabe, independentemente de onde venha, deveria ser atendida com um consenso árabe e com um programa de doutrina de segurança que respeite a soberania de cada membro e garanta a proteção necessária. Israel nunca fará isso.

Quais as consequências de tais acordos para a geopolítica do Oriente Médio e as perspectivas de paz no futuro?

Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos tentam criar uma nova aliança. Em relação ao processo de paz, isso basicamente afasta os israelenses. É a vitória do que Benjamin Netanyahu chama de “paz pela paz”, significando a normalização das relações para a normalização do apartheid.

Trump estimula essa aliança para isolar o Irã e ganhar votos do lobby israelense nos EUA. Como vê isso?

Eu acho que sua intenção vai além disso, visando os evangélicos extremistas nos Estados Unidos. Qualquer uso da religião para fins políticos, não importa a religião, é errado. Este é um dos aspectos da campanha do presidente Donald Trump. Seu governo enfraqueceu a moderação em nossa região e encoraja extremistas de todos os lados.

Como o presidente Mahmud Abbas tentará usar a Assembleia Geral da ONU, nesta semana, para convencer a comunidade internacional sobre os danos causados por esses acordos entre países árabes e Israel?

Nós apresentaremos nosso caso, reafirmaremo nossa visão de paz e denunciaremos os crimes sistemáticos cometidos pelo poder de ocupação. A Palestina representa um teste fracassado para a comunidade internacional. Ele vai além do que dois países árabes fizeram contra a Palestina. É sobre a comunidade internacional tolerar um regime de apartheid em pleno século 21.

Tags: BahreinEmirados ÁrabesIbrahim AlzebenMahmud Abbaspalestino
Notícia Anterior

Profissionais e veículos de imprensa ganham reconhecimento

Próxima Notícia

Mutirão de sabatinas no Senado

Notícias Relacionadas

Mundo

Teatro Bolshoi comemora 250 anos de fundação

28 de março de 2026
Mundo

Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em maio

24 de março de 2026
Mundo

Liga dos Estados Árabes celebra seu 81º Aniversário

21 de março de 2026
Próxima Notícia

Mutirão de sabatinas no Senado

Tags

Acordo Alemanha argentina Azerbaijão Brasil Brasília Cazaquistão China comércio Cooperação Coronavírus Covid-19 Diplomacia eleições Embaixada Embaixador Embaixadora EMBAIXADORES Estados Unidos EUA Exposição França India Irã Israel Itamaraty iTália Japão Joe Biden MERCOSUL ministro ONU palestina pandemia Portugal presidente reino unido russia São Paulo Turismo Ucrânia UE UNIÃO EUROPEIA Vacina Venezuela

CONTATOS • Contacts

+55 61 999873033

contato@embassynews.info

SIGA-NOS • Follow Us

Sobre a embassy • About Us

A Embassy é um moderno e dinâmico veículo de comunicação e business, cujo objetivo é divulgar as ações/projetos das embaixadas e organismos internacionais, de comércio exterior, intercâmbios bilaterais, missões diplomáticas, turismo, tecnologia, cultura e ambientais. São ainda nosso foco de divulgação, iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais de âmbito mundial.
A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
Acompanhe.
Post do Instagram 17993623085937448 Post do Instagram 17993623085937448
✨🎧 Justiça também se traduz. Entre vozes, idiomas ✨🎧 Justiça também se traduz.

Entre vozes, idiomas e silêncios históricos, a exposição “1 Julgamento, 4 Línguas – Os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg” revela quem tornou possível um dos momentos mais decisivos da humanidade — o Tribunal de Nuremberg.

Eles não estavam nos holofotes.
Mas sem eles, nada teria sido compreendido.
Nada teria sido julgado.

Quatro idiomas.
Uma verdade em construção.
E profissionais que sustentaram o peso da história… em tempo real.

A realização desta mostra reúne nomes que seguem sustentando o diálogo global hoje:
🤝 Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC)
🤝 Associação Profissional de Intérpretes de Conferência (APIC)
🇩🇪 Embaixada da Alemanha no Brasil, representada pelo Encarregado de Negócios a.i., Sr. Wolfgang Bindseil

📍 Biblioteca Nacional de Brasília
🗓️ Até 10 de abril
🎟️ Entrada gratuita

Se você nunca parou para pensar no poder de uma tradução… talvez essa seja a sua chance.

💬 Você já tinha imaginado o impacto desses intérpretes na história?

#brasíliacultural
#nuremberg
#revistaembassy
#interpretaçãosimultânea
#comunicaçãoglobal
Post do Instagram 17853929589631895 Post do Instagram 17853929589631895
Post do Instagram 18523781110069486 Post do Instagram 18523781110069486
A milonga uruguaia animou a festa nacional do Urug A milonga uruguaia animou a festa nacional do Uruguai em Brasília. A reportagem você vai poder ler na Embassy
Seguir no Instagram
  • Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In