Embaixada do Paquistão promove almoço para reafirmar o apoio “firme e inabalável” do governo do país aos caxemires em sua luta pelo direito à autodeterminação
O Dia da Solidariedade com a Caxemira, 5 de fevereiro, é uma data emblemática no Paquistão, um momento em que o país se une na luta e no compromisso permanente, “com o apoio político, moral e diplomático ao povo da caxemira”. Em Brasília, a embaixada do Paquistão promoveu um almoço para solicitar uma mobilização no sentido de que a comunidade internacional se volte para a importância de se encontrar uma solução para longo conflito de décadas naquela região.
O vice-chefe da missão do Paquistão, ministro Irfan Ullah Khan , realizou a leitura das mensagens oficiais do primeiro-ministro Shehbaz Sharif e do presidente da República Islâmica do Paquistão, Asif Ali Zardari , que reforçaram a posição histórica do país sobre a questão da Caxemira.
O Primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, lembrou, em sua mensagem, que a disputa de Jammu e Caxemira continua sendo uma das disputas não resolvidas mais antigas na pauta das Nações Unidas. Em sua mensagem, ele destacou que o Dia de Solidariedade com a Caxemira representa a reafirmação do apoio “firme e inabalável” do governo e do povo paquistanês aos caxemires em sua luta pelo direito à autodeterminação.
” Ao longo dos anos, várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas estabeleceram, sem dúvida, o status contestado do território de Jammu e Caxemira, ao mesmo tempo em que determinaram que sua decisão final deve ser tomada de acordo com a vontade do povo caxemire, expressa por meio de um plebiscito justo e imparcial”, disse Sharif em sua mensagem. “No entanto, por quase oito décadas, o povo caxemir foi privado desse direito fundamental, devido à intransigência da Índia”, acrescenta.
Sharif reiterou que, a nível internacional, o país continuará defendendo a causa da Caxemira em fóruns multilaterais, incluindo a Assembleia Geral da ONU, mantendo o compromisso de oferecer apoio moral, diplomático e político até que o povo caxemir exerça plenamente seu direito à autodeterminação.
As medidas adotadas pela Índia em 5 de agosto de 2019 também foram criticadas pelo Primeiro-Ministro que as considerou “ilegais e unilaterais”. Segundo Sharif, “as ações violam a Carta da ONU, resoluções do Conselho de Segurança e a Quarta Convenção de Genebra”. A mensagem apontou ainda preocupações relacionadas à militarização da região, restrições políticas e alegadas violações de direitos humanos.
Presidente
Em sua mensagem o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, lembrou que a observância do Dia de Solidariedade com a Caxemira teve início há 36 anos, após a revolta de 1989, consolidando-se como um símbolo de solidariedade nacional e internacional. O presidente ressaltou que, ao longo de quase oito décadas, o povo caxemir tem mantido sua resistência e realizado inúmeros sacrifícios, recebendo, por isso, reconhecimento e homenagem do povo paquistanês.
Na mensagem Zardari enfatizou que a situação em Jammu e Caxemira segue gerando preocupação internacional, especialmente após as medidas adotadas pela Índia em 2019, que, segundo o texto, intensificaram mudanças administrativas e legislativas no território. O pronunciamento mencionou ainda relatos de detenções arbitrárias, restrições à imprensa e limitações às liberdades civis, digitais e religiosas.
O chefe de Estado alertou também para os impactos da escalada militar iniciada em maio de 2025, destacando que a paz duradoura no Sul da Ásia depende da resolução da disputa sobre Jammu e Caxemira.









