• Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato
sexta-feira, 17 abril , 2026
22 °c
Brasília
26 ° sáb
27 ° dom
26 ° seg
25 ° ter
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Embassy Agência de Notícias
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
Home Mundo

Irã cobra ação dos EUA sobre acordo nuclear

por Liz Elaine
18 de fevereiro de 2021
em Mundo
Tempo de Leitura: 5 mins
A A

Rodrigo Craveiro

O discurso virtual do aiatolá Ali Khamenei, guia supremo do Irã, teve a importância amplificada por ter ocorrido a poucas horas da retomada das negociações sobre o Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA), o acordo nuclear assinado por Teerã, China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia. “Hoje, só quero dizer uma coisa: temos escutado muitas palavras bonitas e promessas, que, na prática, não apenas foram violadas, mas o oposto foi feito. (…) As palavras são inúteis. Desta vez, será apenas sobre ações. Assim que virmos a ação do outro lado, também agiremos. Ao contrário de antes, desta vez, a República Islâmica não será convencida apenas por palavras ou promessas”, declarou Khamenei. O recado teve destinatário certo: o presidente norte-americano, Joe Biden, empossado em 20 de janeiro. Foi uma resposta ao anúncio da Casa Branca sobre o desejo de readerir ao JCPOA.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, receberá seus colegas Heiko Maas (Alemanha) e Dominic Raab (Reino Unido), em Paris, para uma conversa por videoconferência com Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano. Por meio de comunicado, o Ministério das Relações Exteriores francês explicou que a reunião “será dedicada principalmente ao Irã e à segurança regional no Oriente Médio”. O encontro também é visto como uma oportunidade para tentar salvar o JCPOA, depois que o então presidente Donald Trump abandonou o acordo de modo unilateral. Será a primeira vez que a gestão Biden abordará o tema do enriquecimento de urânio e do programa nuclear iraniano.

Biden admite a readesão ao JCPOA e a imediata suspensão das sanções econômicas a Teerã, com a condição de que os iranianos voltem a cumprir o acordo em sua totalidade. Os dois lados trocam acusações mútuas de violações dos compromissos firmados pelo pacto. A retomada das negociações ocorre sob intensa pressão. O Irã está determinado a restringir as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a partir de domingo, caso os EUA não suspendam as sanções impostas há três anos. No próximo sábado, o diplomata argentino Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA,visitará Teerã para “conversas técnicas”.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, desmentiu a expulsão de inspetores da AIEA e culpou a “propaganda estrangeira”. “Por que estão mentindo?”, indagou, ao garantir que o seu país está determinado a dialogar com Grossi. Rohani recebeu um telefonema incomum, ontem, da chanceler alemã, Angela Merkel. Ela externou “preocupação com o contínuo fracasso do Irã em cumprir suas obrigações no acordo nuclear”, segundo nota da chancelaria de Berlim.

Sanções – Hossein Gharibi, embaixador do Irã no Brasil (leia Entrevista), defendeu que “a situação brutal e desumana para pressionar o povo iraniano tem de terminar imediatamente — uma alusão às sanções impostas ao país. “Os Estados Unidos e os europeus não podem ter nada mais importante do que isso em sua agenda para a reunião desta quinta-feira (hoje)”, afirmou ao Correio. Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual o mundo demonstra tanto incômodo com o programa nuclea iraniano, o diplomata disse que “o Irã quer ser independente”. Segundo Gharibi, Teerã provou que pode se sustentar por conta própria, sem precisar da ajuda de nenhuma outra potência.

“Entendemos que é o nosso povo que pode exercer sua autodeterminação e garantir a paz e a segurança ao país e à região. Não é a primeira vez que o Irã é alvo por exercitar seu direito de decidir sobre o próprio destino: sete décadas atrás, o Parlamento, sob a chefia de Mohammed Mossadegh, premiê eleito democraticamente, nacionalizou nossa indústria do petróleo. Em retaliação à manobra de Mossadegh, os EUA e o Reino Unido classificaram-na de contrária à paz e à segurança e impuseram duras sanções econômicas ao petróleo iraniano”, lembrou.

O embaixador explicou que, a exemplo de outras nações, o Irã pretende exercer os direitos de ter uma indústria nuclear pacífica. “Estamos totalmente comprometidos com as exigências do Tratado de não Proliferação (TNP), e o Irã tem sido objeto de inspeções pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Não podemos aceitar que os poderes intimidatórios, que permitem a outros de nossa região possuírem centenas de ogivas nucleares, ditarem seu desejo sobre nossa nação. A era da ordem colonial acabou há muito tempo, mas a mentalidade ainda existe”, acrescentou Gharibi.

» Entrevista / Hossein Gharibi, embaixador do Irã no Brasil

Que tipos de ações o Irã espera dos Estados Unidos e o que vocês esperam dar em troca a Washington?

O importante para nós é como a Casa Branca se comporta, não quais são as promessas ou as juras falsas, já que estamos exaustos disso. Nós testemunhamos como o governo de Donald Trump supreendentemente violou a decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Se os Estados Unidos voltarem aos seus compromissos, a história será diferente. O Irã disse, por várias vezes, que retomaremos rapidamente os nosso compromissos totais. E isso não levará muito tempo. Os EUA têm que mostrar que estão comprometidos com este acordo — que não o violarão novamente, não farão exigências fora do JCPOA (pacto nucler) e, basicamente, vão parar de causar danos ao Irã. O primeiro passo é a suspensão, por parte dos EUA, de suas violações do direito internacional, com o levantamento das sanções unilaterais ilegais. Isso não requer muitas discussões e negociações. Como outros passos catastróficos dados pelo governo Trump, a chamada “Pressão Máxima” deve ser desfeita de maneira rápida.

Como o senhor vê o esforço diplomático dos EUA e de três países europeus para salvarem o acordo nuclear?

Toda conversa deveria estar alinhada com o direito internacional e os compromissos de todas as partes envolvidas. O JCPOA foi baseado em um “dar e receber”, resultado de anos de conversas entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, a Alemanha e a União Europeia. O que se conseguiu foi fruto de negociações. Armas convencionais ou outras questões poderiam ser incluídas, mas todas as partes negociadores logo perceberam que a ampliação do escopo tornaria impossível obter qualquer resultado. Por isso, eles se concentraram no tema nuclear.

O que é necessário para um bom diálogo hoje?

Nós estamos prontos para nos engajar nas questões de segurança da região. O nosso plano para um acordo de segurança com Estados regionais está sobre a mesa. Nenhum outro tema deve ser usada como desculpa para violar seus compromissos. O acordo foi uma vitória para todas as partes. O Irã cumpriu seus compromissos, e 15 relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) provam que as outras partes não o fizeram. Os EUA abandonaram o acordo nuclear em maio de 2018 e reaplicaram sanções ao Irã, as quais impactaram severamente a economia iraniana e a nossa habilidade de vender petróleo e de cuidar da população durante a pandemia.

 

Tags: acordo núclearAli KhameneiEstados UnidosHassan RohaniHossein GharibiIrãJoe Biden
Notícia Anterior

Arábia Saudita

Próxima Notícia

China critica Canadá devido a declaração contra detenções arbitrárias

Notícias Relacionadas

Mundo

Teatro Bolshoi comemora 250 anos de fundação

28 de março de 2026
Mundo

Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente em maio

24 de março de 2026
Mundo

Liga dos Estados Árabes celebra seu 81º Aniversário

21 de março de 2026
Próxima Notícia

China critica Canadá devido a declaração contra detenções arbitrárias

Tags

Acordo Alemanha argentina Azerbaijão Brasil Brasília Cazaquistão China comércio Cooperação Coronavírus Covid-19 Diplomacia eleições Embaixada Embaixador Embaixadora EMBAIXADORES Estados Unidos EUA Exposição França India Irã Israel Itamaraty iTália Japão Joe Biden MERCOSUL ministro ONU palestina pandemia Portugal presidente reino unido russia São Paulo Turismo Ucrânia UE UNIÃO EUROPEIA Vacina Venezuela

CONTATOS • Contacts

+55 61 999873033

contato@embassynews.info

SIGA-NOS • Follow Us

Sobre a embassy • About Us

A Embassy é um moderno e dinâmico veículo de comunicação e business, cujo objetivo é divulgar as ações/projetos das embaixadas e organismos internacionais, de comércio exterior, intercâmbios bilaterais, missões diplomáticas, turismo, tecnologia, cultura e ambientais. São ainda nosso foco de divulgação, iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais de âmbito mundial.
A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
Acompanhe.
Post do Instagram 17993623085937448 Post do Instagram 17993623085937448
✨🎧 Justiça também se traduz. Entre vozes, idiomas ✨🎧 Justiça também se traduz.

Entre vozes, idiomas e silêncios históricos, a exposição “1 Julgamento, 4 Línguas – Os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg” revela quem tornou possível um dos momentos mais decisivos da humanidade — o Tribunal de Nuremberg.

Eles não estavam nos holofotes.
Mas sem eles, nada teria sido compreendido.
Nada teria sido julgado.

Quatro idiomas.
Uma verdade em construção.
E profissionais que sustentaram o peso da história… em tempo real.

A realização desta mostra reúne nomes que seguem sustentando o diálogo global hoje:
🤝 Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC)
🤝 Associação Profissional de Intérpretes de Conferência (APIC)
🇩🇪 Embaixada da Alemanha no Brasil, representada pelo Encarregado de Negócios a.i., Sr. Wolfgang Bindseil

📍 Biblioteca Nacional de Brasília
🗓️ Até 10 de abril
🎟️ Entrada gratuita

Se você nunca parou para pensar no poder de uma tradução… talvez essa seja a sua chance.

💬 Você já tinha imaginado o impacto desses intérpretes na história?

#brasíliacultural
#nuremberg
#revistaembassy
#interpretaçãosimultânea
#comunicaçãoglobal
Post do Instagram 17853929589631895 Post do Instagram 17853929589631895
Post do Instagram 18523781110069486 Post do Instagram 18523781110069486
A milonga uruguaia animou a festa nacional do Urug A milonga uruguaia animou a festa nacional do Uruguai em Brasília. A reportagem você vai poder ler na Embassy
Seguir no Instagram
  • Inicial
  • Revista Embassy
  • Contato

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Eventos
  • Agenda
  • Entrevistas
  • Artigos
  • Comércio Exterior
  • Turismo
  • Mundo
  • Brasil
  • Enogastronomia
  • Cultura
  • Diplomacia
EnglishFrenchItalianPortugueseSpanish

© 2026 Embassy - Agência de Notícias - Desenvolvido por:Iuppa Digital.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In