País lidera ranking pelo sétimo ano consecutivo, impulsionado por indústria, inovação e inteligência artificial
A França confirmou sua posição como o principal destino europeu para investimentos estrangeiros pelo sétimo ano consecutivo, segundo o Barômetro de Atratividade 2026 da Agência EY, publicado hoje (27). Em 2025, o país registrou 852 projetos de investimento internacional, superando o Reino Unido (730) e a Alemanha (548), mesmo em um cenário global marcado por incertezas econômicas e tensões geopolíticas.
Os investimentos atraídos geraram cerca de 28 mil empregos, com queda de apenas 4% em relação ao ano anterior, desempenho superior à média europeia, que recuou 25%. A França também manteve a liderança em investimentos industriais, com 354 projetos manufatureiros, equivalentes a 42% do total registrado no país.
O estudo destaca ainda o crescimento de setores estratégicos, como inteligência artificial, softwares, defesa e energia de baixo carbono. Os investimentos em IA avançaram 26% em um ano, consolidando a França como principal polo europeu na área.
“Construímos alavancas sólidas para inovação, indústria, talentos e competitividade — que hoje nos permitem ocupar a primeira posição europeia. Nossa responsabilidade coletiva agora é preservar e reforçar esses avanços para sustentar essa dinâmica e continuar fazendo da França um destino de investimento, crescimento e oportunidades”, declara Nicolas Forissier, Ministro Delegado responsável pelo Comércio Exterior e Atratividade da França
A pesquisa mostra que 38% dos executivos internacionais consideram a França o país mais promissor da Europa para novos investimentos, à frente da Alemanha e do Reino Unido. Entre os principais atrativos apontados estão a capacidade de inovação, a qualidade da infraestrutura, a mão de obra qualificada e a disponibilidade de energia de baixo carbono.
“Os resultados refletem o impacto das reformas voltadas à competitividade e à inovação, reforçando a necessidade de manter políticas que estimulem investimentos, geração de empregos e crescimento sustentável nos próximos anos, destaca Louis Margueritte, Diretor-Geral da Business France.
Segundo Margueritte, “em um ambiente geopolítico complexo e incerto, esse desempenho demonstra a solidez dos fundamentos: profundidade de mercado, qualidade das infraestruturas e excelência dos talentos, entre outros”. Para ele, também é resultado de quase dez anos de reformas pró-negócios voltados à inovação e à reindustrialização. No entanto, essa liderança precisa agora ser ampliada.
A França resiste melhor do que muitos de seus vizinhos em vários indicadores-chave. Os projetos acolhidos no país geraram cerca de 28 mil empregos, uma queda limitada a 4%, muito inferior à média europeia (-25%).
O país confirma também sua posição como destino privilegiado dos investimentos industriais estrangeiros. Em 2025, recebeu 354 investimentos industriais, ou seja, 42% dos projetos registrados, o que lhe permite permanecer como número 1 na Europa em investimentos manufatureiros. Apesar de uma redução nos volumes em um contexto econômico mais tenso, os investimentos estrangeiros continuam a sustentar a atividade industrial e o emprego produtivo no território, com um saldo líquido positivo de +1.376 empregos industriais.
O barômetro também destaca vários fatores estratégicos que sustentam a atratividade francesa. A França avança na atração de sedes corporativas, com um aumento de 17% em um ano, posicionando-se em 2º lugar na Europa, nesse segmento. Ela permanece igualmente um polo importante para atividades tecnológicas e de soberania. Continua sendo o principal polo europeu de atração de investimentos estrangeiros em inteligência artificial, com um crescimento de 26% dos projetos em um ano, enquanto setores de softwares e serviços de TI, defesa e energia de baixo carbono figuram entre os motores dessa atratividade renovada.
A França confirma igualmente que sua atratividade é territorial. Com quatro regiões entre as 15 mais atrativas da Europa, demonstra que os investimentos estrangeiros não se concentram apenas em algumas metrópoles, mas se distribuem amplamente pelo país. A Île-de-France continua sendo a principal região francesa, com 233 projetos, enquanto Auvergne-Rhône-Alpes se destaca por um nível de criação de empregos próximo ao da região da capital, e Grand Est e Hauts-de-France confirmam sua atratividade.





