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Explosão em escritório volta a elevar tensão na Península Coreana

por Liz Elaine
21 de junho de 2020
em Mundo
Tempo de Leitura: 5 mins
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Rodrigo Craveiro

Às vésperas do 70º aniversário da Guerra da Coreia, a tensão se recrudesce na Península Coreana com a explosão de escritório de relações entre Norte e Sul, na Zona Desmilitarizada.

George F. Drake tinha 20 anos quando os tanques da Coreia do Norte avançaram rumo ao Sul, acompanhados de soldados, em 25 de junho de 1950. Lotado na 326ª Companhia de Reconhecimento de Comunicações, pelotão de inteligência do Exército, esteve sob ameaça de bombardeios das forças de Kim Il-sung. Apesar de não ter visto os horrores de um conflito que deixou entre 2 milhões e 4 milhões de mortos, Drake testemunhou outra faceta dos combates, não menos terrível: ele ajudou a localizar e a resgatar várias crianças cujos pais morreram no meio do fogo cruzado. Depois de aprender mandarim, atuou na unidade de interceptação de rádio e enviou mais de mil cartas solicitando ajuda aos pequenos. Ganhou o apelido, na Coreia do Norte, de “o padrinho dos órfãos coreanos”.

Setenta anos depois do início da Guerra da Coreia, ele adverte que a reedição das batalhas seria catastrófica, ante a animosidade entre Pyongyang e Seul. “Acho que ambos os lados perceberam que uma nova guerra resultaria na total aniquilação dos dois países. Tentarão a estratégia diplomática brinkmanship — perseguir uma política até os limites da segurança, antes do recuo”, explicou Drake, 90 anos, ao Correio.

A recente tensão no Paralelo 38, na Zona Desmilitarizada (DMZ), fez ressurgirem fantasmas do passado, às vésperas do aniversário de um conflito impulsionado pela Guerra Fria. As alianças Coreia do Sul-EUA e Coreia do Norte-União Soviética jamais formalizaram um tratado de paz. Tecnicamente, Seul e Pyongyang seguem em estado belicoso. Na terça-feira passada, os norte-coreanos explodiram o escritório de relações com o Sul na cidade fronteiriça de Kaesong, depois de ameaças de Kim Yo-jong, irmã do ditador Kim Jong-un e voz cada vez mais ativa no establishment militar do regime comunista.

“As coisas ficarão tensas na Península Coreana até o fim deste ano e, talvez, continuem assim até 2021. Não espero uma escalada em direção a uma guerra total, mas certamente haverá muito suspense no futuro — um cenário que não deve se arrastar por nais do que dois anos”, disse ao Correio Michael Madden, analista do Instituto Europa-Coreia da Universidade Johns Hopkins e diretor do NK Leadership Watch. Ele acredita que a reunificação das Coreias não é uma saída realista. “Provavelmente, terá de existir uma solução ou um conceito alternativo à reunificação para a coexistência pacífica das duas Coreias. A Coreia do Norte do século 21 não será a Alemanha da década de 1980”, prevê.

 Planejamento – Especialista do Woodrow International Center for Scholars (em Washington) e ex-chefe do escritório da agência  Associated Press em Pyongyang, Jean H. Lee adverte que a Coreia do Norte tem uma série de medidas ameaçadoras planejadas. Segundo ela, estrategistas norte-coreanos costumam planejar, com antecedência, como utilizar eventos e aniversários importantes para transmitir mensagens. “Suspeito que estivessem tramando uma maneira de começar uma briga com a Coreia do Sul durante o 20º aniversário da declaração conjunta assinada durante a histórica cúpula entre o então ditador norte-coreanos, Kim Jong-il, e o presidente sul-coreano, Kim Dae-jung”, afirmou a reportagem, em alusão ao documento firmado em 15 de junho de 2000. Em relação aos 70 anos do início da Guerra da Coreia, é impossível prever a manobra de Pyongyang.

Lee aposta, no entanto, que o regime de Kim Jong-un concentrará esforços em provocações altamente orquestradas, destinadas a enervar a Coreia do Sul. Na semana passada, as autoridades norte-coreanas ameaçaram enviar tropas para a DMZ. De acordo com a analista, isso representaria uma violação do acordo militar intercoreano de setembro de 2018, além de forte mensagem de descontentamento da Coreia do Norte com o Sul.

Para David Maxwell, especialista do Foundation for Defense of Democracies (em Washington), o pior legado da Guerra da Coreia é a existência da Coreia do Norte, “uma ameaça à segurança e à estabilidade do nordeste da Ásia”. “Os norte-coreanos desenvolveram armas nucleares, possuem o quarto maior Exército do mundo e buscam capacidade de mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir os EUA. Também representam uma ameaça à existência da Coreia do Sul”, disse ao Correio.

Maxwell vê uma nova guerra como possibilidade real. “Trata-se de um objetivo da família de Kim. O ditador procura dividir a aliança Coreia do Sul-EUA e tirar as forças americanas da Península Coreana. A solução é resolver o parágrafo 60 do Acordo de Armistício de 1953 e obter o único arranjo político duradouro e aceitável: uma Península Coreana segura, estável, economicamente vibrante e não nuclear, unificada sob forma constitucional de um governo liberal. Uma República Unida da Coreia.”

Pontos de vista

Por David Maxwell

Ferida aberta

“A guerra segue como ferida aberta. Ela permanece como memória viva para a geração mais velha das Coreias. Um dos piores legados da guerra são as famílias divididas, nunca mais reunidas. No Norte, a guerra é parte-chave da doutrinação ideológica. Todo o coreano do Norte crê que o conflito foi deflagrado pelos EUA e pela Coreia do Sul. Eles conhecem bem a devastação de cidades norte-coreanas por bombardeios norte-americanos. Imagens da destruição são usadas para doutrinar crianças desde a mais tenra idade, a fim de instilar o ódio contra os EUA e contra a Coreia do Sul, chamada de ‘fantoche’ dos Estados Unidos.”

Especialista do Foundation for Defense of Democracies (em Washington)

Por Jean H. Lee

Fracasso devolvido

“A estratégia da Coreia do Norte tem dois alvos: não apenas a Coreia do Sul, mas também a própria população. Apesar da imagem de normalidade que as máquinas de propaganda de Pyongyang tentam projetar, não há dúvidas de que a economia norte-coreana sofre com as sanções contínuas e com o contínuo declínio no comércio, devido ao fechamento das fronteiras por causa da covid-19. A Coreia do Norte não apenas busca punir e coagir a Coreia do Sul sobre as sanções, mas a liderança de Pyongyang tenta desviar atenção das decisões políticas fracassadas em casa, colocando a culpa nos sul-coreanos.”

Analista do Hyundai Motor-Korea Foundation Center for Korean History and Public Policy e do Woodrow Wilson International Center

 Por Michael Madden

Conflito sem solução

“O legado da Guerra da Coreia é que ela não terminou, e qualquer crise na Península Coreana sempre ligar-se-á ao fato de que o conflito segue insolúvel. Em muitos aspectos, a Guerra da Coreia não trata apenas de seu próprio legado, mas remonta à Segunda Guerra Mundial e à anexação da Coreia pelo Japão no começo do século 20. A diplomacia entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte está pausada. As duas reuniões de cúpula entre Kim Jong-un e Trump não resultaram em acordo, mas reduziram tensões e criaram a estrutura por meio da qual os dois países podem voltar à mesa de negociações.”

Analista do Instituto Europa-Coreia da Universidade Johns Hopkins e diretor do NK Leadership Watch

Poderosa e temida – Além de irmã do ditador, Kim Yo-jong é uma das assessoras mais próximas  e uma das mulheres mais poderosas do regime. É membro suplente do politburo do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, para o qual foi nomeada em outubro de 2017.  Nascida em 1988, segundo o Ministério sul-coreano da Unificação, Yo-hong é um dos três filhos nascidos da união entre o falecido líder Kim Jong-il e sua terceira esposa, a ex-bailarina Ko Yong-hui. Mantém vínculo especial com o líder supremo, porque ambos têm a mesma mãe. Assim como seu irmão, ela estudou na Suíça e ascendeu rapidamente na hierarquia desde que Kim Jong-un herdou o poder após a morte do pai em 2011.

Tags: coreia do norteCoreia do SulKim Dae-jungKim Jong-ilKim Yo-jongPyongyangSeul
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