Ministro da Fazenda participa de reuniões do Banco do Brics e da área de finanças do G7. Além de impactos econômicos das atuais guerras em curso. Dario Durigan deve levar aos encontros o tema das matérias-primas essenciais à indústria tecnológica.
As negociações sobre minerais críticos e os impactos econômicos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia serão os principais temas discutidos pelo Brasil nas reuniões do Brics e do G7, disse na terça-feira (12) o ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, em entrevista ao programa da TV Brasil. O ministro desembarca nesta quinta-feira (14) em Moscou, onde participará da reunião do Banco do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na segunda-feira (18), ele chega na França para a reunião de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G7, na qual o Brasil participa como país convidado.
As viagens ocorrerão em meio ao aumento das tensões geopolíticas globais e fazem parte da estratégia do governo brasileiro de antecipar cenários de turbulência internacional para proteger setores como combustíveis, agronegócio e mineração. O ministro afirmou que o Brasil pretende consolidar-se como parceiro estratégico em recursos minerais e tecnologia, ao mesmo tempo em que busca ampliar a cooperação internacional em áreas consideradas sensíveis para a economia brasileira.
Agenda em Moscou
No Banco do Brics, o foco principal será discutir formas de proteger a economia brasileira dos efeitos das guerras internacionais, especialmente sobre os preços dos combustíveis e sobre o agronegócio. O ministro pretende se reunir com representantes da Índia, de países do Oriente Médio e de outras nações do bloco para avaliar cenários econômicos diante da instabilidade internacional.
Outro ponto central da agenda será a preservação de investimentos financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics.
Minerais críticos
A pauta de minerais críticos também será levada tanto à Rússia quanto à França. O governo brasileiro quer transformar o País em um dos principais fornecedores globais de matérias-primas consideradas essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética. Entre os minerais citados estão terras raras, nióbio e grafeno. Atualmente, a China lidera a produção mundial desses materiais, enquanto o Brasil busca consolidar sua posição como segunda maior reserva global.
Segundo Durigan, o novo marco legal recentemente aprovado pelo Congresso Nacional brasileiro pretende oferecer segurança jurídica aos investidores estrangeiros sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos. “No Brasil, a gente quer dar segurança jurídica para um negócio que interessa ao mundo: minerais críticos”, afirmou.
Reunião do G7
Em Paris, Durigan terá encontros ligados ao G7, grupo que as sete democracias mais ricas do planeta. Além dos debates sobre minerais estratégicos, a agenda deve incluir segurança global, impactos econômicos das guerras e alternativas para estabilização geopolítica.
Segundo Durigan, o Brasil pretende se apresentar como alternativa confiável para o fornecimento de minerais críticos diante da dependência internacional em relação à China. A equipe econômica também quer ampliar negociações com países europeus interessados em investir no setor mineral brasileiro sob novas regras de exploração.
Investimentos externos
As viagens também terão foco em atração de investimentos estrangeiros para setores de tecnologia e infraestrutura. Segundo o ministro, conversas anteriores com empresas alemãs durante a Feira de Hanover, realizada em abril na Alemanha, abriram espaço para futuras instalações industriais no Brasil.
Fonte: Agência Brasil




