Berço do Islã, em menos de um século, o país passou de um reino subdesenvolvido a uma das nações mais ricas do Oriente Médio. Tudo graças ao petróleo, responsável por cerca de 75% do PIB nacional.
| Oda Paula Fernandes/ Liz Elaine Lôbo
Fotos: Eliane Loin
O Reino da Arábia Saudita celebra, nesse sábado(23), o 87º aniversário de independência. Para celebrar a data no país, neste fim de semana, pela primeira vez, mulheres puderam entrar em estádio para assistir ao espetáculo musical, em Riad, capital. A informação foi dada pela Autoridade Geral de Entretenimento, em comunicado oficial. Em Brasília, uma festa será oferecida no próximo dia 25 de setembro, na embaixada, somente para convidados.

Embassy Brasília – Quais são as datas mais relevantes para o povo árabe-saudita?

Embassy Brasília – Por quanto tempo mais se espera que a religião islâmica permaneça como ela é atualmente?
Hisham Sultan Alqahtani – Na verdade todas as religiões do mundo pregam a fraternidade, o amor e a paz entre os povos e entre os indivíduos, essa é uma coisa comum entre as religiões.
Embassy Brasília – Na área de comércio exterior como estão as relações entre Brasil e a Arábia Saudita? E como ficou a importação em especial das carnes brasileiras, depois dos problemas com alguns produtores e processadores do Brasil?

Embassy Brasília – Além de alimentos, quais áreas de maior movimentação comercial entre ambos os países?
Hisham Sultan Alqahtani – Importamos maquinário agrícola, sapatos, gêneros alimentícios. O Brasil também compra muitos dos nossos produtos, como pedras preciosas, por exemplo.
Embassy Brasília – Quais são as cooperações entre Brasil e a Arábia Saudita?

Embassy Brasília – Como o senhor se sente na nossa capital e do que gosta do Brasil?
Hisham Sultan Alqahtani – Estou feliz em servir no Brasil e desejamos toda sorte de progresso social. Queremos o desenvolvimento das relações do Brasil com todos os povos. Gosto do estrangeiro, temos dez milhões de descentes de árabes em todo o mundo, aqui no Brasil, em São Paulo e Rio de Janeiro, que conheço, como ainda em algumas cidades do Sul e do Amazonas. Acho o povo brasileiro muito acolhedor. Gosto da comida da Bahia, da moqueca à moda baiana, dos assados e da feijoada.
Embassy Brasília – Falando em culinária, quais são os pratos mais comuns, no dia-a-dia dos árabe-sauditas?


A Arábia Saudita é o principal parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio e é segundo fornecedor de petróleo no mundo, atrás apenas da Nigéria. Em 2012, o comércio bilateral superou US$ 6 bilhões. Anteriormente dominadas por produtos agrícolas, sobretudo carnes e açúcar, as exportações do Brasil para a Arábia Saudita passara incluir, desde 2005, produtos de alto valor agregado.

O país é membro do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico, da Organização da Conferência Islâmica, do G20 e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Economia – A economia saudita é amplamente apoiada por sua indústria de petróleo, que responde por mais de 95% das exportações e 70% das receitas do governo, embora a parte da economia que não depende do setor petrolífero tenha crescido nos últimos tempos. Isto facilitou a transformação de um reino desértico e subdesenvolvido em uma das nações mais ricas do mundo, possibilitando a criação de um Estado de bem-estar social.
A implantação de técnicas de irrigação fez com que a Arábia Saudita tenha conseguido cultivar diversas culturas, com destaque para a produção de trigo, tâmara, tomate, melancia, cevada, uva, pepino, abóbora, berinjela, batata, cenoura e cebola.

As cores da bandeira são verde e branco. O verde representa o Islão e os elementos que a compõe são uma espada e a Shahadad, ambos na cor branca. Shahadad é o primeiro dos cinco pilares do Islamismo e tem o sentido de fé islâmica no ensinamento de que “Não há outra divindade digna de adoração exceto Alá, e Maomé é seu profeta”, segundo o livro sagrado, o alcorão.

O Reino da Arábia Saudita foi fundado pelo rei Abd al-Aziz Al Saud em 1932. A fundação se deu depois da unificação dos reinos de Hejaz e Néjede, e o novo Estado foi nomeado al-Mamlakah al-Arabyah as-Sudyah (Reino da Arábia Saudita). Contudo, as conquistas que levaram à criação do Reino começaram em 1902, quando Riade foi conquistada.
Quando o rei Fahd sofreu um enfarte em novembro de 1995, o seu sucessor, então príncipe-herdeiro Abdallah, assumiu a condução do governo. Morto o rei Fahd, em 1º de agosto de 2005, Abdallah sucedeu-lhe, convertendo-se no rei do país, até 22 de janeiro de 2015, quando também faleceu. Em 23 de janeiro daquele ano, seu meio irmão Salman bin Abdalaziz Al Saud tornou-se legatário do trono.




