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Apagão no Itamaraty, Brasil à deriva

por Liz Elaine
29 de março de 2021
em Artigos
Tempo de Leitura: 4 mins
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Brasília 60 Anos - Palácio Itamaraty

Brasília 60 Anos - Palácio Itamaraty

A dificuldade do Brasil em obter acesso às vacinas ou insumos para sua produção não é um acidente. O descrédito do Brasil no exterior, a falta de suporte aos brasileiros que residem fora do país, a ausência de uma política externa clara e protecionista aos produtos brasileiros no comércio internacional são parte de uma coleção de erros ideológicos e escolhas políticas malfadadas que, hoje, cobram seu preço dentro e fora do Brasil. Ao longo dos últimos dois anos, o que vimos no Ministério de Relações Exteriores brasileiro foi uma ruptura paradigmática da diplomacia que demorará décadas para se recompor.

Uma fragmentação desnecessária, não apenas para obtenção de benefícios internos ao país, mas também para assegurar a proteção da gigantesca parcela da comunidade brasileira que reside no exterior e que, somente até abril de 2020, dado mais recente, mandou US$ 358 mil dólares por hora para o Brasil. O levantamento mostrou que os brasileiros que tentam a vida no exterior nunca mandaram tanto dinheiro para as famílias que ficaram no Brasil, sobretudo durante a pandemia.

O envio de dinheiro estrangeiro para o Brasil aumentou gradativamente desde 2015, quando o país entrou em recessão, mas a pandemia gerou um empurrão extra e as remessas enviadas de países como Estados Unidos, Reino Unido e Japão bateram recorde histórico: US$ 3,098 bilhões nos 12 meses encerrados em abril de 2020. Os números do Banco Central mostram que o Brasil parece ter voltado duas décadas no cenário da emigração. Desde março de 2019, a remessa de brasileiros que vivem no exterior sobe sistematicamente mês a mês e, pela primeira vez na história no ano passado, superou o recorde histórico observado em meados da década de 1990.

Números extremamente relevantes, mas que parecem ignorados pela atual gestão do Itamaraty que enfraqueceu consulados e paralisou, desde o início da pandemia – meados de março do ano passado, serviços extremamente importantes para cidadãos e empresas brasileiros que vivem e funcionam nos EUA, por exemplo. A sensação da comunidade brasileira que reside no país norte-americano é de completo abandono.

Durante a pandemia, sem suporte ou informações dos consulados brasileiros nos Estados Unidos, empresas brasileiras se uniram para buscar ajuda do Governo americano e peticionar aos pacotes de ajuda econômica para manterem-se em funcionamento e preservarem a geração de empregos – com a maioria de empregados brasileiros. Último dado do Mapa bilateral de investimentos Brasil-USA mostrou que as empresas brasileiras geraram mais de 74.200 empregos diretos nos EUA.

No que consiste ao apoio consular aos brasileiros na pessoa física, cresce o número de reclamações entre a comunidade brasileira que necessita de serviços consulares nos EUA. O prazo para emissão de passaportes – somente em regime de urgência – ultrapassou dois meses de espera segundo o próprio Cônsul-geral do Brasil em Miami-FL, em divulgação a canal de notícia local da comunidade na Flórida.

Após a suspensão da entrada de brasileiros nos Estados Unidos anunciada pelo Governo Americano no ano passado, inúmeros brasileiros que residiam nos EUA mas estavam fora do país buscaram auxílio do Ministério das Relações Exteriores para ingressar no país norte-americano. O caso mais emblemático foi dos estudantes brasileiros que necessitavam retornar aos EUA e que, em muitos casos sem respostas do MRE, tiveram que aguardar a quarentena em outros países como o México, por exemplo, para conseguir a reentrada em solo americano.

O que temos observado no Itamaraty é a execução de uma política ideológica que rompe com o ideário da construção de pontes e manutenção de relações exteriores com todos os países, independentemente de suas vertentes ideológicas. O preço por essa nova escolha política é o completo isolamento do Ministério de Relações Exteriores brasileiro em demandas urgentes.

Internamente, nos EUA, não houve nenhuma movimentação pública da embaixada brasileira em Washington ou dos Consulados brasileiros no país, ao longo da corrida eleitoral americana que objetivasse uma aproximação diplomática à plataforma democrata de Joe Biden. O presidente brasileiro foi um dos últimos a reconhecer a vitória de Biden e apontou fraudes na eleição do democrata, dando vazão ao discurso de Trump até o fim da transição de poder nos EUA.

O resultado: o isolamento completo do Brasil nas relações exteriores com os EUA – nessa nova gestão. O fenômeno já acendeu sinal vermelho para exportadores brasileiros que podem sofrer sanções comerciais aos seus produtos nos EUA – o segundo maior parceiro comercial do Brasil para muitos produtos. Sem apoio e referência empresas brasileiras que se internacionalizaram para o país norte americano, buscam suporte autônomo em consultorias privadas para estudar o cenário político e econômico e buscar uma aproximação com o novo governo americano.

Agora, enquanto espera o novo nome que conduzirá a pasta, só resta ao Brasil torcer para que a condução da política externa do país retome a luz ao farol da diplomacia ou seguiremos mantendo o apagão no MRE que deixará marcas profundas, que a história julgará, principalmente no exterior.

 *Rodrigo Lins é Mestre em Comunicação, Pesquisador da Imigração, Professor universitário, jornalista e escritor. Teve a carreira reconhecida como extraordinária pelo Governo Americano em 2016 e reside legalmente nos EUA. É autor do livro “Internacionalize-se: Parâmetros para levar a carreira profissional aos EUA legalmente”, lançado em 2019. Dirige a agência de Comunicação, Marketing e Imprensa multinacional Onevox Global com sede nos EUA. Mais informações: onevoxglobal.com

Tags: apagãoBrasilderivaItamaratyRodrigo Lins
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Brasileiros no exterior: Governo reduz pela metade Brasileiros no exterior: Governo reduz pela metade taxa de passaporte -

A medida foi divulgada nesta terça-feira (05), em comunicado do Itamaraty

A partir de 1º de junho de 2026, brasileiros que vivem no exterior terão acesso a passaportes com custo reduzido em 50 por cento. A medida, publicada pela Portaria MRE nº 664/2026, equipara as taxas consulares aos valores cobrados no Brasil.

O governo destacou que a iniciativa beneficia especialmente famílias binacionais e crianças nascidas fora do Brasil, facilitando a regularização de documentos essenciais ao exercício dos direitos dos cidadãos brasileiros no mundo.

A redução também pretende aproximar o preço da emissão no exterior aos valores cobrados em território nacional. Hoje, o custo da obtenção de um passaporte no Brasil varia de R$ 257,25 a R$ 514,50.

🔗 Leia a matéria completa em embassynews.info
Brasil e Reino Unido avançam na cooperação em mine Brasil e Reino Unido avançam na cooperação em minerais críticos -

Evento realizado na sede da ApexBrasil reuniu especialistas, diplomatas e representantes dos dois governos para debater parcerias estratégicas no setor. Representando a Embaixada do Reino Unido, participou a ministra conselheira Sarah Clegg

O Brasil tem ampliado sua atuação no debate global sobre minerais críticos, insumos essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias. Nesse contexto, o país avança na construção de uma política nacional para o setor e busca fortalecer parcerias internacionais.

Foi com esse objetivo que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) sediou, no dia 29 de abril, a Mesa Redonda de Especialistas em Minerais Críticos Reino Unido–Brasil, encontro de alto nível que reuniu representantes de governos, setor produtivo, instituições finance...

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https://embassynews.info/brasil-e-reino-unido-avancam-na-cooperacao-em-minerais-criticos/

#Apex #Brasil #Cooperação #críticos #exportações #LaudemirMuller #minerais #reinounido #SarahClegg
Bahia se posiciona como parceira estratégica da UE Bahia se posiciona como parceira estratégica da UE na indústria sustentável e transição energética -

Estado vem se consolidando como um parceiro estratégico da União Europeia no avanço da indústria sustentável, da transição energética e da inovação tecnológica, em um momento de fortalecimento das relações bilaterais após a entrada em vigor provisória do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu, em 1º de maio.

Entre os dias 4 e 6 de maio, o estado recebeu uma delegação de adidos comerciais europeus no âmbito do programa “Conhecendo a Indústria”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa tem como objetivo apresentar o potencial produtivo e tecnológico brasileiro, além de ampliar a cooperação econômica e atrair investimentos estrangeiros.

Um dos principais pontos da agenda foi a visita ao SENAI Cimatec, em Salvador, considerado um dos mais avançados centros de inovação industrial...

🔗 Link Completo da Matéria:

https://embassynews.info/bahia-se-posiciona-como-parceira-estrategica-da-ue-na-industria-sustentavel-e-transicao-energetica/

#Bahia #delegação #energia #Europeia #Indústria #MERCOSUL #UE #União
‘Era necessária’: embaixador lamenta impacto e apo ‘Era necessária’: embaixador lamenta impacto e aponta vantagens na nova lei de cidadania -

Diplomata diz que reforma da cidadania italiana era necessária e aponta vantagens

O embaixador Alessandro Cortese comentou a nova lei da cidadania italiana durante entrevista ao JR Entrevista, da TV Record, na última sexta-feira (30). Ele abordou a decisão da Corte Constitucional relacionada ao decreto-lei nº 36/2025, convertido na lei nº 74/2025, e destacou pontos que, segundo ele, podem beneficiar ítalo-descendentes.

Ao tratar da validade da norma, o embaixador afirmou que a legislação já está em vigor.

“A verdade é que a Corte Suprema Italiana já tem uma decisão. Disse que tudo era legítimo, tudo é correto. Então a lei, a nova lei sobre a cidadania é operante agora, em vigor”, disse em entrevista.

Ele também mencionou ...

Link completo da matéria:

https://embassynews.info/era-necessaria-embaixador-lamenta-impacto-e-aponta-vantagens-na-nova-lei-de-cidadania

#AlessandroCortese #cidadania #Embaixador #impacto #iTália #Lei #necessária #vantgens
A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
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