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Por que a Ásia está melhor que a Europa na pandemia? O segredo está no civismo

por Liz Elaine
31 de outubro de 2020
em Artigos, Destaque 3
Tempo de Leitura: 6 mins
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Maki, Mayu, Koiku and Ikuko, who are geisha, wear protective face masks as they walk to a restaurant after attending a dance class, during the coronavirus disease (COVID-19) outbreak, in Tokyo, Japan. July 13, 2020. Ikuko fears an extended pandemic could prompt some geisha to quit. "Now is the worst of the worst", she said. "How are we going to get through? It'll take all of our body and soul." REUTERS/Kim Kyung-Hoon     SEARCH "GEISHA COVID-19" FOR THIS STORY. SEARCH "WIDER IMAGE" FOR ALL STORIES. - RC26UH9J88EA

Maki, Mayu, Koiku and Ikuko, who are geisha, wear protective face masks as they walk to a restaurant after attending a dance class, during the coronavirus disease (COVID-19) outbreak, in Tokyo, Japan. July 13, 2020. Ikuko fears an extended pandemic could prompt some geisha to quit. "Now is the worst of the worst", she said. "How are we going to get through? It'll take all of our body and soul." REUTERS/Kim Kyung-Hoon SEARCH "GEISHA COVID-19" FOR THIS STORY. SEARCH "WIDER IMAGE" FOR ALL STORIES. - RC26UH9J88EA

A segunda onda do coronavírus é mais benigna no continente asiático que no europeu

Ao ser perguntado sobre como o Japão conseguiu combater a pandemia com tanto sucesso em comparação com o Ocidente, o ministro japonês da Economia, Taro Aso, de mentalidade nacionalista, respondeu concisamente com a palavra mindo, que literalmente significa “o nível das pessoas”. O termo não deixa de ser problemático, pois é empregado no Japão também para apontar sua superioridade nacional. Mindo pode ser traduzido como “nível cultural”.

Esta declaração do ministro da Economia gerou polêmica inclusive no Japão. Ele foi recriminado por se dedicar a propagar um chauvinismo nacional justamente numa época em que a solidariedade mundial é mais necessária do que nunca. Mas, perante seus críticos, Aso defende sua postura de que os japoneses acataram com determinação as rigorosas medidas higiênicas, apesar de o Governo não ter estabelecido multas contra os infratores. Em outros países, as pessoas não conseguiriam se comportar assim, continuava dizendo Aso, nem mesmo se fossem obrigadas.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que não só o Japão, mas também outros países asiáticos, como China, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura e Hong Kong, conseguiram manter a pandemia controlada. A Europa e os Estados Unidos, pelo contrário, estão sendo realmente dominados neste momento pela segunda onda de contágios. Na Ásia, praticamente não houve reinfecções. As cifras de contágios atuais são tão baixas que podem ser desdenhadas. São justamente estes países que demonstram que podemos enfrentar a pandemia com sucesso mesmo se não dispusermos de uma vacina. Enquanto isso, os asiáticos observam com incrédulo pasmo o desamparo dos europeus à mercê do vírus e a impotência com que os Governos europeus tratam de combater a pandemia.

Em vista de diferenças tão chamativas nos índices de contágio, é quase inevitável se perguntar o que faz a Ásia que a Europa não faz. Que a China tenha conseguido conter a pandemia se pode explicar em parte porque lá o indivíduo está submetido a uma vigilância rigorosa, que no Ocidente seria inconcebível. Mas a Coreia do Sul e Japão são democracias. Nestes países não é possível um totalitarismo digital no estilo da China. Entretanto, na Coreia se faz um monitoramento digital implacável dos contatos, que não é competência do Ministério da Saúde, e sim da polícia. O rastreamento de contatos é feito com métodos tecnológicos próprios da criminalística. Também o aplicativo Corona-app, que todos sem exceção baixaram em seus smartphones, embora não seja obrigatório, trabalha de forma muito precisa e confiável. Quando os monitoramentos de contatos não podem ser exaustivos, são analisados também os pagamentos com cartão e as imagens captadas pelas inúmeras câmeras públicas de vigilância.

A bem-sucedida contenção da pandemia na Ásia se deve, portanto —como muitos no Ocidente supõem— a um regime de higiene que atua rigorosamente e que recorre à vigilância digital? Evidentemente, não. Como sabemos, o coronavírus é transmitido por contatos estreitos, e qualquer infectado pode especificá-los por si mesmo, sem necessidade de estar submetido a vigilância digital. Enquanto isso, já sabemos que, para ocorrerem cadeias de contágios, não é tão relevante quem esteve brevemente onde e quando, nem quem passou por qual rua. Mas como se explica então que, independentemente do sistema político dos respectivos países, os índices de contágio na Ásia tenham se mantido tão baixos? O que une a China com o Japão ou a Coreia do Sul? O que Taiwan, Hong Kong e Singapura fazem de forma diferente dos nossos países europeus? Os virologistas especulam sobre as causas de a Ásia ter cifras de contágio tão baixas. O prêmio Nobel de Medicina japonês Shinya Yamanaka fala de um “fator X” que é dificilmente explicável.

É incontestável que o liberalismo ocidental não pode impor a vigilância individual do tipo chinês. E é melhor que seja assim. O vírus não deve minar o liberalismo. Entretanto, também no Ocidente esquecemos rapidamente a preocupação com a esfera privada assim que começamos a nos mover pelas redes sociais. Todo mundo se desnuda impudicamente. Plataformas digitais como Google e Facebook têm um acesso irrestrito à esfera privada. O Google lê e analisa e-mails sem que ninguém se queixe disso. A China não é o único país que solicita dados de seus cidadãos com o objetivo de controlá-los e discipliná-los. O procedimento de scoring (qualificação de crédito social) na China se baseia nos mesmos algoritmos que os sistemas ocidentais de avaliação de crédito, como o FICO nos Estados Unidos e o Schufa na Alemanha. Olhando assim, a vigilância panóptica não é um fenômeno exclusivamente chinês. Dada a vigilância digital que de todos os modos já ocorre em todas as partes, o monitoramento anonimizado de contatos através do Corona-app seria algo totalmente inofensivo. Mas muito provavelmente o monitoramento digital de contatos não seja o motivo principal que permitiu aos asiáticos terem tanto sucesso no combate à pandemia.

A palavra que o ministro da Economia japonês usou contém, apesar de tudo —se lhe tirarmos sua inoportuna conotação nacionalista— um ponto de verdade. Ela aponta para a importância do civismo, da ação conjunta em uma crise pandêmica. Quando as pessoas acatam voluntariamente as regras higiênicas, não é preciso controle nem medidas forçosas, que são tão custosas em termos de pessoal e de tempo.

Conta-se que, durante as catastróficas inundações de 1962, Helmut Schmidt, que naquela época dirigia a Secretaria de Polícia do Hamburgo, disse: “É nas crises que se demonstra o caráter”. Parece que a Europa não está conseguindo demonstrar caráter perante a crise. O que o liberalismo ocidental mostra na pandemia é mais fragilidade. O liberalismo parece inclusive propiciar a decadência do civismo. Justamente esta situação nos ensina como o civismo é importante. Que grupos de adolescentes façam festas ilegais em plena pandemia, que se assedie, cuspa ou tussa nos policiais que tentam de dissolvê-las, que as pessoas não confiem mais no Estado, são amostras da decadência do civismo. Paradoxalmente, têm mais liberdade os asiáticos, que acatam voluntariamente as severas normas higiênicas. Nem no Japão nem na Coreia foi decretado o fechamento total nem o confinamento. Também os danos econômicos são muito menores que na Europa. O paradoxo da pandemia consiste em que a pessoa acaba tendo mais liberdade se impuser voluntariamente restrições a si mesma. Quem rejeita por exemplo o uso de máscaras como um atentado à liberdade acaba afinal tendo menos liberdade.

Os países asiáticos não têm muito cunho liberal. Por isso são pouco compreensivos e tolerantes com as divergências individuais. Daí que os imperativos sociais tenham tanto peso. Esse é também o motivo pelo qual eu, sendo coreano de nascimento, prefiro continuar vivendo no foco de infecção, que é Berlim, e não em Seul, por mais limpa de vírus que esteja. Mas é preciso salientar especialmente que os elevados índices de contágio durante a pandemia não são mera consequência natural de um estilo de vida liberal que deveríamos adotar e ponto. O civismo e a responsabilidade são armas liberais eficazes contra o vírus. Não é verdade que o liberalismo conduza necessariamente a um individualismo vulgar e a um egoísmo que joguem a favor do vírus.

A Nova Zelândia é um país liberal que já venceu pela segunda vez a pandemia. O êxito dos neozelandeses consiste também na mobilização do civismo. A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, falava ardorosamente da “equipe de cinco milhões”. Sua apaixonada apelação ao civismo teve ótima acolhida junto à população. Pelo contrário, o desastre norte-americano pode ser explicado porque Trump, levado por seu puro egoísmo e seu afã de poder, solapou o civismo e dividiu o país. Sua política torna totalmente impossível se sentir parte de um nós.

Liberalismo e civismo não têm por que se excluírem. Civismo e responsabilidade são mais um pré-requisito essencial ao bom resultado de uma sociedade liberal. Quanto mais liberal for uma sociedade, mais civismo será necessário. A pandemia nos ensina o que é a solidariedade. A sociedade liberal necessita de um nós forte. Do contrário, se desintegra em uma coleção de egoístas. E aí o vírus deixa tudo muito fácil. Se quiséssemos falar também no Ocidente de um “fator X” que a medicina não pode explicar e que dificulta a propagação do vírus, este não seria outra coisa senão o civismo, a ação conjunta e a responsabilidade com o próximo.

Byung-Chul Han é filósofo e ensaísta, leciona na Universidade das Artes de Berlim e é autor, entre outros livros, de ‘Sociedade do cansaço’. Este artigo (leia aqui em espanhol) é parte de seu novo livro ‘Caras de la muerte – Investigaciones filosóficas sobre la muerte’, que a editora Herder lança na Espanha.

 

Tags: ÁsiaByung-Chul HancivismopandemiaTaro As
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A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formaliza A EMBASSY tem a satisfação de anunciar a formalização de uma nova e relevante parceria institucional com a Embaixada da Geórgia, que resultará na produção de uma edição especial inteiramente dedicada ao país.

O projeto já está em andamento e mobiliza uma equipe multidisciplinar de excelência, composta por jornalistas, revisora, fotógrafa, designer gráfico e tradutores, com o compromisso de apresentar um conteúdo editorial de alto padrão, à altura da proposta e da relevância internacional da publicação.

Com lançamento previsto para o mês de maio, a 11ª edição da EMBASSY reafirma o compromisso de uma revista com qualidade, credibilidade e a valorização das relações internacionais.

Em breve, mais informações.
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