Súsan Faria
Fotos: Eliane Loin

Metade dos adultos brasileiros e uma em cada criança do país na idade entre 5 a 9 anos de idade estão obesas. Setenta por cento das doenças dos brasileiros são resultados de má alimentação. Há um crescimento do excesso de peso e obesidade e inadequação do padrão alimentar.


O secretário disse que em 159 municípios brasileiros, crianças de zero a cinco anos de idade estão desnutridas. Ao mesmo tempo, Caio Rocha destacou avanços como a Lei Orgânica e o Conselho Nacional de SAN, que tem 60 representantes, 20 governamentais e 40 da sociedade civil, os planos safra da Agricultura Familiar e Agricultura Empresarial, dentre outros projetos.
De acordo com Caio Rocha, a troca de experiências é fundamental para que os países do Caribe possam aperfeiçoar as ações. “Temos muita experiência na organização da agricultura familiar, além de sermos um dos protagonistas mundiais na produção de alimentos”, disse. A seu ver, o encontro possibilitará a troca de informações e a soma de esforços para fortalecer ações e programas de SAN. Durante a palestra, Caio Rocha falou sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que compra alimentos produzidos pela agricultura familiar com dispensa de licitação destinados a entidades socioassistenciais. Em 2017, o governo federal comprou 348.457 toneladas de alimentos doados a 28.183 entidades.

O diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero, destacou a importância da missão caribenha e disse que o IICA pretende estabelecer pontes em diversas regiões. “O Brasil tem muitos bons exemplos de agricultura. Modelos facilmente identificados de melhores práticas na área”, disse.
Otero assumiu a direção do IICA em janeiro deste ano e afirmou que quer menos burocracia e mais proximidade entre os países membros do Instituto, bem como acelerar o processo de cooperação Sul/Sul. “Não há solução única para todos, a estratégia tem de ser diferenciada, com o empoderamento da região do Caribe e mais competitividade. Estamos prontos para cooperar”, afirmou.


Já o ministro da Agricultura de São Cristovão e Nevis, Alexis Jeffers, lembrou que seu país é pequeno, mas tem um papel importante. “Todos aqui estão recebendo e ofertando. Estamos abertos. Os estados caribenhos têm preocupações e objetivos similares”, afirmou.
Os ministros e vice-ministros de Antígua e Barbuda, Dominica, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Bahamas, Guiana, Haiti, Jamaica, República Dominicana e Suriname participam do encontro, além de autoridades do MDS, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, IICA, MRE e representantes da Comunidade do Caribe (Caricom), da Organização dos Estados do Caribe Oriental (OECS) e do Instituto Caribenho de Pesquisa e Desenvolvimento da Agricultura (Cardi).
Visitas – Na terça-feira, 13 de março, no segundo dia de atividades em Brasília, os ministros e representantes caribenhos visitarão, em uma unidade da Embrapa, uma câmara de simulação climática para a produção de hortaliças com diferentes condições ambientais e uma estação de produção de fertilizante orgânico. Também comparecerão à conferência “Boas práticas de produção de hortaliças para a agricultura familiar”.

Para encerrar as atividades no Brasil, os ministros caribenhos se reunirão com o titular da pasta de Desenvolvimento Social, com o diretor-geral do IICA e com líderes da bancada parlamentar brasileira do agronegócio. Em seguida, os ministros e representantes caribenhos seguirão viagem para a Argentina. Mais informações no site http://www.iica.int/pt/content/ministros-de-agricultura-do-caribe-buscam-no-brasil-acesso-tecnologia-coopera ou telefone 55-61-2030-1505.











