Ministro das Relações Exteriores afirma que o Itamaraty tem condenado tanto as ações dos EUA e Israel contra o Irã, quanto os ataques iranianos aos países do Golfo.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou, nesta quarta-feira, 18, de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), quando defendeu o fortalecimento do sistema multilateral como forma de se evitar os conflitos e criticou o papel da Organização das Nações Unidas (ONU), por sua inércia em relação à guerra no Oriente Médio.
Ele foi convocado no dia 3, em atendimento a requerimento do deputado Rodrigo Valadares (UNIÃO/SE). Posteriormente, a CREDN aprovou outros dois convites ao ministro, por iniciativa dos deputados Gustavo Gayer (PL/GO) e Helio Lopes (PL-RJ).
No encontro, o chanceler explicou que o Brasil trabalha e continuará trabalhando para que os países envolvidos no conflito no Oriente Médio resolvam suas diferenças em uma mesa de negociações. Apesar de reconhecer o “papel limitado das Nações Unidas diante da crise”, o ministro garantiu que o Brasil manterá a defesa “de uma ordem internacional baseada em regras, no fortalecimento do multilateralismo e na solução pacífica de controvérsias”.
China
Em relação às supostas bases militares da China no Brasil, fato difundido por um relatório apresentado no Congresso dos EUA, Mauro Vieira garantiu que elas não existem. Sobre o relatório, afirmou se tratar de “referências que são imprecisas e inconsistentes. A estação Tucano não existe, não há uma construção, não há um soldado, não há uma estrutura, não há operação”, destacou. Além disso, revelou não existirem acordos militares do Brasil com a China.
auro Vieira também falou sobre a possibilidade dos EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e defendeu a postura do governo brasileiro que rechaça essa possibilidade.
De acordo com o ministro, tal classificação poderia resultar em sanções e intervenções externas. Além disso, explicou que o Brasil entregou ao governo dos EUA uma proposta de combate ao crime organizado e o narcotráfico na região.
Fonte: Assessoria de Imprensa CREDN





