Súsan Faria
Fotos: Eliane Loin


“Queremos compartilhar essa tradição de milênios, um costume pré-Inca. É uma tradição que queremos realizar todos os anos”, explicou o diplomata. Depois dos preparos iniciais, os pachamanqueros colocaram várias pedras dentro do forno – cavado na terra e com bordas de tijolos – por oito horas, chegando a uma temperatura de mil graus. Colocaram os alimentos em uma bandeja – primeiro, as carnes de galinha, carneiro e de vaca previamente temperadas com especiarias típicas das regiões de “chincho” e o “huancatay”, dentre outros. Cobriram folhas de repolho e pedras e foram adicionando bandejas de batatas inglesas variadas, batata doce, mandioca e ervilhas. Em 40 minutos, a saborosa refeição foi servida.

O embaixador da Espanha, Fernando Villalonga, destacou que a cozinha peruana é uma das melhores do mundo. As residências de Villalonga e do embaixador do Peru, Vicente Rojas são vizinhas.

“Ver ao vivo essa tradição é uma oportunidade única. Só temos a agradecer. Parabéns ao Peru e pela tradição”, disse a jornalista Marlene Galeazzi, em nome dos colegas da imprensa. O pachamanquero Lino Artigas contou que os alimentos vieram do Peru e que Pacha – significa terra e manca, panela. Pachamanca vem da línguaquechua- ainda falada no interior do Peru.

“Estou emocionada. Que desfrutem bem. Espero que lhes encantem”, disse a pachamanquera Alexandrina Polinário. Como não encantar? Conhecer a cultura e a milenar gastronomia peruana em um ambiente descontraído e sabor inigualável. 


























