
Súsan Faria
“A palavra Holocausto nos remete a um dos períodos mais bárbaros e sombrios da humanidade. Seis milhões de judeus, ao lado de outros inúmeros cidadãos, foram brutalmente assassinados. Um terço de nossa população foi aniquilada”. Disse, em seu discurso, o embaixador de Israel, Yossi Shelley, durante a sessão solene da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), realizada na noite de quarta-feira, 28, em homenagem ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.


Yossi Shelley destacou que além de ouvir e entender sobre o trágico acontecimento é essencial questionar. “Manter vivas as lições do Holocausto não cabe apenas aos governos ao redor do mundo, mas a cada um de nós como cidadãos. Todos temos responsabilidades mútuas em uma escala global”, acredita.

Dentre os embaixadores e autoridades presentes à solenidade estava o Ministro de Ciência e Tecnologia de Israel, Ofir Akunis, que na ocasião disse que o Estado de Israel continuará a ser um testemunho vivo da vitória da humanidade sobre o regime nazista e continuará a luta com os aliados do mundo todo contra os que negam o Holocausto.

Já o presidente da Câmara Legislativa do DF, Joe Valle, disse que é inadmissível que pessoas morram por causa da intolerância religiosa, ódio e violência contra comunidades.

Na ocasião, o maestro Thiago Francis Silvério executou uma das músicas do filme “A Lista de Schindler”, que conta como um empresário alemão, Oskar Schindler salvou a vida de mais de mil judeus. Também durante a solenidade foram feitas orações pelas vítimas do Holocausto.

Já o embaixador Marcos Galvão destacou que o ministro das Relações Exteriores, Aloísio Nunes Ferreira Filho, não compareceu à solenidade este ano por estar em Israel, onde também participou de cerimônias em homenagem às vítimas do Holocausto. Disse que há mais de 70 anos, homens e mulheres em todo o mundo questionam como o horror Holocausto pôde ocorrer. “Esse crime sem igual na história nos provoca tristeza profunda e até hoje indignação. A rememoração do Holocausto é fundamental para nos manter a vigilância diante do antissemitismo e de outras formas de discriminação que se manifestam hoje recicladas em não menos odiosas roupagens”, comentou.
“Ante o sofrimento e desespero das vítimas da perseguição nazista, Luís Martins e Aracy preferiram seguir suas consciências e não as normas burocráticas, assumindo riscos pessoais concederam vistos brasileiros a muitos perseguidos, permitindo-lhes sobreviver e a refazer suas vidas em outros continentes”, comentou o ministro interino das Relações Exteriores, Marcos Galvão.




























