Malásia e Singapura receberão em setembro missão comercial para explorar mercados que atendem a população muçulmana.
O Projeto Halal do Brasil realizará entre 14 e 20 de setembro uma missão comercial para a Malásia e Singapura para que empresas de alimentos e bebidas prospectem potenciais negócios nos dois países muçulmanos. Nesta segunda-feira (7), o webinar “Malásia e Singapura – oportunidades no sudeste asiático” apresentou as características dos países e detalhes da agenda da missão, que é realizada pelo Projeto Halal do Brasil, uma iniciativa da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrail) para promover no exterior produtos halal, que seguem as normas do islamismo, feitos no Brasil.
Além da missão, será realizada por meio do Projeto Halal do Brasil, a participação de empresas brasileiras na feira Mihas, na Malásia, entre 17 e 20 de setembro. Esta é a maior feira do mundo de produtos halal. O Projeto Halal do Brasil participará dela pela terceira vez.
O vice-presidente de Relações Internacionais e secretário-geral da Câmara Árabe, Mohamad Mourad, afirmou no webinar que exportar para Malásia e Singapura representa alcançar um mercado consumidor estimado em US$ 6 trilhões a US$7 trilhões por ano, formado por 57 países, entre eles nações do sudeste asiático e de países árabes. “São mercados extremamente promissores, com população e economias que crescem acima da média mundial”, disse.
Adido agrícola do Brasil na Malásia, Dalci Bagolin apresentou características de mercado e regulatórias da Malásia e indicou produtos que têm demanda naquele país. Entre esses produtos, citou cacau, algodão e couro porque o país processa alimentos e artigos de vestuário e os distribui para diversos países. Café, mel e açaí, além de produtos com valor agregado, também têm mercado na Malásia. Os produtos, porém, sempre precisam ter certificação halal para terem maior aceitação com o público local.
Sudeste asiático favorece exportador
Assim como a Malásia, a Singapura reexporta produtos para o sudeste asiático. Com um território pequeno e seis milhões de habitantes, depende de importações para quase tudo o que consome. O adido agrícola do Brasil em Singapura, Luiz Caruso, afirmou que, por serum grande importador, o país tem um mercado aberto, fácil de encontrar contatos e de fazer negócios.
Fonte: ANBA





