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Paradiplomacia e a dimensão subnacional da geopolítica

25 de janeiro de 2026
em Artigos
Tempo de Leitura: 4 mins
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Diante do acordo Mercosul–União Europeia e da intensificação das relações com a Ásia e o Sul Global, incorporar variáveis geopolíticas e geoeconômicas à atuação internacional dos governos locais torna-se imperativo

*Robson Cardoch Valdez – Professor de Relações Internacionais do IDP-Brasília

Como é sabido, a assinatura do Acordo de Livre Comércio Mercosul-União Europeia aconteceu em um cenário internacional marcado pela fragmentação das relações comerciais e por disputas geopolíticas com impactos imprevisíveis sobre a hierarquia do poder no sistema internacional. Seus efeitos não se limitam exclusivamente ao âmbito federal e alcançam diretamente os governos subnacionais que lidam, no cotidiano, com incorporação de novas normas e redefinição de parcerias estratégicas. É dentro desse contexto que a paradiplomacia de estados e municípios passa a ocupar um papel central no sentido de alinhar suas estratégias de desenvolvimento de forma sistêmica por meio de uma refinada leitura das dinâmicas geopolíticas e geoeconômicas globais.

Tomemos o Rio Grande do Sul como exemplo. Em 2025, Bélgica, Vietnã, Indonésia e Paraguai destacaram-se como parceiros que ampliaram, significativamente, seus respectivos fluxos comerciais com o estado, ficando atrás somente de destinos tradicionais, como China, Estados Unidos e Argentina. Somados, aqueles países (Bélgica, Vietnã, Indonésia e Paraguai) aproximaram-se do volume importado por norte-americanos e argentinos. Adicionalmente, faz-se necessário ressaltar que o gradual esforço de diversificação de parceiros comerciais empreendido pelo estado ao longo dos últimos anos, ainda que de forma reativa e intuitiva, foi crucial para mitigar os impactos do tarifaço de Donald Trump sobre o conjunto da economia gaúcha.

No ano passado, a Bélgica respondeu por US$ 846,5 milhões em exportações do Rio Grande do Sul (3,9% do total). Trata-se de uma pauta pouco diversificada, fortemente concentrada no tabaco e com participação secundária de plásticos. Contudo, mais do que um mercado relevante em termos absolutos, trata-se de importante porta de entrada para a União Europeia. Nesse sentido, a paradiplomacia profissional se vê diante de desafios adicionais, uma vez que o acesso ao mercado europeu está associado a exigências rigorosas em áreas como sustentabilidade, padrões sanitários e rastreabilidade. Dessa forma, para os governos subnacionais, a paradiplomacia pode funcionar como canal permanente de diálogo técnico e institucional, preparando setores produtivos locais para produtivos locais para um ambiente regulatório cada vez mais complexo e normativo.

O Vietnã, por sua vez, absorveu US$ 692 milhões das exportações gaúchas (3,2%) e se destaca como um mercado dinâmico para alimentos (cereais, resíduos, carnes e grãos), além de tabaco, couro e plásticos. Em processo de aprofundamento de sua relação comercial com o Mercosul, o país integra uma estratégia asiática voltada à diversificação de parceiros e ao fortalecimento industrial. Para estados e municípios brasileiros, o Vietnã, que já oferece oportunidades relevantes, torna-se um parceiro ainda mais estratégico diante das parcerias com o Brasil e de seu desejo de firmar um acordo de livre comércio com o Mercosul. Da mesma forma, estados e municípios precisam se preparar profissionalmente para competir em cadeias agroindustriais e compreender modelos de desenvolvimento e políticas estatais típicas do Sudeste Asiático.

Já a Indonésia importou US$ 602,9 milhões do Rio Grande do Sul (2,8%), com compras concentradas em resíduos da indústria de alimentos, tabaco e cereais. Como integrante dos Brics, o país se insere em uma lógica geoeconômica que busca maior autonomia em relação aos centros tradicionais do comércio internacional. A aproximação com mercados desse perfil exige dos governos locais uma leitura estratégica que vá além do curto prazo, incorporando considerações sobre alinhamentos políticos, estabilidade institucional e possibilidades de cooperação Sul-Sul.

Por fim, esses dados revelam que a inserção internacional subnacional se dá em múltiplos tabuleiros ao mesmo tempo. Nesse contexto, a paradiplomacia, não se resume simplesmente à promoção comercial, mas passa a desempenhar uma função mais ampla de gestão estratégica de riscos e oportunidades. Desse modo, a paradiplomacia contribui para a diversificação de mercados, a redução de vulnerabilidades externas e o fortalecimento da resiliência econômica regional, além de fomentar parcerias de cooperação em áreas como a educação, turismo e inovação.

Assim, diante do acordo Mercosul-União Europeia e da intensificação das relações com a Ásia e o Sul Global, incorporar variáveis geopolíticas e geoeconômicas à atuação internacional dos governos locais torna-se imperativo. Estados e municípios que investirem em capacidades paradiplomáticas estarão mais bem posicionados para converter acordos comerciais em desenvolvimento sustentável, competitividade regional e maior autonomia estratégica em um mundo cada vez mais multipolar.

Fonte: Correio Braziliense

Tags: dimensãoEuropéiaGeopolíticaMERCOSULParadiplomaciaRobson Cardoch ValdezSubnacionalUEUnião
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