Súsan Faria
Fotos: Eliane Loin
Na próxima semana o Catar estará em festa. No dia 18 de dezembro o país comemora o Dia Nacional . A data é considerada o ponto da virada na história do país, quando começou sua jornada rumo à modernidade. Uma ocasião para honrar a história e identidade, e para homenagear aqueles que trabalharam e continuam a trabalhar para fazer do Catar uma grande nação. Hoje o país já é um dos mais ricos emirados do Oriente Médio. Em Brasília, as comemorações foram antecipadas para a última terça-feira(12) com festa no Espaço Porto Vitória. Na ocasião, o embaixador Mohammed Ahmed Hassan Alhayki, fez um balanço do contexto político na região e do crescimento das relações com o Brasil que poderá ter isenção de visto para turistas.


Os músicos Mahmoud Al Massri, no debark; e Bernardo Bitencourd, no alaúde, ambos radicados em Brasília, tocaram muitas canções do Catar, antes e durante a festa. A Banda da Polícia Militar do Distrito Federal executou o Hino Nacional daquele país e do Brasil. Dois jovens brasileiros apaixonados pela Catar – os estudantes Júlio César de Freitas, de 13 anos; e Luigi Lombardo, de 11 anos – receberam prêmios e homenagens. Júlio vive em Paulínia (SP) sonha em ser goleiro naquele país, escreveu cartas à Embaixada do Catar pedindo um par de luvas e chuteiras. “Me senti honrado em receber o pedido, um livro e uma carta-surpresa”, disse. Luigi vive em Brasília e venceu um concurso do Colégio Leonardo Da Vinci para escrever sobre um país. “Podia escolher falar sobre a Alemanha, os Estados Unidos, a Indonésia…mas quis estudar e falar sobre o Catar”, explicou.

Contudo, um bloqueio foi imposto ao Catar, em junho deste ano, segundo o embaixador Mohammed Ahmed, acompanhado de uma campanha midiática e diplomática implacável, baseada em mentiras visando asfixiar o país, desestabilizar o seu sistema de governo, com intervenção militar. “Esta campanha de mentiras se mostrou um produto sem valor e sem mercado consumidor. A conspiração fracassou graças a sábia política adotada pela liderança política encabeçada por Sua Alteza Sheikh Tamim Bin Hamad Al Thani”, afirmou o diplomata. Segundo ele, os planos da conspiração foram frustrados, porém ficaram marcas que afetaram os laços familiares, dispersaram famílias, impediram estudantes universitários e bolsistas de prosseguirem seus estudos, após serem expulsos dos países do bloqueio. “A classe empresarial perdeu negócios. Nesse contexto, gostaria de enaltecer a Sua Alteza Sheikh Sabah El Ahmad El Jaber El Sabah, Emir do Estado do Kuwait, visando consertar a fissura e o restabelecimento da estabilidade e da segurança na região”, discursou o embaixador.
Palestina – Mohammed Ahmed comentou a situação da Síria: “esperamos uma solução política para pôr fim ao sofrimento do povo sírio, capaz de garantir que eles vivam em paz, em liberdade e com dignidade”. Sobre o Iraque, destacou que o país sofreu com o terrorismo e a barbárie praticados pelo Estado Islâmico. Disse que apoia todos os esforços em favor da paz, da estabilidade e da segurança na Líbia e lembrou que o sofrimento do povo palestino perdura há mais de 70 anos “de ocupação, confisco de terras, construção de assentamentos, deslocamentos forçosos, barreiras, repressão e violação do direito de estabelecer aquele estado com Jerusalém como capital”. Sobre o Brasil, o diplomata afirmou que as relações cataris-brasileiras atingiram elevados patamares, principalmente com as visitas realizadas por autoridades brasileiras à Doha.



Foi um protetorado britânico até ganhar a independência em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas oriundas do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás). Antes da descoberta do petróleo, sua economia era baseada principalmente para a extração de pérolas e comércio marítimo. Atualmente, lidera a lista dos países mais ricos do mundo pela revista Forbes e de países com maior desenvolvimento humano no mundo árabe. Desde a primeira Guerra do Golfo, tem sido um importante aliado militar dos Estados Unidos e atualmente abriga a sede do Comando Central da superpotência na região.
Com uma população estimada em 1,9 milhões de habitantes, apenas 250 mil são nativos catarianos. Os demais são trabalhadores estrangeiros, especialmente de outras nações árabes (13%), Subcontinente indiano (Índia 24%, Nepal 16%, Bangladesh 5%, Paquistão 4%, Sri Lanka 2%), Sudeste Asiático (Filipinas 11%) e demais países (7%). Também é um dos poucos países do mundo em que seus cidadãos não pagam impostos. Fonte: wikipedia
































