Israel comemora aniversário da sua criação, em 1948, exaltando avanços tecnológicos e liderança mundial na dessalinização e reciclagem de água
Súsan Faria*
Fotos Eliane Loin


O embaixador ressaltou a importância dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que levaram 12 israelenses a receber prêmios Nobel (Economia, Química, Literatura e Paz). Grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Google, Intel e Microsoft abriram os primeiros centros de pesquisa e desenvolvimento – fora dos Estados Unidos – em Israel. Por último, Yossi Shelley afirmou que a relação entre Israel e o Brasil avançou muito, com visitas entre representantes dos dois países e acordos assinados. “Acreditamos no potencial do Brasil. Temos parcerias nas áreas de água e segurança pública”, citou.


A seu ver, 70 anos de Israel é uma oportunidade de recordar o passado, mas de celebrar iniciativas bilaterais que nos une. Afirmou que hoje 110 mil judeus vivem no Brasil e 10 mil brasileiras estão radicados em Israel.

Também se apresentaram na festa os bailarinos Nadarn Rossano e OritSuccary, vindos de Israel. Antes das cerimônias, foram exibidos em dois telões regiões turísticas como o Lago Hula e cidades como Sarona, Telaviv, Jaffa, Nazaré, Massada e Jerusalém, sempre mostrando a culinária e belas paisagens com depoimentos dos visitantes estrangeiros.
O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, parlamentares, embaixadores e representantes do corpo diplomático estiveram presentes.
História – Três anos depois do Holocausto nazista, com apenas 800 mil judeus, surgiu Israel. E hoje, 19 de abril, os israelenses comemoram 70 anos da independência do seu Estado. O Dia da Independência, ou Yom Haatzmaut, em hebraico, é a data nacional – não religiosa – mais importante do país. Os festejos começaram ontem com a tradicional cerimônia do Dia da Independência no Monte Herzl, em Jerusalém.
Israel nasceu oficialmente em 14 de maio de 1948 sob a liderança de David Ben Gurion. Antes dessa decisão, nação recente enfrentou a “Guerra da Independência”, que ocorreu entre maio de 1948 e janeiro de 1949.

As discussões diplomáticas estavam quentes quando líderes judeus se decretaram a independência de Israel em maio de 1948. A resposta árabe foi imediata: no dia seguinte à declaração de independência, Egito, Síria, Líbano e Iraque atacaram o novo país. Cerca de 750 mil árabes que viviam na região foram obrigados a fugir por causa do conflito. Por outro lado, 800 mil judeus residentes em países como Síria, Iraque, Tunísia, Líbia e Iêmen deixaram às pressas seus lares, a maioria tornando-se imediatamente cidadãos de Israel. A vitória israelense viria no ano seguinte, em 1949, garantindo a sobrevivência do novo país. A violência na região persiste.

“Desde a sua criação, o Estado de Israel tem acolhido judeus do mundo inteiro, de diversas culturas, com línguas e costumes diferentes, mas todos com uma só vontade: a de construir um Estado livre e independente aonde possam finalmente viver em paz. A primeira parte foi conseguida. A segunda, ainda está elusiva. Mas as vitórias que a Comunidade Internacional Brasil & Israel teve ao longo dos anos, mudando o conceito de pessoas influentes, de formadores de opinião e do público em geral, nos dão muita esperança que a verdade irá prevalecer e Israel será então finalmente reconhecida por seus inimigos como a Terra Prometida do Povo Judeu”, disse Jane.
A Comunidade está organizando a entrega da “Medalha Israel 70 anos, eu estava lá”, a ser concedida no dia 19 de novembro de 2018, em Jerusalém, Israel. A cerimônia contará com a presença de personalidades brasileiras que estarão em Israel entre os dias 11 a 21 de novembro de 2018.
O programa de viajem incluirá entre outros a visita ao Parlamento de Israel, a plantação de uma árvore pela paz do Brasil, de Israel e do mundo, encontros com representantes seniores do governo israelense.
Fonte com adaptações: *https://mundoestranho.abril.com.br/historia/como-foi-a-fundacao-de-israel/
Edição: Liz Lôbo




























