Em telefonemas a ministros dos países afetados pelo conflito, titular das Relações Exteriores discute situação dos brasileiros, que podem obter visto de trânsito em caráter emergencial na Arábia Saudita.
Em uma série de telefonemas com ministros dos países árabes afetados pelo conflito Irã-Estados Unidos-Israel, o titular brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, discutiu a situação no Oriente Médio e da comunidade brasileira nestes países. Em notas, as embaixadas do Brasil no Golfo divulgaram que o governo brasileiro conversa com os países árabes sobre formas de permitir que seus cidadãos deixem as áreas afetadas. A Embaixada do Brasil em Abu Dhabi informou, em suas redes sociais, que nacionais brasileiros podem obter visto emergencial de trânsito para a Arábia Saudita, que tem espaço aéreo aberto.
Sempre de acordo com informações do Itamaraty, nos últimos dias Vieira conversou com o chanceler do Bahrein, Abdullatif Bin Rashid Al Zayani; com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan; com o novo chanceler do Kuwait, Jarrah Jaber Al-Ahmad Al-Sabah; e com o chanceler da Jordânia, Ayman Safadi.
A situação do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e dos brasileiros nos países afetados foi tema comum de todos os diálogos. Com Al Nahyan, dos Emirados, Vieira tratou também do acordo de livre comércio que o país negocia com o Mercosul.
Cidadãos brasileiros foram diretamente afetados pelo conflito porque não puderam deixar os países impactados por via área. Os governos árabes não se envolveram nas investidas contra o Irã, mas os países se tornaram alvo de ataques retaliatórios. Além de Emirados, o Catar fechou seu espaço aéreo para voos comerciais. Na quarta-feira (4), um avião da Emirates trouxe brasileiros que estavam nos Emirados.
Ainda em relação ao conflito, o Itamaraty já divulgou notas condenando as hostilidades e ataques e recomendando a brasileiros que evitem viajar para Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita, além de Irã e Israel.
Em nota do Itamaraty, o governo brasileiro condenou a troca de ataques entre o grupo Hezbollah, no Líbano, e forças de Israel contra o território libanês, “incluindo a região de Beirute”. Segundo o Itamaraty, não havia registro de nacionais brasileiros vitimados pelo ataque.
Fonte: ANBA




