Embaixador Zurab Mchedlishvili destaca a música, a diplomacia e os laços profundos com o Brasil
Ao som do melhor jazz internacional, interpretado pela cantora georgiana Maia Baratashvili, e o pianista Giorgi Rakviashvili, o embaixador da Geórgia no Brasil, Zurab Mchedlishvili realizou um evento, no dia 18 de junho, na Casa Thomas Jefferson, na Asa Sul, em Brasília, que teve dupla comemoração. Em 26 de maio, a Geórgia celebra o 107º aniversário da declaração de sua primeira república democrática independente e o 34º aniversário da restauração de sua independência. Os 200 convidados acompanharam o concerto, que também contou com a colaboração de profissionais brasileiros.
O embaixador Zurab Mchedlishvili, durante o discurso, destacou a parceria diplomática com o Brasil. O que vai além da música. O diplomata agradeceu ao governo brasileiro por respeitar a soberania do país e pelas relações bilaterais entre os países. Brasil. “Brasil e Geórgia compartilham muito mais do que uma parceria diplomática — temos em comum o amor pela cultura, pelo folclore, pela dança e, acima de tudo, pela música”, disse o embaixador.
À frente da missão diplomática no Brasil há pouco mais de um ano, Mchedlishvili fez questão de destacar os marcos dessa relação, estabelecida oficialmente em 1993: visitas parlamentares, acordos nas áreas de ciência, educação e defesa, além da presença ativa de embaixadas em Brasília e Tbilisi. “Brasil e Geórgia compartilham muito mais do que uma parceria diplomática — temos em comum o amor pela cultura, pelo folclore, pela dança e, acima de tudo, pela música”, disse ele, com entusiasmo.

Jazz – A estrela da noite foi a consagrada cantora Maia Baratashvili, que emocionou o público com sua performance em um formato inédito: um concerto de jazz com influências da música tradicional da Geórgia, numa linguagem artística que transcendeu fronteiras. Ao lado do pianista George Raffia-Schreiber, e de músicos brasileiros, ela deu voz à história, à identidade e à sensibilidade de seu país — em uma noite que provou que a música pode ser tão diplomática quanto qualquer tratado.
Para Baratashvili , Brasil e Geórgia se conectam por laços invisíveis e profundos. “Nós, georgianos, amamos cantar. E acredito que os brasileiros também. A música faz parte da nossa identidade, assim como da de vocês. E há algo mais que nos une: a fé”, completou, citando o Cristo Redentor como símbolo da espiritualidade que liga as duas culturas.
Com sua voz intensa e elegante, Maia transformou o palco em um ponto de encontro entre o jazz e a tradição georgiana — um elo musical que conquistou plateias em países como Alemanha, França, Rússia e Estados Unidos. Educadora e embaixadora cultural de seu país, ela deixou claro que a arte pode ser um poderoso instrumento de diplomacia.







