Súsan Faria


Essa 22ª edição do projeto proporcionou aos estudantes, não só conhecimentos teóricos, mas dialogar com holandeses, assistir vídeo e observar as obras, jardins e dependências da embaixada. Ganharam brindes – chapéus, bloco de cartas, alfinetes e bolas de futebol, e participaram de um Quiz (questionário). No lanche experimentaram Stroopwafel, a tradicional bolacha holandesa fina, seca e redonda, com doce dentro.

Perguntas – Sobre os holandeses, além da religião predominante, as crianças quiseram saber como funciona a Educação? Com que idade os holandeses começam a trabalhar? Como é o comportamento dos jovens? O que contribuiu para que o país tenha excelente Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)? E qual o esporte favorito? O embaixador destacou que sem educação é difícil obter vida saudável, que as crianças holandesas estudam das 8h30 às 15h30, em turno integral e com almoço, a exceção das quartas-feiras, quando saem da escola às 12h e que vão a pé ou de bicicleta para casa. Essa política é fundamental – segundo ele – para o alto desenvolvimento do país.

O diplomata disse considerar enriquecedor que crianças conheçam desde cedo outras culturas. “Como nasci na Holanda, numa cidade que fica só a 20 quilômetros da fronteira com a Alemanha, dava para conhecer outro país de bicicleta”, relembrou o embaixador, ao contar que a distância entre países da Europa pode ser curta, diferentemente do que acontece com Brasil, que tem dimensões continentais, e seus vizinhos.


A aluna Yasmim Moreira da Silva, de 10 anos, quis saber qual é a língua oficial e achou interessante o fato de praticamente toda a população falar dois idiomas: inglês e holandês. “Na escola a gente não aprende como aqui”, completou, ao comentar que eles estudaram sobre o país antes da visita.


Muitas ciclovias – No vídeo apresentado, cinco estrangeiros radicados na Holanda falaram do país da água, da alta tecnologia para conter o avanço das águas (grande parte da população vive em terras abaixo do nível do mar), dos 15 mil km de ciclovias, das estufas aquecidas para produzir flores, do Palácio da Paz em Haia, onde se julgam os crimes cometidos contra a humanidade, da alta produtividade na agricultura, do valor à arte e cultura e do regime monárquico constitucional parlamentar e democrático.
O Embaixadas de Portas Abertas se realiza às quintas-feiras, pela manhã, e faz parte do programa Criança Candanga – conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília – idealizado pela primeira dama do DF, Márcia Rollemberg. El Salvador foi a primeira embaixada a receber os estudantes brasilienses, em 27 de maio de 2015. Desde a criação, em 2015, mais de 700 crianças de 22 escolas da rede pública de ensino básico, entre 9 a 11 anos de idade, tiveram a oportunidade de estudar melhor um país e entrar em representações diplomáticas em Brasília.
Este mês, o projeto será realizado nas sedes diplomáticas da Coreia do Sul, dia 19; e China, dia 26. Em novembro, chega às embaixadas do Vietnã, Suécia e Itália, dias 9, 16 e 23 de novembro, respectivamente. Embaixadas interessadas em participar do projeto devem procurar a Assessoria Internacional do GDF por meio do endereço eletrônico assessoria.internacional@buriti.df.gov.br.





















