Artista búlgaro abre mostra que retrata carreira, desde a década de 80.
| Oda Paula Fernandes
Fotos: Eliane Loin

A exposição tem identidade marcante, revelando traços peculiares da vida artística e pessoal do artista. “Tem um quê de fantástico e de grotesco até, mas o trabalho vai mudando; ele meio que se retrata. É um conjunto bem amarrado”, ressaltou Oto Reifschneider, curador da exposição.

Renomado, alguns colecionadores, em especial da capital federal, levaram exemplares para compor seus acervos. No entanto, há um quadro que não sai da parede de Nai, como conta o curador. “O quadro que não tem preço é o retrato de uma mulher, que fora sua namorada. Essa peça serviu de obra acadêmica, mas acabou por ser a preferida dele. Aqui tem poucas, afinal, conforme ele vai produzindo as pessoas vão adquirindo as obras”, completou.

Ao lado do embaixador da Bulgária no Brasil, Valeri Ivanov Yotov, Bisser Nai recebeu amigos e convidados na inauguração, em um coquetel. Juntos, deram boas vindas e abrira, oficialmente, a exposição ao público. “É uma honra para a nossa embaixada trabalhar ao lado deste, que é um grande amigo, um grande artista e compatriota”, disse o embaixador Yotov.
Emocionado, o artista agradeceu a presença de todos, em especial da embaixada da Bulgária, que deu a ele o apoio e o prestigia. “Estou muito emocionado. Há anos que essas obras foram criadas. Todo artista tem o sonho de realizar algo dessa natureza e eu estou feliz com o resultado. Obrigada ao embaixador e todos aqui presentes”, declamou o artista.
“Toda essa obra é fruto de muito trabalho. Desde 1988, quando graduei, venho fazendo peças diferentes, que retratam também a minha idade. Aqui há diferentes estilos, de acordo com o tempo, porém, um grupo não é fácil me desapegar, as obras são, cada uma delas, um pouco de mim, mas inteiro. Cada quadro tem uma história com drama e comédia”, afirmou Nai.
Artista – A artista e professor acadêmico de origem búlgara expressa simbolismo e pela materialidade uma profunda reflexão sobre o sentido da vida e as diferentes faces do comportamento humano. Em sua trajetória artística, estruturou alicerces acadêmicos na inspiração dos clássicos russos – Aivazovski, Ilya Repin e Favorski. Posteriormente, buscou refúgio nas cores de Paul Klee, na matéria densa de Tápies e na decomposição da forma, por Francis Bacon e De Kooning.























