Súsan Faria
Fotos: Elaine Loin
Em 24 de outubro de 1945 – após o término da Segunda Guerra Mundial, era criada a Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a cooperação internacional e impedir outro grande conflito. A data foi adotada também como o Dia Internacional do Diplomata. Para comemorá-la em Brasília, diplomatas que vivem na cidade fizeram uma reunião informal, convocada pela Embaixada da Índia, no Bier Fass, no Lago Sul.

Na ocasião, o conselheiro Chefe da Divisão da Ásia Central, Rodrigo Alexandre Oliveira de Carvalho, destacou que o trabalho do diplomata é construir pontes e nada mais natural do que celebrar a natureza dessa profissão que tem as suas particularidades. Já o ministro Abhay Kumar, da embaixada da Índia, lembrou que essa é a primeira vez a data é comemorada em Brasília. “Muitas pessoas não conhecem o que faz o diplomata. Acham que ser diplomata é um privilégio, que é muito confortável, mas não é verdade. Os diplomatas precisam trabalhar situações de muitas dificuldades”, explicou.
Abhay Kumar lembrou que os diplomatas devem aprender uma nova língua a cada três anos para se adaptarem melhor aos países onde estão em missão, que seus filhos e esposas não têm certeza para onde vão, pois mudam muito de país. Segundo ele, as mulheres dos diplomatas têm dificuldade para trabalhar. “Os cônjuges de muitos diplomatas tiveram que desistir de suas carreiras para estar com seus maridos oficiais”, afirma. Na avaliação do ministro da Embaixada da Índia, os representantes internacionais são estereotipados como sendo “lótus que vivem a grande vida glamorosa nas capitais do mundo, longe das realidades das lutas diárias. Isso está longe da verdade”, garante. A maioria deles, de acordo com Kumar, enfrenta problemas desconhecidos ou não conseguiu estar do lado de suas famílias durante a morte de um ente querido. Ele próprio recebeu a notícia da morte de meu pai por telefone enquanto servia em Moscou.

Além do ministro da embaixada da índia, do representante do Itamaraty, estiveram presentes ao encontro o diretor adjunto do Programa Mundial de Alimentos do Centro de Excelência contra a Fome, Peter Rodrigues; funcionários da embaixada da Índia e ministros das embaixadas da África do Sul, México, Itália, Israel, Bangladesh, dentre outros.














