Assembleia Parlamentar da organização busca cooperação com o Congresso Nacional
A Assembleia Parlamentar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (AP-OTAN), quer firmar cooperação com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara Federal para que deputados brasileiros possam participar das reuniões da instituição como observadores. O anúncio foi feito, nesta quarta-feira (22), pelo seu presidente, deputado Marcos Perestrello, de Portugal.
O parlamentar e os deputados Agnes Vadai, da Hungria; Andrea Orsini, da Itália; e Sverre Myrli, da Noruega; se reuniram com os deputados Luiz Nishimori (PSD/PR), General Girão (PL/RN) e Márcio Marinho (REPUBLICANOS/BA). Além da cooperação em diplomacia parlamentar, eles também conversaram sobre como o Brasil pode contribuir com a paz e a segurança internacionais.
A Assembleia Parlamentar da OTAN foi criada em 1955 para envolver parlamentares em questões transatlânticas e ajudar a construir consenso parlamentar e público em apoio às políticas da Aliança. Éé integrada por 281 membros dos 32 países que integram a Aliança, e mais 100 deputados de países aliados. Perestrello foi eleito presidente da AP em 2024, com o objetivo de ampliar o diálogo permanente com os países membros e não membros, especialmente Brasil e Índia.
“Com a Índia, criamos um mecanismo de cooperação que nos permitirá manter um diálogo fluido e permanente sobre diferentes temas da agenda de segurança. Queremos dar este passo com o Brasil, um país que é protagonista”, explicou.
O deputado revelou que, no âmbito da Defesa a EMBRAER, que comercializa o KC-390 com vários países da Aliança, terá papel fundamental na aproximação com o Brasil. A empresa está em fase final de montagem de cinco destas aeronaves que serão entregues para a Hungria, Portugal, República Tcheca e Coreia do Sul.
Os membros da Assembleia Parlamentar da OTAN aproveitaram a oportunidade para pedir o apoio do Brasil à política de aumento dos investimentos em Defesa pelos países membros. De acordo com Marcos Perestrello, “a Rússia tem dado sinais de que pode atacar outros países da Europa, tem violado o espaço aéreo de várias nações e desferido ataques cibernéticos. Por muitos anos, a Europa confiou na proteção dos EUA. Agora, temos que ajudá-los a nos proteger”, assinalou.
General Girão reconheceu que “o Brasil tem a obrigação de se engajar nos grandes temas regionais e internacionais e de apoiar, por exemplo, a luta da Ucrânia contra a Rússia, o agressor”. Para Luiz Nishimori, “a CREDN tem não apenas interesse, mas compromisso com a cooperação proposta. Precisamos somar esforços na defesa da paz e da segurança de todos”, pregou.
Fonte: Assessoria de Imprensa – CREDN





