
Súsan Faria
Fotos: Eliane Loin
Gana, país de 23,8 milhões de habitantes, localizado no Golfo da Guiné, numa área de 238.540 km2, ficou independente do domínio inglês, há 61 anos , em 6 de março de 1957. A embaixada de Gana em Brasília comemorou essa data segunda-feira, 06, no Espaço Dunia City Hall, no Lago Sul, com muita música, apresentação teatral, discurso, orações e comidas e bebidas do país.


Prisões – A embaixadora testemunhou a ascensão e queda das três das primeiras repúblicas e de sete eleições contestadas, desde 1992. “Existem alguns neste salão que, assim como eu, enfrentaram prisão domiciliar, agonizaram sobre pais desaparecidos, abandonaram seus lares e não retornaram durante décadas, e perderam entes amados em defesa de uma democracia justa”, comentou. Hoje, de acordo com a embaixadora, a cada ano que passa, Gana é desafiada a aumentar sua democracia, fortalecer seus processos judiciais e crescer uma economia para melhorar a vida dos jovens, que formam dois terços da população do país.

Economia – Para atingir esta meta, o governo busca o crescimento e desenvolvimento do setor privado; e salvaguarda o ambiente natural. O crescimento econômico de Gana teve uma queda de 3,6% em 2016, mas cresceu significativamente 7,9% em 2017 e prevê crescimento acima de 8% este ano. “Gana é uma das economias com crescimento mais rápido em todo o mundo. O Programa de Concessão de Facilidade de Crédito de três anos de Gana com o FMI terminará este ano e não mais necessitaremos do FMI para supervisionar a administração de nossa economia após dezembro de 2018”, disse a embaixadora.

De acordo com a embaixadora, o governo de Gana incluiu no ensino básico gratuito um novo esquema que aumentou a matrícula de alunos em 90.000, comparado com as matrículas do ano passado. Falou sobre pacotes de incentivo para garantir a segurança dos investimentos, especialmente na agricultura, manufatura, educação e tecnologia. “Queremos expandir nossas exportações não tradicionais para reduzir a elevada dependência nas receitas de petróleo e fazer de Gana um núcleo industrial para a África Ocidental”, afirmou.
Abena Busia disse ainda, em seu discurso, que o compromisso é reestruturar a economia de Gama e transformando um país produtor e exportador de matéria prima para uma nação com uma economia de valor agregado, industrializada, com um setor agrícola modernizado.
Brasil – As relações diplomáticas de Gama com o Brasil têm 56 anos, desde 1962. “Mas nossas relações são bem mais longas e mais profundas do que nas últimas seis décadas”, explicou a embaixadora que é também professora de Diáspora Africana. Segundo ela, não só os ganenses vieram para o Brasil, como uma dezena de famílias brasileiras se estabeleceu em Acra, a capital de Gana. “Este é também o momento de concentrar mais luz em nossos laços culturais e históricos transformadores que unem Brasil e a África Ocidental”, comentou. Por último, a embaixadora declamou um longo poema: Mudança da família na África.


Estiveram presentes na festa nacional de Gana autoridades do Ministério das Relações Exteriores e de outros Ministérios e Agências Governamentais; o embaixador Thomas Bvuma, decano do Grupo de Embaixadores Africanos e seu vice, o Embaixador Martin Mbeng de Camarões; o decano do Grupo de Embaixadores da Comunidade Econômica da África Ocidental (CEDAO), Mamadou Traoré; entre outros representantes do corpo diplomático e ganenses que trabalham na embaixada do país e outros residentes no Brasil.



















































