Embaixada chilena em Brasília recebe convidados para comemorar a data
A embaixada do Chile no Brasil promoveu, no dia 16, uma cerimônia para comemorar os 215 anos de independência do país, proclamada em 18 de setembro de 1810. O evento reuniu autoridades brasileiras e chilenas e marcou a entrega da mais alta honraria concedida pelo governo chileno a personalidades estrangeiras. O embaixador Sebastián Depolo ressalta a “amizade sem limites”
O embaixador do Chile no Brasil, Sebastián Depolo, destacou, em seu discurso os avanços recentes da relação bilateral e a sintonia política entre os governos. “São quase dois séculos de amizade sem limites, de diálogo constante e de cooperação incessante em benefício de nossos povos”, afirmou.
Depolo mencionou o encontro “Democracia, Sempre”, realizado em Santiago em julho, e agradeceu ao Brasil por incluir o Chile em fóruns multilaterais como o G20 e o BRICS. O diplomata ressaltou ainda o crescimento do turismo e da malha aérea entre os dois países, além do avanço do projeto da Rota Bioceânica de Capricórnio, que conectará o Centro-Oeste brasileiro ao norte chileno. O evento marcou sua despedida à frente da missão diplomática em Brasília.
Condecoração
Durante a solenidade, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, foram agraciados com a Ordem de Bernardo O’Higgins, no grau de Grande Oficial. A distinção reconhece estrangeiros que se destacam na promoção da amizade, da solidariedade e da cooperação com o Chile.
Barroso agradeceu a homenagem em discurso no qual ressaltou o caráter coletivo da democracia. “Recebo esta condecoração com grande humildade. A democracia constitucional significa uma moeda com duas faces: soberania popular e respeito aos direitos fundamentais”, afirmou, lembrando ainda o papel histórico do Chile no acolhimento de brasileiros durante períodos de repressão política.
Simone Tebet, emocionada, dedicou a honraria ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reafirmou seu compromisso com a integração sul-americana. Ela destacou as cinco rotas de integração regional apresentadas ao governo, quatro delas passando por portos chilenos, que transformam o país em um corredor estratégico para a Ásia. “Mais do que infraestrutura, trata-se da integração dos povos”, disse.
Homenagem ao Exército chileno
O adido militar da Embaixada, coronel Yuri Fuentes, recordou a tradição anual de homenagear o Exército do Chile em 19 de setembro, sublinhando sua importância desde a independência. Ele citou líderes como José Miguel Carrera e Bernardo O’Higgins e ressaltou valores como heroísmo, soberania e compromisso com a paz.
Fuentes também destacou os desafios contemporâneos da instituição, que envolvem segurança multidimensional, apoio em situações de emergência e participação em missões internacionais de paz.
Diplomacia e integração bilateral
Representando o Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, diretor para a América do Sul, celebrou a data nacional chilena e reforçou a relevância dos laços históricos entre os dois países, que completarão 190 anos em 2026. Ele mencionou o acolhimento de exilados brasileiros pelo Chile há seis décadas e lembrou as recentes visitas de alto nível — do presidente Gabriel Boric ao Brasil e do presidente Lula a Santiago — que resultaram na assinatura de 31 instrumentos bilaterais nas áreas de turismo, saúde, agricultura, segurança pública, cultura e combate à pobreza., destacou, em seu discurso os avanços recentes da relação bilateral e a sintonia política entre os governos. “São quase dois séculos de amizade sem limites, de diálogo constante e de cooperação incessante em benefício de nossos povos”, afirmou.
Depolo mencionou o encontro “Democracia, Sempre”, realizado em Santiago em julho, e agradeceu ao Brasil por incluir o Chile em fóruns multilaterais como o G20 e o BRICS. O diplomata ressaltou ainda o crescimento do turismo e da malha aérea entre os dois países, além do avanço do projeto da Rota Bioceânica de Capricórnio, que conectará o Centro-Oeste brasileiro ao norte chileno. O evento marcou sua despedida à frente da missão diplomática em Brasília.
Condecoração
Durante a solenidade, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, foram agraciados com a Ordem de Bernardo O’Higgins, no grau de Grande Oficial. A distinção reconhece estrangeiros que se destacam na promoção da amizade, da solidariedade e da cooperação com o Chile.
Barroso agradeceu a homenagem em discurso no qual ressaltou o caráter coletivo da democracia. “Recebo esta condecoração com grande humildade. A democracia constitucional significa uma moeda com duas faces: soberania popular e respeito aos direitos fundamentais”, afirmou, lembrando ainda o papel histórico do Chile no acolhimento de brasileiros durante períodos de repressão política.
Simone Tebet, emocionada, dedicou a honraria ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reafirmou seu compromisso com a integração sul-americana. Ela destacou as cinco rotas de integração regional apresentadas ao governo, quatro delas passando por portos chilenos, que transformam o país em um corredor estratégico para a Ásia. “Mais do que infraestrutura, trata-se da integração dos povos”, disse.
Homenagem ao Exército chileno
O adido militar da Embaixada, coronel Yuri Fuentes, recordou a tradição anual de homenagear o Exército do Chile em 19 de setembro, sublinhando sua importância desde a independência. Ele citou líderes como José Miguel Carrera e Bernardo O’Higgins e ressaltou valores como heroísmo, soberania e compromisso com a paz.
Fuentes também destacou os desafios contemporâneos da instituição, que envolvem segurança multidimensional, apoio em situações de emergência e participação em missões internacionais de paz.
Diplomacia e integração bilateral
Representando o Itamaraty, João Marcelo Galvão de Queiroz, diretor para a América do Sul, celebrou a data nacional chilena e reforçou a relevância dos laços históricos entre os dois países, que completarão 190 anos em 2026. Ele mencionou o acolhimento de exilados brasileiros pelo Chile há seis décadas e lembrou as recentes visitas de alto nível — do presidente Gabriel Boric ao Brasil e do presidente Lula a Santiago — que resultaram na assinatura de 31 instrumentos bilaterais nas áreas de turismo, saúde, agricultura, segurança pública, cultura e combate à pobreza.







