Embaixador José Antônio Kinn Franco recebe convidados para lembrar e pedir apoio à campanha Día del Mar. Na Bolívia, em diferentes regiões, foram realizados eventos em comemoração à data.
Súsan Faria


“É uma luta justa e inesquecível. Foi assim há mais de 100 anos e seguirá assim os anos que sejam necessários”, afirmou o embaixador, destacando que não só os bolivianos acreditam que é justo terem a saída pelo mar, como também a comunidade internacional e até mesmo o povo chileno e grandes lideranças e personalidades mundiais. “Temos recebido inúmeras expressões de solidariedade e apoio a causa boliviana”, comentou.
Diálogo – O embaixador José Antônio Kinn destacou que a Bolívia acredita no diálogo para resolver a questão com o Chile e lembrou que a água tem de ser uma parte importante, de primeira ordem no debate mundial. “O acesso à água e ao saneamento na Bolívia – como direito humano – assim como o dever do Estado na gestão integral da água tem sua origem nas diferentes lutas e reivindicações sociais que tiveram no princípio do século”, explicou o diplomata. Disse que a Constituição da Bolívia, em seu artigo 16.1, diz que toda pessoa tem o direito à água e à alimentação. “O Estado boliviano impulsiona a diplomacia da água como uma ferramenta de prevenção de conflitos, gestão e cooperação entre os Estados, através de soluções coletivas”, explicou.

Em La Paz, no sábado, 23, o presidente Evo Morales disse que enquanto existir um boliviano, “nunca desistiremos de ter um mar com soberania”. Em outubro de 2018, a Corte Internacional de Justiça, em Haia, Holanda, sentenciou que o Chile não está obrigado legalmente a negociar o acesso soberano da Bolívia ao mar, em resposta a demanda apresentada pelo governo de Evo Morales. Apesar disso, o presidente boliviano chamou uma vez mais o Chile para ter um diálogo bilateral a fim de solucionar a demanda do seu país.

Atualmente, mais de 80% das exportações e importações dos bolivianos são transportadas nos portos do norte chileno. Presidentes e ex-presidentes de países como o Brasil, EUA, Argentina, Uruguai, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Espanha, Cuba e México; e personalidades como o jogador Diogo Maradona, o escritor Eduardo Galeano, os papas Francisco e João Paulo II e o prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel apoiam a causa boliviana.
















