Em Brasília, Salhat Abassova, membro do Comitê da Diáspora do Azerbaijão e chefe do departamento para Américas participou de evento comemorativo à data
O Comitê da Diáspora do Azerbaijão, organizou em Brasília um evento, no dia 15, no Hotel Royal Tulip, para celebrar o Dia da Vitória com o apoio da jornalista Fabiana Ceyhan. O presidente do Comitê de Trabalho com a Diáspora e ex-presidente do Parlamento, Fuad Muradov, foi representado por Salhat Abassova, chefe do departamento para Américas, Grã-Bretanha e Israel do Comitê, que viajou ao Brasil exclusivamente para a celebração.

Em seu discurso, Salhat Abassova ressaltou o trabalho global da Diáspora e o suporte constante aos cidadãos azerbaijanos no exterior, sublinhando a relevância do Dia da Vitória: “Como muitos de vocês sabem, o Azerbaijão passou por um período muito difícil em sua história recente. Por mais de 30 anos, cerca de 20% de nossos territórios reconhecidos internacionalmente estiveram sob ocupação, e mais de um milhão de azerbaijanos tornaram-se refugiados e deslocados internos. Temos orgulho de que o Azerbaijão tenha amigos ao redor do mundo que defendem a verdade, a justiça e a paz. A senhora Fabiana Ceyhan é uma dessas amigas, e valorizamos profundamente sua voz e seu apoio.”
Representando a Embaixada, o Cônsul Rafig Rustamov falou em nome do embaixador Rashad Nowruz, enfatizando a importância do Dia da Vitória e o caráter inédito de uma celebração desse porte no Brasil, ao lado da participação de Abassova.
Ceyhan destacou a importância da ocasião, lembrando que foi a primeira jornalista latino-americana a pisar no território libertado de Karabakh. Ela recordou: “Foi durante o período da Covid. Cheguei ao Azerbaijão em um voo vazio, mal vi a bela Baku e fui direto para Karabakh. Naquele momento não havia estradas pavimentadas, apenas caminhos de terra, e as minas terrestres ainda estavam sendo desarmadas. Como jornalista, corri riscos, mas sabia que estava testemunhando a história e tinha certeza de estar do lado certo dela, já que aquele território sempre foi reconhecido pelo Conselho de Segurança da ONU como parte do Azerbaijão.”
O cientista político João Zimmer Xavier, ex-pesquisador visitante da ADA University em Baku, explicou o contexto histórico da data: “No dia 8 de novembro de 2020, o Azerbaijão retomou a histórica cidade de Shusha, símbolo cultural e espiritual da nação. Esse feito encerrou décadas de conflito e abriu caminho para um futuro de estabilidade e prosperidade. Que este espírito de vitória e reconstrução inspire nossas relações bilaterais e nos conduza a um futuro de amizade, comércio justo e desenvolvimento compartilhado.”
O Dia da Vitória é comemorado anualmente em 8 de novembro desde 2020, marcando o fim da guerra de 44 dias, quando o Azerbaijão retomou Shusha, considerada o berço cultural da nação, localizada em Karabakh. O presidente Ilham Aliyev declarou a data como Dia da Vitória para assinalar a tomada da cidade estratégica, que levou a um acordo de paz mediado pela Rússia dois dias depois. Ele afirmou: “Restauramos nossa dignidade. Vamos viver para sempre como uma nação vitoriosa.”







