Embaixadas da França e da Alemanha premiam ativista pelo destaque no combate ao racismo ambiental
A edição de 2025 do Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e do Estado de Direito reconheceu o trabalho exemplar da jornalista Andréia Coutinho Louback, destacando sua atuação na promoção e defesa dos direitos humanos e da justiça climática. A homenagem foi feita nesta quinta-feira, 05 de janeiro, na sede da embaixada alemã, em Brasília. O prêmio, criado em 2016 pelas embaixadas da França e da Alemanha, tem como objetivo valorizar o engajamento conjunto dos dois países na proteção dos direitos fundamentais e no fortalecimento do Estado de Direito.
“Com este prêmio, a Alemanha e a França homenageiam anualmente pessoas que trabalham – com grande coragem e empenho -em prol dos direitos humanos “, destacou a Embaixadora da Alemanha, Bettina Cadenbach. “Andreia Coutinho mobiliza uma nova geração de atores da sociedade civil para o tema da justiça climática, sobretudo de comunidades afro-brasileiras e carentes. Ela é, nestes tempos, uma homenageada especialmente digna e alinhada ao momento atual“.
“Entregar o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos a Andreia hoje é mais do que um símbolo, é uma promessa. Esta é a promessa de que continuaremos comprometidos com a proteção dos direitos humanos e a justiça social”, enfatizou o embaixador francês, Emmanuel Lenain.
“Não há democracia possível enquanto os direitos forem seletivos”, concluiu Andreia em seu discurso de agradecimento.
Andréia Louback, graduada em Jornalismo pela PUC-Rio e mestre em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ, é uma das principais vozes na luta por justiça climática e socioambiental no Brasil e no mundo. Sua trajetória é marcada pela idealização e fundação do Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), uma organização da sociedade civil que atua na interseção entre a agenda climática e a justiça racial, influenciando políticas públicas antirracistas em diferentes níveis.
Nos últimos anos, Andréia passou por universidades renomadas como Harvard, Columbia, UC Davis, Oxford, USP, PUC-Rio e PUCRS, onde lecionou, palestrou e apresentou os trabalhos do CBJC. Em 2024, ela representou o Brasil na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com um discurso sobre justiça climática. Além disso, foi speaker em um TEDx, levando suas ideias a escolas, universidades e outros espaços de conhecimento.
Seu trabalho tem sido fundamental para visibilizar e combater o racismo ambiental, promovendo debates internacionais sobre os impactos das mudanças climáticas em populações vulneráveis e fortalecendo lideranças da sociedade civil, especialmente mulheres e jovens negros e afrodescendentes. Em um país marcado por desigualdades sociais e estruturais, Andréia tem sido uma referência na articulação entre clima, direitos humanos, igualdade racial, gênero e justiça social.
O Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e do Estado de Direito é mais um reconhecimento do impacto de sua atuação, que inspira e mobiliza ações concretas em prol de um futuro mais justo e sustentável.






