Em Brasília, a data nacional das quatro nações foi comemorada lembrando que a liberdade foi conquistada sem violência, e a forte relação com o Brasil.
As embaixadas da Costa Rica, Guatemala, El Salvador e Honduras, se uniram, na noite de quinta-feira (11), no Clube das Nações em para a celebração do 204º aniversário da Independência da América Central. Comemorada em 15 de setembro de 1821, a data simboliza a soberania, a unidade regional e a riqueza cultural dos países centro-americanos. Os quatro paíse foram representados, respectivamente, pelos embaixadores Norman Lizano Ortiz, Arturo Romeo Duarte Ortiz, Luis Alberto Bermúdez e Raul Graugnard
Em seu discurso, o embaixador da Costa Rica no Brasil, Norman Lizano Ortiz, representando os demais, destacou a relevância histórica da independência e os valores que moldaram a trajetória da região. “Foi em 15 de setembro de 1821 que o cabildo aberto da Capitania Geral da Guatemala declarou a independência da Espanha, dando continuidade ao movimento libertador que se estendia por todo o hemisfério”, afirmou. O diplomata ressaltou que, diferentemente de outras nações, a independência centro-americana ocorreu de forma pacífica e civil, inspirada pelas ideias iluministas e pelos filósofos do século XVIII.
Ortiz recordou ainda que, apenas dois anos após a emancipação, os países da região aboliram a escravidão, consolidando um compromisso histórico com a liberdade. Mencionou também tradições comemorativas, como a passagem da tocha da independência pelos cinco países, símbolo de memória e unidade regional.
Ao abordar as relações bilaterais, o embaixador ressaltou a importância de fortalecer os vínculos com o Brasil em áreas como bioeconomia, inovação, combate às mudanças climáticas e desertificação. “Coincidimos com o presidente Lula ao afirmar que o mundo deve ver a Amazônia não apenas como a maior floresta tropical, mas também como a moradia de milhões de pessoas que têm direito a desenvolvimento econômico e social digno”, declarou.
Ortiz destacou ainda exemplos de cooperação cultural, científica e econômica, citando o ecoturismo, a produção agrícola e o turismo de luxo como áreas em expansão. “Cada vez mais brasileiros estão desfrutando dos templos maias em Copán e Tikal, e surfando nas ondas em El Salvador e Costa Rica”, completou.
Representando o governo braileiro, a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, , participou da cerimônia e lembrou o histórico de integração regional. “Logo no início, houve um momento em que se uniram as quatro províncias, tanto nas Províncias Unidas da América Central quanto na República Federal da América Central. O instinto de integração, que permanece até hoje, já estava presente no momento das independências”, disse.
Padovan destacou as contribuições específicas de cada país, iniciando pela Costa-Rica,lembrando que aquela nação foi pioneira na abolição das Forças Armadas e referência em paz e sustentabilidade. Já para El Salvador, a embaixadora destacou o empreendedorismo e turismo de surf, com forte ligação cultural com o Brasil. Sobre a Guatemala, Padovan lembrou que o país foi berço da civilização maia e terra de líderes indígenas, como Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz. Sobre Honduras, a embaixadora lembrou da sua rica biodiversidade e do turismo em expansão, especialmente no porto de Roatán, além da produção literária de autores como Roberto Sosa.





