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Home Economia

OIT aponta queda mundial nos salários

por Liz Elaine
29 de dezembro de 2016
em Economia
Tempo de Leitura: 4 mins
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Crescimento de salários no mundo cai para o nível mais baixo em quatro anos

A recuperação dos salários em algumas economias desenvolvidas – incluindo os Estados Unidos e a Alemanha – não foi suficiente para compensar a queda nos países emergentes e em desenvolvimento.

GENEBRA – O crescimento dos salários em todo o mundo tem desacelerado desde 2012, caindo de 2,5% para 1,7% em 2015, o menor nível em quatro anos. Se a China, onde o crescimento salarial foi mais rápido do que em qualquer outro lugar, não for considerada, o crescimento dos salários globais caiu de 1,6% para 0,9%, de acordo com o Relatório Global sobre Salários 2016-2017 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em grande parte do período que seguiu a crise financeira de 2008-09, o crescimento dos salários mundiais foi impulsionado por um crescimento relativamente forte nos países e regiões em desenvolvimento. Mais recentemente, no entanto, esta tendência sofreu uma desaceleração ou se reverteu.

Entre os países emergentes e em desenvolvimento do G20, o crescimento dos salários reais caiu de 6,6% em 2012 para 2,5% em 2015. Por outro lado, o crescimento dos salários entre os países desenvolvidos do G20 subiu de 0,2% em 2012 para 1,7% em 2015, o índice mais alto dos últimos dez anos. Em 2015, os salários cresceram 2,2% nos Estados Unidos, 1,5% no Norte, Sul e Oeste da Europa, e 1,9% nos países da União Europeia.

“O crescimento mais rápido dos salários nos Estados Unidos e na Alemanha explica uma parte importante dessas tendências. Ainda não está claro se um desenvolvimento tão encorajador será sustentado no futuro, à medida que os países desenvolvidos enfrentam uma crescente incerteza econômica, social e política”, disse a Diretora Geral Adjunta de Políticas da OIT, Deborah Greenfield. “Num contexto econômico em que uma demanda mais baixa leva a preços mais baixos (ou deflação), a queda dos salários poderia ser fonte de grande preocupação, pois poderia aumentar a pressão para a deflação”.

Com o tema Desigualdade Salarial no Local de Trabalho, o relatório observa grandes diferenças regionais entre as economias em desenvolvimento. Por exemplo, em 2015, o crescimento dos salários manteve uma taxa relativamente robusta de 4% no Sul e Leste da Ásia e no Pacífico, enquanto diminuiu para 3,4% na Ásia Central e Ocidental e foi estimado provisoriamente em 2,1% nos Estados Árabes e em 2% na África. No entanto, em 2015 os salários reais caíram em 1,3% na América Latina e no Caribe e em 5,2% no Leste Europeu.
Desigualdade salarial fica abrupta no topo

O relatório também analisa a distribuição dos salários dentro dos países. Na maioria dos países, os salários sobem gradualmente, mas saltam de maneira acentuada ao chegar nos 10% dos salários mais altos. Além disso, esse aumento é ainda mais drástico para o 1% final, que representa os trabalhadores mais bem pagos.

Na Europa, os 10% dos trabalhadores mais bem pagos recebem em média 25,5% do total dos salários pagos a todos os empregados em seus respectivos países, o que é quase o mesmo que os 50% que recebem os salários mais baixos (29,1%). A parcela recebida pelos 10% mais bem pagos é ainda maior em algumas economias emergentes, como o Brasil (35%), a Índia (42,7%) e a África do Sul (49,2%).

A desigualdade salarial é ainda mais acentuada para as mulheres. Embora a diferença salarial geral por hora entre homens e mulheres na Europa seja de cerca de 20%, a diferença salarial entre homens e mulheres no grupo dos 1% de trabalhadores mais bem pagos chega a cerca de 45%. Entre homens e mulheres que ocupam cargos de diretores executivos e estão entre o 1% de trabalhadores mais bem pagos, a diferença salarial entre homens e mulheres é acima de 50%.
Papel das desigualdades salariais entre e dentro das empresas

Pela primeira vez, o Relatório Global sobre Salários analisa a distribuição dos salários dentro das empresas, examinando em que medida a desigualdade salarial geral é resultado de desigualdades salariais entre empresas e desigualdades salariais dentro das empresas.

A desigualdade entre empresas tende a ser maior nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos. Enquanto nos países desenvolvidos os salários médios dos 10% mais bem pagos nas empresas tendem a ser entre duas e cinco vezes mais altos do que os dos 10% com salários mais baixos, esta taxa sobe para oito no Vietnã e até 12 na África do Sul.

“Em média, em 22 países europeus, a desigualdade dentro das empresas representa 42% da desigualdade salarial total, enquanto o resto é devido à desigualdade entre as empresas”, disse a economista da OIT e uma das autoras do relatório, Rosalia Vazquez-Alvarez.

Ao comparar os salários dos indivíduos com o salário médio das empresas nas quais trabalham, o relatório constatou que, na Europa, cerca de 80% dos trabalhadores recebem menos do que o salário médio da empresa em que trabalham. No grupo de 1% das empresas com salários médios mais elevados, o 1% dos trabalhadores com salários mais baixos recebe em média 7,1 euros por hora, enquanto o 1% dos trabalhadores com salários mais altos recebe em média 844 euros por hora.

“A extensão da desigualdade salarial dentro das empresas – e sua contribuição para a desigualdade salarial total – é muito grande, o que indica a importância de políticas salariais dentro das empresa para reduzir a desigualdade global”, disse Greenfield.

O relatório destaca políticas que podem ser usadas e adaptadas às circunstâncias de cada país para reduzir a desigualdade salarial excessiva. Os salários mínimos e a negociação coletiva desempenham um papel importante neste contexto. Outras medidas possíveis incluem a regulação ou a autorregulação da remuneração dos executivos, promovendo a produtividade de empresas sustentáveis e abordando os fatores que levam à desigualdade salarial entre grupos de trabalhadores, incluindo mulheres e homens.

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O fluxo comercial entre Brasil e o Irã apresenta oscilações, com saldo comercial favorável, de maneira consistente, ao Brasil. Apesar de persistirem entraves, o Irã é expressivo mercado — um dos maiores do Oriente Médio — para as exportações brasileiras.

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, defendeu o fortalecimento das relações com o Brasil em reunião, nesta quarta-feira, 6, com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). O deputado Claudio Cajado (PP-BA), também participou do encontro.

De acordo com Ghadiri, “temos um relacionamento de mais de 120 anos e que nunca foi afetado pelas mudanças de governos, no Brasil ou no Irã. São relações sólidas que se baseiam no interesse comum, principalmente no comércio”, afirmou...

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Estado vem se consolidando como um parceiro estratégico da União Europeia no avanço da indústria sustentável, da transição energética e da inovação tecnológica, em um momento de fortalecimento das relações bilaterais após a entrada em vigor provisória do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu, em 1º de maio.

Entre os dias 4 e 6 de maio, o estado recebeu uma delegação de adidos comerciais europeus no âmbito do programa “Conhecendo a Indústria”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa tem como objetivo apresentar o potencial produtivo e tecnológico brasileiro, além de ampliar a cooperação econômica e atrair investimentos estrangeiros.

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https://embassynews.info/bahia-se-posiciona-como-parceira-estrategica-da-ue-na-industria-sustentavel-e-transicao-energetica/

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