
Raquel Pires (com informações de O Globo)
Fotos: Divulgação/Embaixada de Bangladesh


Em Bangladesh, o presidente e a primeira ministra permaneceram em silêncio solene por algum tempo como um sinal de respeito pelas lembranças dos mártires e depois colocaram coroas no Memorial Nacional em Savar, nos arredores da capital.
Desde que foi criado, em 1947, o Paquistão nunca teve unidade, sendo cortado ao meio pelo Paquistão Oriental e Ocidental. As duas metades eram habitadas por diferentes etnias, que falavam línguas distintas e tinham como único ponto de contato o islamismo. Os conflitos chegaram ao auge em 1971, levando o Paquistão Oriental a se proclamar Estado independente e se tornar a República Popular de Bengala – ou Bangladesh. No dia 16 de dezembro, o governo provisório foi reconhecido pelos vizinhos Índia e Butão, sendo conhecido como o Dia da Vitória.
Seis vezes maior e bem mais rico, o Paquistão Ocidental era sede de todo o poder político e empresarial da República, enquanto o Oriental sofria com pobreza, desastres naturais e poucos investimentos. Foi nesse contexto que o xeque Mujibur Rahman levou a Liga Auami, partido oposicionista, a vencer as primeiras eleições gerais convocadas no país, em 1970.

Yahya aumentou, mas, ao bombardear bases indianas, levou o vizinho a apoiar abertamente os rebeldes. No dia 6 de dezembro de 1971, a Índia reconheceu oficialmente a existência de uma nação bengali. Quinze dias depois, com a rendição incondicional das tropas de Yahya Khan, Mujibur Rahman saiu da prisão e assumiu o governo da República Popular de Bangladesh. No entanto, o Paquistão só viria a reconhecer o novo país em 1974.














