
Fotos: Eliane Loin
Como acontece todos os anos, a chegada do primeiro vinho da safra na França foi comemorada com festa em todo o mundo, na terceira quinta-feira de novembro. Desta vez, caiu no dia 16 de novembro. Aqui no Brasil, a sede diplomática francesa celebrou a data recebendo muitos convidados, no dia 07 de dezembro. O embaixador Michel Miraillet, em seu discurso, falou da importância da chegada do Beaujolais Nouveau para o povo francês. ” É como o Natal, a Páscoa, as férias de verão”, comparou.

Além de saborear o Beaujolais Noveau, os convidados puderam degustar diversos tipos de paes, queijos e frios franceses. A música internacional dos anos 80 ditou o ritmo da festa na embaixada que reuniu diplomatas, a comunidade francesa em Brasília, apreciadores de vinho e servidores daquela sede diplomática.

Leve e perfumado, o Beaujolais Nouveau não é um tinto de categoria elevada e nem pretende ser. É jovem e frutado, feito para celebrar a entrada no mercado dos vinhos de cada ano. A tradição começou em Lyon, encostada na região produtora, estendeu-se aos bistrôs e restaurantes de Paris e em meados do século passado espalhou-se por outros países.
A zona do Beaujolais não pertence à divisão política da Borgonha, mas historicamente sempre se ligou a ela, estendendo-se de Mâcon a Lyon, em direção ao sul da França. Ali predomina a uva Gamay, da família da Pinot Noir, que tem acidez elevada e poucos taninos. Para conseguir a extração de componentes e cor a tempo de lançar os vinhos em novembro, as vinícolas utilizam um método especial de vinificação, a maceração carbônica.
































