Dirigente da pasta das Relações Exteriores é recebido pelo Presidente do Cazaquistão Kassym-Jomart Tokayev que declarou ser o Brasil um dos principais parceiros do país asiático na América Latina.
“Sua visita ao Cazaquistão foi organizada em um momento muito oportuno. Estou confiante de que ela dará um novo impulso ao fortalecimento das relações bilaterais. A cooperação multifacetada entre nossos países vem se desenvolvendo de forma consistente”, afirmou Tokayev à Mauro Vieira. Segundo o presidente cazaque, o fato de o ministro ter ido acompanhado de uma grande delegação empresarial, demonstra a seriedade com que tratam o aprofundamento da cooperação com o Cazaquistão,
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, informou que veio ao Cazaquistão por instrução especial do Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva. Segundo ele, “há grande potencial para ampliar ainda mais os laços políticos, comerciais, econômicos e culturais-humanitários entre os dois países”.
O Chefe de Estado e o Ministro discutiram as perspectivas de aprofundamento da cooperação nas áreas de energia, mineração e metalurgia, agricultura, inovação e inteligência artificial.
O presidente cazaque destacou a importância da cooperação mútua em questões de segurança internacional, desarmamento nuclear e não proliferação de armas de destruição em massa. Além disso, foram analisadas as questões relacionadas à reforma da ONU e de suas estruturas, bem como a situação em torno do programa nuclear iraniano. Kassym-Jomart Tokayev reafirmou que o Cazaquistão pretende utilizar a energia nuclear exclusivamente para fins pacíficos sob supervisão da AIEA.
Durante o encontro, foi ressaltado que o país é reconhecido internacionalmente na área de não proliferação nuclear. Também foi destacado que o Cazaquistão possui infraestrutura, expertise e base científico-técnica necessárias para o uso seguro de materiais nucleares. O único banco mundial de urânio pouco enriquecido da AIEA está localizado no território do Cazaquistão.
O Chefe de Estado declarou ainda que o país está disposto, de boa vontade, a contribuir para a resolução da questão nuclear iraniana. Para isso, é necessário alcançar acordos internacionais apropriados e transformar essa questão em ações.





