Embaixadora Maria Laura da Rocha se reúne com representantes de lideranças acampadas em Brasília
A secretária-geral das Relações Exteriores, embaixadora Maria Laura da Rocha, recebeu, na última quinta-feira (9), representantes da Terra Indígena Yanomami, da Terra Indígena do Vale do Javari e da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Lideranças indígenas presentes no Acampamento Terra Livre, entregaram documento que propõe a criação de zonas livres de exploração de petróleo e gás. Os líderes também defendem que os territórios indígenas devem estar no centro da estratégia climática global.
Essas “Zonas Livres de Combustíveis Fósseis (FFZs)”, segundo os indígenas, seriam áreas proibidas para exploração em regiões de alta relevância ecológica e cultural. A iniciativa reúne recomendações para um “mapa do caminho global”, que foi proposta pelo governo brasileiro na última COP 30, mas sem consenso. “Não há transição energética justa sem a garantia dos nossos territórios”, afirmou o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasi (Apib), Dinamam Tuxá.
Segundo Tuxá argumentou, a demarcação e a proteção das terras indígenas são medidas concretas de enfrentamento à crise climática. “Quando o mundo ignora isso, escolhe manter um modelo que destrói a vida. Reconhecer o protagonismo indígena abre caminho para um futuro mais equilibrado, diverso e verdadeiramente sustentável”.
Durante os encontros com representantes do Itamaraty, foram discutidas também demandas de diferentes povos indígenas, incluindo a demarcação de terras, o enfrentamento ao crime organizado e ao garimpo ilegal, além da proteção e desintrusão de territórios indígenas. Também esteve em pauta o papel dessas comunidades na transição energética.
O Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) tem ampliado a participação indígena, incluindo a reserva de vagas inéditas no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) em 2026. Lideranças indígenas também dialogam diretamente com a pasta, entregando propostas para a criação de zonas livres de combustíveis fósseis e defendendo territórios.
Principais Ações e Mudanças:
Vagas Específicas: Pela primeira vez na história, o concurso para diplomata de 2026 reservou 2 vagas para indígenas e 1 para quilombolas.
Diálogo e Propostas: Líderes indígenas do Acampamento Terra Livre entregaram ao Itamaraty propostas para zonas livres de exploração de petróleo e gás, buscando proteger territórios e o clima.
Recebimento de Lideranças: A Secretária-Geral do Itamaraty recebeu lideranças da APIB e de terras indígenas (Yanomami, Vale do Javari) para tratar de proteção territorial.
Diplomacia Climática: A pauta indígena está centralizada nas discussões do Brasil para a COP 30.
Outras Iniciativas:
Exposições Culturais: O Palácio Itamaraty recebeu a mostra “Bancos Indígenas do Brasil – Rituais”, valorizando a arte e a cultura indígena.
Participação em Eventos: Indígenas participaram ativamente de delegações da COP, com ampla representação em eventos recentes.
Indígenas levam a Itamaraty proposta de áreas livres de petróleo e gás





