Embaixador Vasillos Philippou representou o país no evento internacional no MS
Em nota oficial, a embaixada de Chipre, representando os interesses nacionais e alinhada à posição da União Europeia (UE) e seus Estados-Membros, expressou seu profundo entusiasmo com o encerramento, neste domingo (29), em Campo Grande, Mato Grosso, da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). Realizada na “porta de entrada do Pantanal”, a conferência consolidou decisões baseadas na ciência que trazem benefícios reais e tangíveis para a biodiversidade global.
Um dos maiores marcos desta edição foi a reafirmação de que as decisões adotadas possuem peso legal e são vinculantes para todos os 133 países signatários. João Paulo Ribeiro Capobianco, presidente da COP15, destacou que as nações têm a obrigação de seguir o que foi acordado, garantindo que os planos de ação não fiquem apenas no papel.
“Chipre, que mantem a presidência do Conselho da União Europeia para o primeiro semestre de 2026, orgulha-se de ter contribuído para resultados fundamentais que impactam tanto a fauna terrestre quanto a marinha. Entre os principais avanços destacam-se:
• Proteção de Espécies Aquáticas: Adoção de Planos de Ação Estratégicos (SSAPs) para a enguia europeia, o tubarão-baleia (tope shark) e a abetarda.
• Novas Inclusões nos Apêndices: O acolhimento de novas espécies nos Apêndices da CMS para fortalecer a cooperação internacional e a conscientização sobre esses animais.
• A Onça-Pintada e o Pintado: O reconhecimento da importância da onça-pintada no bioma pantaneiro e o acordo entre Brasil, Paraguai e Bolívia para a preservação do peixe pintado, sem proibir sua pesca, mas coordenando esforços para sua reprodução.
• Ariranhas: A inclusão da ariranha na lista de espécies ameaçadas, seguindo proposta de listagem da França”.
Segundo o embaixador Vasillos Philippou, a conferência em Campo Grande enfatizou a conectividade ecológica entre áreas úmidas e habitats críticos. Além disso, a embaixada do Chipre celebrou a promessa de que as próximas edições da conferência incluam oficialmente assentos para comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, integrando o conhecimento local à diplomacia ambiental.




