A Hungria adquiriu duas aeronaves C-390 Millennium, fabricadas pela Embraer, tornando-se o terceiro país a utilizar o equipamento e o segundo no contexto da OTAN, após Portugal.
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) participará das celebrações pelos 100 anos das relações diplomáticas Brasil-Hungria. A data será comemorada em 2027, mas, desde já, o Embaixador húngaro no Brasil, Miklós Halmai, está trabalhando para que os eventos a serem realizados envolvam os respectivos grupos de amizade.
O assunto foi tratado nesta terça-feira, 24, com o presidente da CREDN, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP). O deputado aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância da imigração húngara ao Brasil e afirmou que “vamos contribuir para que essas relações sejam cada vez mais fortalecidas para o bem dos nossos povos”.
De acordo com Miklós Halmai, “cerca de cem mil descendentes húngaros vivem no Brasil, principalmente em São Paulo e nos estados do Sul, e essa comunidade representa um importante vetor do relacionamento bilateral em todas as áreas”, assinalou.
Luiz Philippe destacou o trabalho realizado pela Associação Húngara, que promove a cultura e o idioma húngaros, e pelo Colégio Santo Américo, fundado por monges beneditinos húngaros em 1951, cujo nome presta homenagem a um dos filhos de Santo Estevão, primeiro rei da Hungria.
Os dois também conversaram sobre a normatização do programa Stipendium Hungaricum, implementado em 2017, por meio de um memorando de entendimento entre o ministério das Capacidades Humanas da Hungria e o MEC. Pelo programa, o governo húngaro passou a oferecer, anualmente, 250 bolsas para brasileiros nos níveis de graduação, pós-graduação e doutorado. A Hungria deseja que o mesmo seja normatizado com o objetivo de ampliar a oferta de bolsas para os brasileiros.





