Embaixador Abdollah Nekounam Ghadiri fala da importância da data, dos desafios e da relação diplomática com o Brasil
A Embaixada do Irã promoveu, no dia 11/02, em Brasília, uma comemoração pelo 47º aniversário da Revolução Islâmica e pelo Dia Nacional do país. A data recorda a revolução de 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi e instituiu a República Islâmica sob a liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini, encerrando a chamada “Década do Amanhecer”.
O embaixador Abdollah Ghadiri, em discurso, afirmou que a revolução foi fruto da decisão soberana do povo iraniano. Segundo ele, apesar de desafios recentes, o Irã mantém disposição para o diálogo, inclusive sobre o programa nuclear, e defende que negociações não devem ocorrer sob pressão ou coerção.
O diplomata mencionou tensões regionais, críticas a ações atribuídas a Israel e aos Estados Unidos e episódios de protestos internos, reiterando que o governo atuou para restaurar a estabilidade e preservar a ordem pública. “O Irãs enfrentou, em 2025, “desafios profundos”, mas manteve disposição para o diálogo internacional”, afirmou Ghadiri
O embaixador reiterou ainda que o Irã “optou por conceder outra oportunidade à diplomacia”, mesmo diante de pressões políticas, militares e midiáticas, defendendo que negociações conduzidas sob ameaça ou coerção tendem a fracassar. Ao abordar a situação regional, afirmou que o país acompanha com preocupação os conflitos na Ásia Ocidental e defendeu o fortalecimento do multilateralismo como instrumento essencial para a gestão de crises e a promoção da justiça internacional.
No âmbito bilateral, destacou os mais de 120 anos de relações entre Brasil e Irã e oportunidades de cooperação em comércio e logística, citando a União Econômica Eurasiática e o Porto de Chabahar. Também reconheceu o papel do Brasil no BRICS e na realização da COP30.
Itamaraty
Representando o governo brasileiro, o embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte ressaltou que as relações são pautadas pelo respeito mútuo, mencionando o comércio bilateral de cerca de US$ 3 bilhões em 2025 e o compromisso com o multilateralismo e a solução pacífica de controvérsias.
Cultura e gastronomia
A recepção contou ainda com exposição de artefatos tradicionais e degustação da culinária persa, valorizando a cultura e a hospitalidade iranianas. Tapetes persas e objetos e design representando sua arte e herança cultural estavam à mostra. Tâmara iranianas de diferentes qualidades recepcionavam os convidados com todo o sabor. Durante o evento, houve ainda uma degustação de pratos típicos. A culinária persa, marcada pelo uso de especiarias e ervas aromáticas,





