Embaixador Talal Rashed Almansour destaca o esforço do país “para construir uma sociedade baseada na liberdade, na igualdade e na justiça”.
A embaixada do Estado do Kuwait em Brasília promoveu, a quarta-feira (11/02), um almoço comemorativo ao 65º Dia Nacional e ao 35º aniversário do Dia da Libertação do país. Durante o evento realizado no Lago Sul, o embaixador Talal Rashed Almansour ressaltou a importância das relações kuaitianas-brasileiras, que completaram 58 anos em janeiro de 2026, e as descreveu como “distintas e positivas em todos os campos” e com significativo potencial de expansão, especialmente nas áreas de energias renováveis, infraestrutura e segurança alimentar.
O embaixador Almansour expressou seus votos de progresso e prosperidade ao Kuaite e agradeceu a todos os presentes por se juntarem às celebrações. Durante sua fala, o diplomata destacou os esforços contínuos do país desde sua independência em 1961 para construir uma sociedade baseada em liberdade, igualdade e justiça. Ele enfatizou a importância de uma política externa equilibrada, que respeita os princípios das Nações Unidas e promove a cooperação internacional, sem ingerência nos assuntos internos de outros países.
Almansou destacou também o papel humanitário e desenvolvimentista do Estado do Kuwait citando que o Fundo Kuaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe já beneficiou mais de 100 países, refletindo o compromisso de seu país em ajudar na prosperidade global.
O embaixador mencionou com ênfase as relações Brasil-Kuwait, que completaram 58 anos em janeiro de 2026, e as descreveu como distintas e positivas em todos os campos e com significativo potencial de expansão. O diplomata foi enfático ao apontar o Brasil como um destino importante para os investimentos kuaitianos e sinalizou uma “séria intenção” em promover a cooperação econômica e comercial, beneficiando-se das experiências mútuas para alcançar resultados que satisfaçam as aspirações de ambos os países. Ele também reconheceu e congratulou o Brasil pelo sucesso da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada no ano passado em Belém no estado do Pará.
O diplomata kuaitiano ressaltou o “apelo histórico” lançado pela conferência à comunidade internacional para unir esforços em uma ampla mobilização global para combater as mudanças climáticas, e a sua importância na transição das negociações climáticas para uma fase de “implementação efetiva”, alinhando-se com os interesses globais de sustentabilidade.
Ao final, o embaixador reiterou o “permanente zelo” do Estado do Kuwait e em ampliar os horizontes da relação com o Brasil. O discurso deixou claro que, além dos laços históricos e culturais, há uma perspectiva econômica vigorosa sendo cultivada, posicionando o Brasil como um parceiro estratégico para os planos de investimento e diversificação do Estado do Kuwait e, em um momento de transformação global. “Esta celebração da data nacional, portanto, é também um marco na projeção de uma agenda bilateral promissora e concreta”, afirmou Almansou que transmitiu as felicitações a Sua Alteza, o Emir Sheikh Meshal Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, e ao Príncipe Herdeiro Sheikh Sabah Al-Khaled Al-Hamad Al-Mubarak Al-Sabah

ITAMARATY
O secretário de África e Oriente Médio do Itamaraty, embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, representando o governo brasileiro, afirmou ser uma honra participar da celebração e ressaltou que Brasil e Kuwait construíram, desde o estabelecimento das relações diplomáticas, em 1968, uma parceria baseada na amizade e no respeito mútuo.
Duarte lembrou que as embaixadas residentes foram inauguradas em 1975 e que, atualmente, os países mantêm acordos em áreas como cooperação, consultas políticas, cultura, transporte aéreo, esporte e meio ambiente. Destacou ainda a intensificação do diálogo político nos últimos anos, incluindo reuniões do mecanismo de consultas bilaterais e visitas de autoridades.
Na área econômica, o embaixador informou que o intercâmbio comercial entre Brasil e Kuwait alcançou US$ 404 milhões em 2025, com potencial de crescimento. Missões brasileiras realizadas ao longo do ano buscaram atrair investimentos kuwaitianos em setores como logística, energia renovável, infraestrutura, agronegócio e aviação, incluindo encontros com a Autoridade de Investimentos do Kuwait (KIA).
A cooperação técnica trilateral entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Fundo Kuwaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe, além da expectativa pela ratificação, pelo lado kuwaitiano, do Acordo Básico de Cooperação Técnica, também foram temas abordados por Duarte em seu discurso.
GAZA
A união em defesa de uma paz justa e duradoura no Oriente Médio foi ressaltada pelo embaixador. Segundo ele, o entendimento entre os países deve estar “com base na solução pacífica de controvérsias, incluindo a situação na Faixa de Gaza e a importância do acesso à ajuda humanitária, bem como do processo de reconstrução sob coordenação palestina.
Duarte finalizou sua fala reafirmando o compromisso brasileiro com a ampliação da cooperação e desejou paz e prosperidade ao governo e ao povo do Kuwait. A celebração, além de marcar datas históricas, evidenciou o avanço de uma agenda bilateral considerada promissora por ambos os países.
VISÃO GERAL SOBRE O ESTADO DO KUAITE
Capital: Cidade do Kuaite Idioma oficial: árabe Religião oficial: Islã Moeda: Dinar Kuaitiano Localização: Costa norte da Península Arábica Área: 17.818 km² População: 4,631 milhões PIB: US$ 153,4 bilhões Data da independência: 19 de junho de 1961. No entanto, o Kuaite celebra a sua data nacional em 25 de fevereiro em memória à assunção ao trono do Sheikh Abdullah Al-Salim Al-Sabah. Bandeira: composta por 4 cores: verde, branco, vermelho e preto, inspirada em um verso da poesia árabe. Brasão: Um falcão com as asas abertas, abraçando um veleiro pousado em ondas brancas e azuis, em homenagem ao antigo passado marítimo do Kuwait Províncias: Al-Ahmadi – Al-Farwaniya – Capital – Al-Jahra – Hawalli – Mubarak Al-Kabeer
ECONOMIA
A economia do Kuwait depende principalmente das receitas do petróleo, que representam cerca de metade do produto interno bruto e 94% das exportações do país. Note-se que o Kuaite possui um dos campos petrolíferos mais ricos do mundo, com cerca de 10% do total das reservas globais de petróleo. O Fundo Soberano do Kuwait, criado em 1953, é considerado o quarto maior do mundo, com ativos que chegam até 800 bilhões de dólares, estando os seus investimentos repartidos por mais de 125 países em todo o mundo, entre mercados desenvolvidos e emergentes.
CULTURA
A cultura Kuaitiana é considerada uma extensão da cultura árabe islâmica e é caracterizada pela abertura às culturas vizinhas, seja em termos de arquitetura, música, vestuário, alimentação e estilo de vida. A característica mais importante da cultura local do Kuwait é o “DIWANIYAH”, que representa uma grande sala de recepção usada para reuniões sociais Grandes marcos Torre da Libertação: A Torre da Libertação é um símbolo da libertação do Kuwait e e um sinal claro do renascimento do país. A Torre da Libertação é também uma das torres de comunicações mais altas do mundo, com uma altura superior a 372 metros. Torres do Kuwat: As Torres do Kuwait são consideradas um dos marcos mais famosos do Kuwait .
O corpo esférico superior da maior torre, com 187 metros de altura, contém um restaurante e as torres usam elevadores de alta velocidade. Centro Cultural Jaber Al-Ahmad: também chamado de Ópera do Kuaite, é um importante marco arquitetônico e cultural do Kuaite, localizado no coração da Cidade do Kuaite, faz parte do novo Distrito Cultural Nacional do Kuaite e foi inaugurado em 2016. O edifício consiste em um conjunto de formas geométricas complexas inspiradas na arquitetura islâmica.








