Carlos de Alba promete ampliar as relações comercial com o Brasil, projetos culturais e anuncia o Visto Eletrônico para o país
O embaixador do Mexico no Brasil, Carlos García de Alba, reuniu no dia 04 de dezembro, na sede da embaixada, em Brasília, representantes de veículos de comunicação para um brunch. O diplomata enumerou seus ambiciosos projetos à frente da embaixada. Simpático, o diplomata falou de sua vida pessoal, de seus 38 anos de carreira e depois da sua intenção maior de estreitar os laços entre o Brasil e o México nas áreas cultural, turismo, gastronômica, assim como o “revisar” o comércio nas áreas de tecnologia como da indústria química.
Na área de turismo, Carlos Alba afirma querer muito mais turistas em seu país e de mexicanos no Brasil. Para isso, anunciou o funcionamento do visto eletrônico a partir de 05 de fevereiro de 2026. Também afirmou a necessidade de ampliar a rede consular que hoje só tem no Rio de Janeiro e São Paulo. “Não pode ser que apenas 150 mil turistas brasileiros visitem o México”, disse acrescentando que quer conhecer e apoiar os cerca de cinco mil mexicanos que vivem no Brasil.
Na área comercial, Carlos Alba o objetivo é dobrar os negócios bilaterais que atualmente em torno de US$ 16 bilhões e, a seu ver, está “muito abaixo do potencial”. O diplomata lembrou que México e Brasil representam, juntos, 65% do PIB da América Latina. “Com nosso peso econômico, não faz sentido estarmos apenas na sétima e sexta posição um do outro”, afirmou o embaixador. Em seus objetivos está a modernização dos acordos automotivos e industriais para liberar mais setores e estimular novos fluxos de negócios.
Relação política
A afinidade entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Claudia Sheinbaum, do México foi destacada por Carlos Alba que afirmou a relação política entre os dois países vive “um grande momento”. O embaixador lembrou que os dois dirigentes já se reuniram quatro vezes em um ano.
Já em relação à cooperação científica, também apontada como prioridade, Carlos Alba afirma que se dedicará especialmente nas áreas de energia e saúde. O embaixador destacou o interesse do México na experiência brasileira com biocombustíveis, especialmente o etanol, cuja produção no Brasil completa 50 anos em 2026.
Carlos Alba, em sua apresentação, reforçou ainda a importância da tecnologia nacional na produção de medicamentos, vacinas e fármacos. Ao comentar sobre a vacina contra a dengue que tomou no Brasil, fez graça: “Sou apenas um mexicano, mas somos 132 milhões que precisam dessa vacina.” O diplomata mencionou, ainda, o interesse em vacinas contra bronquite e em medicamentos genéricos brasileiros para HIV e influenza.





